Carlos Coutinho Vilhena, Guilherme Geirinhas, Manuel Cardoso e Pedro Teixeira Mota, são os quatro elementos de Bumerangue, projeto que conseguiu fazer esgotar o Teatro do Bairro na última segunda-feira, dia 21, e enchê-lo de gargalhadas ao longo dos 80 minutos que durou o espetáculo.

Bumerangue é um projeto que já existe há mais de dois anos, e que se especializou em fazer sketches cómicos em menos de um minuto e meio. É dessa rapidez que vem o nome do grupo, assim como as temáticas principais que aborda. É um humor visual, instantâneo, e forçosamente meta, uma vez que critica com as redes sociais, enquanto que é (normalmente) dado a conhecer através delas.

Foto: Beatriz Nunes

“Bumerangue ao Vivo”. Foto: Beatriz Nunes

Na noite de segunda-feira, a sala do Teatro do Bairro esgotou para ver cada um dos membros de Bumerangue subir ao palco, à vez, para terem os seus, não cinco, mas cerca de vinte minutos de fama, que é como quem diz, o seu momento individual de stand-up comedy, onde provaram saber levar o seu humor mais longe que o habitual.

Foto: Beatriz Nunes

“Bumerangue ao Vivo”: Guilherme Geirinhas. Foto: Beatriz Nunes

Esta não foi a primeira vez que o grupo apresentou um espetáculo deste género, já tendo subido ao palco de stand-up comedy no festival NOS Alive, o ano passado. Mas esta foi a primeira vez que o fizeram “de forma organizada” – como explicaram na passada quarta-feira, na presença que fizeram na rádio Cidade FM, onde publicitaram a segunda data deste espétaculo no Teatro do Bairro, já no próximo dia 28 – e que já esgotou.

Guilherme Geirinhas foi o primeiro a pisar o palco, e claramente o mais nervoso. Mas o melhor sobre os membros deste grupo é precisamente a capacidade de fazerem humor com a sua própria situação, tal como aconteceu. Seguido por Manuel Cardoso, Pedro Mota e, por fim, Carlos Vilhena.

Qual o ponto em comum entre os humoristas? Os quatro usaram e abusaram de situações caricatas do quotidiano, pelos quais já todos passámos, tal como a relação com as redes sociais, as férias entre amigos, as relações amorosas, as saídas à noite, e a vida de solteiro.

Foto: Beatriz Nunes

“Bumerangue ao Vivo”: Manuel Cardoso. Foto: Beatriz Nunes

Todo o humor deste quarteto é dirigido a um público onde eles próprios integram. É um humor de observação, “com uma linguagem jovem, urbana e atual”. Sabiam o público que os ia receber, e souberem adaptar o seu formato de sempre (de sketch instantâneo) a este, de stand-up.

Por saberem que eram os seus fãs que os iriam receber, talvez pudessem ter inovado um pouco os textos utilizados, uma vez que alguns foram “reciclados” dos que existem online. Conteúdo original nunca fez mal a ninguém, mas na sala, também ninguém apresentou razão de queixa, e gargalhadas não faltaram ao longo de toda a noite.

Foto: Beatriz Nunes

“Bumerangue ao Vivo”: Pedro Mota. Foto: Beatriz Nunes

No entanto, ficámos ainda com alguma pena que não houvesse um momento em que os quatro subissem ao palco para atuar enquanto grupo. Esperemos que a nova data, dia 28, traga alguma surpresa orientada nesse sentido, e até deixamos a ideia (porque não?), de fazerem um espetáculo tipo Roast, já que das piadas que mais brilharam na noite foram, precisamente, as de uns membros sobre outros.

Foto: Beatriz Nunes

“Bumerangue ao Vivo”: Carlos Vilhena. Foto: Beatriz Nunes

Uma noite sem dúvida a repetir, mas principalmente para estudantes universtários, acompanhados por amigos ou namorados(as), para aprenderem um hábito muito saudável: rir de si próprios, a cada piada.