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Museu Charlie Chaplin inaugurado na Suíça

É um dos rostos mais carismáticos da História do cinema americano, acarinhado e referenciado por gerações e gerações de amantes da sétima arte, sobrevivendo com resiliência ao teste do tempo. E hoje, um dia depois de celebrarmos o 127º aniversário do seu nascimento, vemos Charlie Chaplin ser mais uma vez homenageado, desta vez com a inauguração de um museu dedicado à sua vida e obra, na pequena aldeia suíça de Corsier-sur Vevey.

Ocupando um total de 60 hectares, “Chaplin’s World” localizar-se-á parcialmente na mansão onde o actor e humorista viveu os últimos 25 anos da sua vida (conhecida por “Manoir de Ban”), depois de ter sido expulso dos EUA, por alegada simpatia pelos ideais comunistas. O museu integrará também uma área ao ar livre bem como um edifício novo junto à garagem da casa, que servirá para recrear um estúdio de Hollywood, e que inclui uma sala de cinema com 150 lugares. O amplo complexo será aproveitado de modo a proporcionar um ambiente imersivo e experiências multimédia, com direito a um Café “Gold Rush”, um Restaurante “Limelight”, uma loja de souvenirs temática, bem como um espaço de exposição de fotografias, cartas, manuscritos e objectos pessoais do artista, nomeadamente a sua escrivaninha. Para além de ter sido o local que escolheu para passar os anos finais da sua vida e escrever os argumentos de The Freak, a King of New York e the Countess of New York, Corsier-sur Vevey é também a sua última morada, sendo que o percurso da visita inclui um caminho pedonal que liga “Manoir de Ban” ao cemitério local, onde o artista está sepultado.

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O museu segue cronologicamente a trajectória de vida de Chaplin, desde a situação de pobreza extrema a que se viu sujeito em Londres, cidade onde nasceu, passando pelos anos em que exerceu todo o tipo de profissões para garantir a sua sobrevivência (de moço de recados a fabricante de brinquedos) até à sua chegada a Hollywood e ao eclodir do seu sucesso, que o levou a apertar a mão a figuras tão distintas como Churchill ou Ghandi. Deixa ainda espaço para contar a história dos seus pais e explorar a fundo os que mais influenciaram a sua arte.

Um projecto desta dimensão não poderia ter sido conseguido sem um esforço à sua medida. Foram 15 anos de trabalho em que o mecenas Yves Durand teve de construir pontes e não só convencer a família de Chaplin de que não pretendia manipular ou deturpar a imagem do seu antepassado, mas também lutar arduamente para conseguir uma autorização estatal de construção. Ainda assim, Durand demonstra-se confiante de que a espera terá valido a pena, sendo que se estima que 300 mil pessoas visitarão anualmente o espaço. “Nenhum outro museu na Suíça vai ser capaz de atrair pessoas do outro lado do planeta“, afirmou o museógrafo.

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