Kesha: livre do contrato se negar acusação de violação

Desde fevereiro – quando uma juíza nova-iorquina recusou o pedido de Kesha para cortar os laços contratuais com o produtor Dr. Luke (Lukasz Gottwald) e a sua editora Kemosabe Records -, fãs e contemporâneos da artista têm-se unido em apoio ao movimento #FreeKesha.

Agora, numa recente publicação no Instagram, Kesha Rose revelou ter-lhe sido oferecida “liberdade” na condição de negar as acusações de violação feitas a Dr. Luke – ação que a cantora recusou.

“Foi-me oferecida a minha liberdade mas se mentir”, confessou a cantora. “Prefiro que a verdade arruine a minha carreira a mentir em nome de um monstro novamente.”

Face à publicação, um representante de Gottwald afirmou à Rolling Stone que a ação da cantora é motivada por “interesses financeiros” e que Kesha foi incapaz de apresentar provas que sustentem as suas acusações.

A batalha jurídica começou em 2014 com alegações de abusos sexuais, verbais e emocionais a que o produtor sujeitava a cantora, e que culminaram no internamento de Kesha numa clínica de reabilitação. Como resposta, Gottwald negou as acusações e introduziu um contra-processo por difamação contra a cantora.

Kesha, cuja carreira está num hiato desde o início do processo, apresentou recurso da decisão do tribunal de Nova Iorque.  Numa carta endereçada aos fãs, em fevereiro, a voz de Tik Tok escreveu que nunca teve pretensões de renegociar o contrato discográfico e acrescentou: “O que sempre quis foi poder fazer música sem ter medo.”

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