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Foto: Sandra Eunice Reis

20 Contos Imperfeitos sobre o Mosteiro da Batalha

O Mosteiro da Batalha lançou uma obra com 20 contos inspirados no monumento Património da Humanidade. Após ter sido apresentado no Mosteiro a 6 de fevereiro, foi agora apresentado em Leiria, na Livraria Arquivo, também editora da obra. O Espalha-Factos assistiu à apresentação do livro e revela-te o que podes esperar de Contos Imperfeitos.

O Diretor do Mosteiro da Batalha, Joaquim Ruivo, convidou 20 autores a passarem um fim de semana no mosteiro. Estiveram 18 em simultâneo, outros dois vieram mais tarde, e a experiência não podia ter sido melhor. A ideia era apresentar vertentes diferentes do monumento, isto porque toda a gente tinha a mesma perspectiva do mosteiro que, muitas vezes, era resultante das visitas da escola em miúdos. Os 20 autores olharam para o monumento de forma profunda e sensível e, depois da experiência, escreveram.

Quem nos apresenta o projeto é Paulo Kellerman, Joaquim Ruivo, o Diretor do Mosteiro, e João Paulo Silva. Estes são os principais promotores do livro Contos Imperfeitos, mas ao longo da apresentação vamos ouvindo alguns dos autores, que tão carinhosamente nos vão falando sobre esta experiência que apelidam repetidamente de “especial”.

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Paulo Kellerman ao centro e Joaquim Ruivo na ponta direita. Foto: Sandra Eunice Reis

“Não interessa que o Mosteiro esteja aberto só para as pessoas verem as pedras” – Joaquim Ruivo

Joaquim Ruivo é o primeiro a falar-nos do livro. “Deu-me grande prazer participar e os dois dias que os autores passaram no Mosteiro foi a grande motivação”, revela-nos Joaquim. Para o diretor do monumento, a escrita e a literatura são motores que tornam o monumento vivo, acrescentando ainda que “não interessa que o Mosteiro esteja aberto só para as pessoas verem as pedras”.

Paulo Kellerman, juntamente com João Paulo Silva, assegurou a coordenação editorial do projeto, com o apoio da Livraria Arquivo. Revela-nos que tudo começou com uma conversa informal, e o objetivo era dar uma nova dimensão cultural ao monumento. O sucesso está a ser claro porque “quando há entusiasmo das duas partes [coordenação e autores ], isso torna-se perceptível para os leitores”, admite Paulo Kellerman.

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Foto: Sandra Eunice Reis

“A visita ao mosteiro de noite foi muito interessante, trouxe-me várias ideias” – Fernando José Rodrigues

Diversos escritores estiveram presentes na apresentação, como Andreia Monteiro, Elsa Margarida Rodrigues, Fernando José Rodrigues, Luís Mourão e Paulo Assim. Paulo Kellerman passou primeiramente a palavra a Fernando José Rodrigues, que nos admitiu que quando recebeu o convite, soube que tinha que estar no projeto a 100%. “A visita ao mosteiro de noite foi muito interessante, trouxe-me várias ideias”, conta-nos Fernando. De fato, constatou-se que ver o Mosteiro durante a noite foi especial para todos, uma experiência única e que enriqueceu a inspiração de cada um.

João Paulo Silva, um dos responsáveis pela edição de Contos Imperfeitos mas também escritor participante no mesmo, revela-nos que depois da experiência que os escritores tiveram no Mosteiro da Batalha, os mesmos “sentiram o peso e a responsabilidade de participarem num projeto que está associado a um Monumento que está classificado como Património da Humanidade”. Para João Paulo Silva, este é um projeto muito interessante e manifesta-nos o desejo de que se torne em alguma coisa com continuidade e que o nosso património não seja estático mas indutor da produção cultural.

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João Paulo Silva à esquerda e Paulo Kellerman à direita. Foto: Sandra Eunice Reis

A unicidade deste projeto é a característica que mais orgulha os escritores. Luís Mourão, outro dos 20 escritores, admite-nos com um entusiasmo quase infantil que a obra “é excepcional. É tão excepcional que se olharmos à volta, não há igual”. Os monumentos têm significado, abrigam histórias e têm muito a dar a conhecer, e para Luís, é uma pena que não se façam mais projetos destes.

Andreia Monteiro, natural da Batalha, falou-nos de Contos Imperfeitos da forma mais emocional. A escritora é a mais jovem do grupo e eleva o Mosteiro da Batalha a um símbolo familiar. “Foi extremamente difícil escrever por haver a ligação com a emoção, e às vezes pensamos que temos que nos afastar, mas acho que não. Não me consegui afastar um milímetro”, revela-nos.

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Contos Imperfeitos. Foto: Sandra Eunice Reis

É apresentado quase como uma guia alternativo ao Mosteiro da Batalha, e está já presente em várias livrarias independentes. Paulo Kellerman revelou ainda que começou já a preparar-se a sua edição em Itália.

Contos Imperfeitos foi escrito por Afonso Cruz, Ana Cristina Silva, Andreia Monteiro, António Manuel Venda, Cláudia Clemente, Cristina Carvalho, Elsa Margarida Rodrigues, Fausta Cardoso Pereira, Fernando José Rodrigues, Inês Botelho, Inês Fonseca Santos, João Eduardo Ferreira, João Paulo Silva, Luís Mourão, Paulo Assim, Paulo Kellerman, Paulo Moreiras, Raquel Ochoa, Sara Monteiro e Sílvia Alves.

O preço do livro é 13 euros.

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