Prince em Coachella (2008)
Prince em Coachella (2008)

Prince: a morte do último herói da cultura pop

O mundo está novamente de luto, este tem sido um ano repleto de golpes duros para a arte e para a cultura pop. Prince, o último herói e ícone criativo da música contemporânea morreu hoje, a 21 de abril, despedindo-se de uma carreira repleta de sucessos e rebeldia, marcando gerações.

≪I only want to see you, only want to
see you i
n the purple rain≫, Purple Rain (1984)

O artista de Minnesota marcou a história da música com a sua rebeldia e genialidade. Marcou pela sua criatividade, pelo seu pensamento avant-garde, pelos seus êxitos. Prince marcou porque foi diferente de todos e não houve ninguém capaz de o acompanhar, palavras como génio ou mágico são usadas com frequência para definir a carreira de um artista que viveu acima da fama.

Prince era o meu último herói musical, era o herói de uma vida. A sua carreira está repleta de sonhos concretizados, de discos únicos e momentos muito próprios; diferenciou-se pelos visuais andróginos e vincados pela exuberância de alguém que vivia para a música, mais do que para o sucesso.

O legado do The Artist deambulava entre o seu lado cantor e lado de músico, o ícone de moda e a mente criativa sem precedentes, cujas influências vão desde o pop ao R&B, do funk ao hip-hop e tudo o que estivesse pelo meio, com letras sexualizadas e marcantes ou baladas que marcariam gerações.

≪This is what it sounds like
when doves cry
≫, When Doves Cry (1984)

Prince Rogers Nelson tornou-se parte da cultura pop com êxitos como Purple Rain, Kiss, Cream, Diamonds and Pearls ou When Doves Cry, lançou 39 álbuns de estúdio e mais de 100 singles, vendendo mais de 100 milhões de discos.

No entanto, não é estranho encontrar outros tantos trabalhos lançados sob pseudónimos, como o Prince logo.svg (lê-se The love symbol) ou The Artist Formerly Known as Prince. No início deste ano, soube-se que estava a escrever o seu livro de memórias, The Beautiful Ones com lançamento previsto para 2017.

Recentemente criou o grupo 3RDEYEGIRL que o une à baterista Hannah Welton, à guitarrista Donna Grantis e à baixista Ida Kristine Nielsen, com quem lançou um disco Plectrumelectrum, em 2014. Foi com este projecto que Prince se apresentou, pela última vez, num concerto relâmpago no Coliseu de Lisboa a 15 de agosto de 2013.

≪One night won’t make us feel,
‘cause we know how this movie’s ending≫, Cinnamon Girl (2004)

O polémico artista tinha uma relação complicada com os meios de comunicação, amou a Internet antes de todos e, por sua vez, dificultou-lhe o acesso quando se tornou mainstream, sendo difícil encontrar vídeos e músicas do cantor em plataformas como o YouTube. Nos dias de hoje, a sua obra só estava disponível na plataforma de streaming Tidal ou em locais de venda como Fnac e iTunes.

Hoje percebe-se que fazia parte do seu encanto e que contribuiu para a aura misteriosa e tão peculiar que construiu ao longo de quase 40 anos de carreira. Prince foi o herói de muitos e o exemplo de tantos outros, foi o ícone de várias gerações e com ele morreu a cultura pop tal como a conhecemos.

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