O Sol volta a brilhar na Caparica: foram confirmados 11 novos nomes para a edição deste ano do festival Sol da Caparica a acontecer no Parque Urbano da Costa da Caparica, de 11 a 14 de agosto. O Espalha-Factos esteve na apresentação do festival, que aconteceu ontem na Casa da Cerca, em Almada, e conta-te como foi.

O festival Sol da Caparica continua a dar cartas na aposta na música portuguesa – todos os nomes confirmados para a edição deste ano são portugueses ou cantam em português. O cartaz já foi revelado quase na totalidade, tendo sido confirmados, para a edição deste ano, 11 novos nomes: Áurea, Nelson Freitas, Deolinda, X-Wife, Diogo Piçarra, Mão Morta, Elida Almeida, We Trust, Dj Zé Pedro (dos Xutos e Pontapés), Marta Ren e o projeto Chico Buarque cantado por Cristina Branco e tocado pelo Mário Laginha trio.

C4 Pedro já tinha sido confirmado anteriormente mas encontrava-se no evento de apresentação do festival. Com uma atitude descontraída, afirma que vai tentar “trazer o Sol de Angola à Caparica”, acrescentando que “já tinha essa cultura de festivais” porque em Angola participou em muitos. “Acho que caso bem com o mar e a praia. Sendo angolano de Luanda, tenho esse hábito de cantar nas costas. Sinto-me em casa, sei exatamente como as pessoas se comportam quando vão assistir a um concerto na costa”, conclui mantendo as expetativas em alta para o seu concerto no dia 11 de agosto, dia de abertura do festival.

IMG_4712

Créditos: Espalha-Factos

Diogo Piçarra foi um dos novos confirmados e afirma estar muito grato por ter sido convidado para estar no festival. “Ainda é surreal ouvir as músicas na rádio. Ao início foi estranho, agora já me habituei um pouco. Já me sinto um bocado ao nível deles, sinto que mereço estar aqui no mesmo palco e no mesmo cartaz. Ao mesmo tempo, tento não ficar deslumbrado” afirma com um sorriso tímido.

O ano tem sido de surpresas: o lançamento de um single com o Jimmy P, o trabalho no segundo álbum e a confirmação nos festivais Sol da Caparica e Meo Sudoeste. Mas Diogo diz que não se esquece de onde veio, dos tempos em que tocava num bar a troco de “algumas cervejas”. Este é um festival que tem um lugar especial no coração de Diogo, “foi um festival ao qual sempre quis vir desde a primeira edição” porque é um projeto que se foca apenas em dar destaque a artistas que cantam na língua de Camões. Afirma que “não precisamos de grandes artistas internacionais para fazer um festival, temos artistas portugueses suficientes para fazer um cartaz. Toda a gente ouve música portuguesa hoje em dia, cada vez ouvem mais, eu também oiço, os mais jovens também ouvem”.

A aposta, como já tem vindo a ser habitual, está na diversidade de estilos: do rock ao hip hop,  que o que todos têm em comum é a língua portuguesa. A aposta não se fica pela diversidade de estilos, está essencialmente nos novos talentos. Este festival não se faz apenas de música: as artes visuais, o multimédia e o grafiti também têm um lugar ao sol. O Surf Film Fest vai promover a apresentação de alguns filmes ao longo do festival e os intervalos dos concertos não vão contar com publicidade mas sim com animações. Este ano, o evento de skate vai ter a assinatura da marca DC.

Créditos: Espalha-Factos

Créditos: Espalha-Factos

Estes novos nomes compõem o cartaz que já se encontra quase fechado. À semelhança de outros anos, há um dia dedicado às crianças que contará com atividades lúdicas que combinam a animação com a componente educativa. O preço do passe é de 35€, para os quatro dias, e 15€, para cada dia.