Arrow

Arrow 4×19: de luto por mais do que uma personagem

Acreditava piamente que após a morte de Laurel Lance (Katie Cassidy) no episódio anterior, a série fosse finalmente voltar às suas origens e principalmente à sua qualidade. Era a oportunidade perfeita para retomar a essência de Arrow, mas este Canary Cry só me conseguiu deixar ainda mais desapontada com a série.

Mais flashbacks sem nexo

Neste episódio houve um recuo temporal não em relação ao tempo em que Oliver (Stephen Amell) esteve na ilha, mas em torno da morte de Thomas Meryln (Colin Donnell) e da relação de Laurel e de Oliver.

Para quem não se lembra, Tommy era o melhor amigo de Oliver e o namorado de Laurel, que morreu no final da primeira temporada. Até agora não houve praticamente quaisquer referências à personagem, e não fez sentido terem-nas posto aqui. Ainda para mais como uma espécie de pretexto para mostrarem cenas da relação amorosa entre Laurel e Oliver.

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Foi descontextualizado e se o objetivo era mostrarem um qualquer tipo de paralelismo entre a forma como Oliver supera a morte da Laurel e conseguiu superar a morte do amigo, na minha opinião o plano saiu furado e resultou apenas num completo desrespeito por Tommy.

Ele foi mais do que uma ponte para a reconciliação de Laurel e Oliver, para além de que tendo em conta que a relação destes há muito que não é amorosa, os flashbacks desse seu envolvimento também não fizeram sentido. No fundo, o que é que ultimamente em Arrow faz?

Nova Black Canary

Laurel está morta. Ponto. O seu pai teve dificuldades em entender isso e neste episódio chama Nyssa  (Katrina Law) para o ajudar a levar o corpo da filha até ao Lazarus Pit para que esta ressuscite. Mas o seu pedido é negado pois o Lazarus Pit foi destruído.

Gostei imenso da forma como Paul Blackthorne interpretou o papel de pai que se recusa a aceitar a triste realidade. Moveu-se de forma frenética, tentando procurar formas de recuperar a filha e esta sua obsessão e sofreguidão chegaram a fazer lembrar os tempos em que lutava contra o alcoolismo.

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Porém, mais uma vez continuo sem entender como é que Nyssa, que não mora propriamente perto de Star City está lá sempre num piscar de olhos, muitas das vezes para nem dizer mais do que duas frases.

Outra coisa que não entendi, e que cada vez começa a ser mais grave, é a falta de tentativas para esconderem a identidade por detrás da máscara de vigilantes. Após o aparecimento de uma nova Black Canary, toda a Team Arrow tenta descobrir quem é, e depois de um ataque a  Alex Davis (Parker Young), Thea (Willa Holland) liga para o irmão dando a entender que Laurel era a Black Canary e que de certa forma os irmãos Queen estão envolvidos na situação.

É verdade que Alex pouco aparece, e continua a não entender-se muito bem qual o seu papel nesta temporada ou se vai sequer ter algum, mas há que ter alguma cautela ao relevarem-se as identidades secretas, correndo-se o risco de se entrar em mais um campo onde não existem explicações em Arrow.

A Team Arrow consegue desvendar a identidade da nova Black Canary e ficamos a saber que se trata de Evelyn Sharp (Madison McLaughlin), uma adolescente que procura vingança de Damien Darhk (Neal McDonough) por ter morto os seus pais nas experimentações da H.I.V.E.

Para tal decide matar a sua mulher, Ruvé Adams (Janet Kidder), algo que só não acontece porque Oliver intervém e a lembrar que a Black Canary era uma heroína, algo que é reforçado durante o discurso do mesmo no funeral.

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Flashforward resolvido (?)

Aqui ficamos a saber que a campa em que Oliver se encontra é a de Laurel e de repente parece estar tudo resolvido no que toca a esta cena. De facto, apenas parece. Partindo do pressuposto de que Arrow e The Flash se encontram na mesma linha temporal, como é que Barry (Grant Gustin) aparece com super poderes, quando na sua série está a lutar por os ter de volta? Como é que num cenário de tamanha hostilidade entre Oliver e Felicity, esta decide simplesmente lembrá-lo dos motivos pelos quais o ama? Mais perguntas sem resposta….

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Canary Cry foi mais uma vez um episódio de Arrow em que pouco ou nada aconteceu, em que muito pouco fez sentido e que só me faz continuar a acreditar que esta quarta temporada é, de longe, a pior temporada da série.

NOTA FINAL: 4/10

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