Com uma semana passada de pouca utilização do Spotify, o Discover Weekly teve uma tarefa mais dificultada em descobrir novos sons que fossem ao encontro aos meus hábitos musicais. Apesar de grande parte das músicas consistirem em faixas facilmente esquecidas, foi possível com um critério mais alargado que o normal juntarem-se umas quantas interessantes para apresentar neste Algo_Ritmo Musical #33.

The Fugs – CIA Man (1965)

Esta é uma música carregada de contexto político norte-americano vivido na altura, mas foi a sua estrutura aparentemente amadora mas ainda assim empolgante que chamou à atenção. A mistura relaxada entre folk e rock dos nova-iorquinos The Fugs valeu-lhes a consideração de serem uma das primeiras bandas underground a existir, e esse movimento é perfeitamente identificável nesta música.

John Cooper Clark – I Wanna Be Yours (1982)

Esta curta música é interpretada pelo poeta performativo John Cooper Clark, e mostra a variedade de música a que o algoritmo do Spotify nos pode introduzir. Seguindo a estética alternativa introduzida na música anterior, desta vez mais influenciada pelo punk do início dos anos 80, continua a defesa pela simplicidade e pela não instantaneidade da beleza da voz ou dos instrumentos na procura pela beleza da música como um todo.

Temples – Keep In The Dark (2014)

Transportados para um tempo já atual, esta é daquelas músicas que se ouve ocasionalmente na rádio, no banho ou no carro, mas que nunca se chega a saber realmente a quem pertence. Analisada com mais atenção, o seu indie-rock ao estilo de Black Keys mostra-se merecedor de uma futura análise mais extensa ao seu trabalho.

BRONCHO – What (2014)

Continuando na onda independente, desta vez proveniente das grandes planícies dos Estados Unidos, BRONCHO apresentam uma simpática e inocente música que facilmente se destaca e anima a playlist onde se insere, ainda que não deixe para a posteridade grandes revelações.

Cat Stevens – Tea for the Tillerman (1970)

A música mais pequena de toda a lista, com pouco mais de um minuto de duração, é, ao mesmo tempo, a mais curiosa e a mais poderosa de todas. Foi bastante interessante ser reintroduzido a esta brilhante balada de piano de Cat Stevens, depois de a ter conhecido como música dos créditos de Extras, de Ricky Gervais. Agora com uma audição mais atenta, a beleza da letra e das notas podem finalmente ter o destaque que merecem.