Passaram dez anos desde que os Tool editaram o seu último registo de estúdio, o que por si só mereceria uma homenagem. Mas em maio de 2006 outros marcantes discos passaram pelos nossos ouvidos.

Pearl JamPearl Jam (J Records)

O “álbum do abacate”, como é também conhecido, é o oitavo de estúdio da banda de Ten e aquele que foi gravado na extinta J Records (hoje RCA Records). Com críticas distintas – do “regresso espetacular” ao “mais do mesmo” – o homónimo disco dos Pearl Jam foi também aquele que os trouxe dois dias seguidos ao Pavilhão Atlântico em setembro de 2006. Já voltavam!

Para ouvir também: Comatose, Big Wave, Gone

Tool10,000 Days (Tool Dissectional)

Sim, 10 anos desde que a banda de Maynard Keenan editou aquele que foi na altura o seu quinto disco de originais. Desde então mergulharam num hiato e muito se tem especulado sobre o seu regresso ao estúdio. Enquanto isso resta-nos ouvir incessantemente os temas de 10,000 Days e fazer figas para que não editem, efetivamente, só quando cumpridos esses dez mil dias.

Para ouvir também: Jambi, The Pot, Intension

Girl TalkNight Ripper (Illegal Art)

42 minutos de samples de outras músicas (algumas grandes, enormes, “malhas”) fazem deste um dos discos mais bem conseguidos de mashups de sempre. O músico e produtor Girl Talk misturou por vezes 16 samples de diferentes músicas – a lista completa pode ser consultada aqui – conseguindo um dos registos mais importantes dos anos 2000.

Para ouvir tudo sem respirar nem parar de dançar.

The RaconteursBroken Boy Soldiers (Third Man Records)

Sabemos hoje que Jack White tem um toque de Midas. Não é que com The White Stripes não tivéssemos essa noção mas a estreia do seu novo projeto musical em 2006 (antes de The Dead Weather, portanto) comprovou que não importa a roupagem dada às canções que estamos seguros que tudo o que toca, se torna em ouro. Fazendo dupla com Brendan Benson as canções de The Raconteurs ganharam mais melodia mas nem por isso perderam a energia a que White já nos havia habituado.

Para ouvir também: Broken Boy Soldier, Level, Blue Veins

BurialBurial (Kode9)

Uma pedrada no charco, o disco de dubstep do produtor Burial, com nítida influência das raves e do garage e jungle londrino com pitadas de 2-step e drum n’bass. O concetual álbum de estreia de William Bevan (a sua identidade foi descoberta mais tarde) foi eleito álbum do ano pela revista The Wire.

Para ouvir também: Night Bus, Forgive, Pirates