Com todas as cores do arco-íris

O Dia Internacional Contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, IDAHTB em inglês, instituiu-se em 2004 como forma de promover a reflexão internacional – entre decisores políticos, movimentos cívicos, público e os media – acerca da discriminação e violência de que são alvo as pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transgénero e intersexo (LGBTI). O Espalha-Factos fez uma coletânea dos vários artistas LGBTI que contribuem positivamente para a discussão dos direitos da comunidade na cultura pop.

Years & Years

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Olly Alexander é a voz do trio eletrónico Years & Years, que nos ofereceu um dos melhores discos pop de 2015. Communion é o perfeito álbum de estreia e funde eficazmente refrões hipnóticos e arranjos de electro-house, reinventados da música de dança das décadas de 80 e 90. Em entrevista à DigitalSpy, no ano passado, o jovem britânico mostrou-se infeliz por “não existirem mais artistas gay a cantarem sobre homens e a utilizarem pronomes masculinos” e à revista OUT acrescentou estar orgulhoso de ter conseguido essa honestidade na composição de certas músicas no disco.

Os Years & Years atuam pela primeira vez em Portugal no palco do NOS Alive, a 8 de julho.

RuPaul

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Supermodel of the World é a querida da América desde os anos 90 e a drag queen mais mainstream da cultura pop. Ao longo da sua carreira, RuPaul participou em mais de 50 filmes e séries televisivas – entre as quais Sabrina, the Teenage Witch – e hoje o seu império estende-se a discos, cosméticos, chocolates e videojogos. Responde por “ele” e por “ela” e é produtora de RuPaul’s Drag Race, o concurso onde drag queens disputam o título de melhor artista drag americana.

Sia

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Compositora para grandes nomes como Rihanna e Beyoncé, Sia saiu dos bastidores para as luzes da ribalta com o disco 1000 Forms of Fear, em 2014. Hoje é uma das compositoras mais requisitadas na indústria e uma estrela pop em nome próprio. Desde o início da carreira que a sua sexualidade era uma incógnita e, em 2010, foi considerada pelo site SameSame como uma das pessoas LGBTI mais influentes da Austrália. Canta sobre ter um coração elástico e tem-no mesmo: “Sempre fui honesta quando alguém me perguntava. Antes de ser famosa sempre namorei com rapazes, raparigas e com tudo no intermédio. Não me interessa o género, o que importa é a pessoa“, afirmou.

Sam Smith

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O mais recatado da lista, encantou o mundo em 2014 com o hino Stay With Me. No ano seguinte, ganhou quatro Grammys e agradeceu ao, na altura da composição do disco, namorado, que foi a inspiração do seu registo de estreia.

Conchita Wurst

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Depois de incendiar o palco com a canção vencedora do Festival Eurovisão da Canção em 2014, Conchita tornou-se um ícone LGBTI e atualmente empenha-se no ativismo pelos direitos da comunidade. A drag queen escreveu uma autobiografia no ano passado – Eu, Conchita – e marcou presença recentemente na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, no âmbito da conferência Os Direitos Humanos e os desafios do século XXI.

Scissor Sisters

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O nome é alusivo a uma posição sexual lésbica. Jake Shears tem a excentricidade de Freddy Mercury. A banda pede emprestados elementos da música dance e apropria-se da estética da noite gay nova-iorquina. Mais importante: foram responsáveis por introduzir a expressão kiki no vocabulário contemporâneo.

Tegan and Sara

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As irmãs gémeas canadianas são ambas homossexuais e envolvem-se ativamente em causas políticas e sociais. Advogam a igualdade de direitos LGBTI, mas também  defendem a educação musical, a literacia e a investigação oncológica. Boyfriend é o seu mais recente single e foi, nas palavras de Sara Quin, inspirada numa relação “com uma rapariga que nunca tinha namorado com outra mulher.” “Todos já estivemos na situação em que gostamos mesmo da pessoa e queremos oficializar a relação, mas ela não está preparada“, acrescentou em entrevista ao site AfterEllen.

Mika

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Nothing’s only words, that’s how hearts get hurt“, canta Mika na canção Hurts do seu disco No Place in Heaven. O vídeo dá conta de que a realidade das pessoas LGBTI raramente é um paraíso, alertando para a violência de que são vítimas. Em 2008, afirmou à revista OUT não apreciar etiquetas e que “existem formas de abordar a sexualidade sem utilizar rótulos.” Ainda assim, em 2012, o cantor confessou à Instinct identificar-se como homossexual.

Adore Delano

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Danny Noriega foi um dos participantes na edição de 2008 do concurso American Idol e chegou às semi-finais. No rescaldo do programa, tornou-se uma celebridade no YouTube e foi na plataforma que apresentou Adore Delano. Como Adore, alcançou a fama, que não conseguiu no American Idol, com a participação em RuPaul’s Drag Race. Foi uma das três concorrentes no final e agora é uma das mais bem sucedidas drag queens da série, tendo lançado dois álbuns a solo.

Perfume Genius

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Mike Hadreas é mais conhecido pelo nome artístico: Perfume Genius. Um jovem, cuja música é rotulada como frágil, mas que consegue genialmente desbloquear um misto de emoções nas suas canções, que são um diário nu de desejo e dor, afogado em desamores e luxúria.

Hercules & Love Affair

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O projeto musical do DJ Andy Butler nasceu em Nova Iorque e configura um caso amoroso entre a sonoridade eurodance e um coletivo de vozes, das quais se destaca a de Anohni – de Antony and the Johnsons. “A minha música é a forma de conseguir expressar uma certa vulnerabilidade, mas é uma constante batalha por conseguir aceitar certos aspetos daquilo que sou“, explicou Butler ao The Guardian, em 2014, sobre sentir-se awkward, pouco atrativo e feminino quando se olha no espelho. À energia elétrica e efervescente dos instrumentais subjazem letras que espelham dor, raiva e um sentimento forte de não pertença.

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