O final da temporada de Arrow está-se a revelar cada vez mais empolgante, contrariando aquilo que foi a restante quarta temporada. Neste Monument Point, o grande problema que a Team Arrow teve em mãos foi mesmo tentar controlar um ataque nuclear que podia destruir bem mais do que Star City, pois tinha a intenção de destruir o mundo.

Para os ajudar a impedir a H.I.V.E de completar o seu plano de destruição maciça, Felicity (Emily Bett Rickards) pede ajuda ao seu pai, The Calculator (Tom Amandes). O ladrão é assim chamado para desencriptar o código capaz de parar o ataque, e as suas competências são apreciadas tanto pelo lado dos vigilantes como pelo lado dos vilões. No final é a Team Arrow que o consegue enquanto membro convidado e apesar de tudo aquilo que este já fez no passado, mostra-se disposto a colaborar.

Foi bom ver que The Calculator é mais do que um mero vilão, e mostrarem este seu lado contribuiu apenas para que Felicity conseguisse afirmar-se ainda mais enquanto uma mulher forte. Foi capaz de pôr de lado os problemas que tem com o pai para trabalhar em torno de um bem comum – o Mundo – apesar de lhe dar sempre a distância necessária para que não saia de novo magoada da situação.

No entanto, nem tudo corre de feição a Felicity e esta é afastada da Palmer Tech, demonstrando mais uma vez que não é possível para os membros da equipa de Oliver (Stephen Amell) terem outras atividades. Porém, tal não será assim tão estanque pois em Legends of Tomorrow, o nome de Felicity aparece na fachada do edifício em 2046. Resta saber quanto tempo demorará até voltar ao seu cargo. Honestamente, e tendo em conta que esta parte da sua vida foi tão pouco explorada não acho que faça grande falta à série, pelo que não considero que tenha sido uma mudança que vá alterar sequer o rumo da história.

Thea (Willa Holland) continua presa no mundo subterrâneo da H.I.V.E, e também ela recebe uma visita do pai. Voltam a discutir, e o argumento de Malcolm (John Barrowman)  é sempre o de que a está a defender apesar de não parecer. Talvez seja necessária alguma evolução na relação dos dois pois os diálogos entre estas duas personagens estão cada vez mais a parecer-se com copy paste.

Quem aparece também nesta espécie de arca de Noé retorcida é Machin (Alexander Calvert) que, querendo vingar-se de Darhk (Neal McDonough), quase que mata todas as pessoas que estão no subsolo ao cortar-lhes o acesso ao oxigénio. Por este motivo, também Thea se vê obrigada a trabalhar com o seu pai para salvar as pessoas que ali estão, apesar de todos sabermos que os motivos de Malcolm não são bem estes.

A dinâmica entre Thea e Machin é sempre engraçada, do ponto de vista em que ele parece mesmo trazer ao de cima tudo o que de mau há nela. Porém, neste episódio, Thea não se deixou afetar e continuou sempre a lutar tendo em vista a salvação de todos e não por qualquer tipo de satisfação pessoal. Já Machin, que incorpora tudo aquilo que é um vilão, mata Alex  (Parker Young), deixando Thea completamente transtornada.

Os flashbacks mostram que Reiter (Jimmy Akingbola) está vivo, mas que ao fugir deste, Taiana (Elysia Rotaru) ficou possuída pelo ídolo. Espero que em algum ponto da temporada estas histórias se cruzem para que cheguemos ao final a entender a ligação entre estas duas linhas narrativas.

Por enquanto quem tem o ídolo é Darhk. Infelizmente Felicity não conseguiu parar todos os mísseis e há um que é lançado da Rússia fazendo imensos mortos, o que dá imenso poder a Darhk. No entanto, conseguiu com que aterrasse num sítio em que estavam menos pessoas, ainda que nem isso a faça sentir-se melhor com a sua decisão. Será um desenvolvimento interessante ver Felicity a digladiar-se com as consequências desta decisão nos próximos episódios.

Com um Oliver muito apagado, este não foi um mau episódio. Muito pelo contrário, teve a ação necessária e o desenvolvimento coerente que permite com que se queira assistir ao que aí vem (e que não será certamente fácil).

NOTA FINAL: 8/10