MONSTRA 2016: o festival mais animado de Lisboa já anda à solta

MONSTRA 2016: o festival mais animado de Lisboa já anda à solta

Foi numa sala Manoel Oliveira praticamente cheia que arrancou a 15.ª MONSTRA – Festival de Animação de Lisboa. Numa sessão que serviu essencialmente para apresentar o certame, não faltaram surpresas para o público do São Jorge, desde cavaleiros perdidos a um punhado de curtas-metragens para nos abrir o apetite.

Foi com Fadum que abriu a sessão. A curta de José Xavier, que contou com acompanhamento ao vivo de guitarra e guitarra portuguesa, foi o pontapé de saída perfeito da primeira noite da MONSTRA. Fernando Galrito saltou então para o palco e tomou as rédeas da sessão. Após as típicas boas-vindas ao público, o diretor do festival passou à apresentação desta 15.ª edição do festival, dando óbvio destaque à antiga Jugoslávia, que este ano se faz representar em força com curtas vindas principalmente da Croácia e da Sérvia, e ao número 25, que tem papel principal este ano, ao representar não só o 25.º aniversário da independência de alguns países ex-jugoslavos como também o quarto de século de vida da Animais e Animanonstra.

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Ao longo da sessão foram ainda apresentados os vários separadores que serão utilizados nestes dias pelos vários locais por onde passa o evento, bem como Verdes Anos, uma curta de Aude Fauconnier inspirada no clássico português da década de 60, que teve também direito a acompanhamento musical ao vivo, desta feita numa versão cantada de Verdes Anos de Carlos Paredes. Outro dos pontos altos da cerimónia deu-se com a exibição de um episódio de Professor Balthazar, a divertidíssima série de animação dos estúdios Zagreb Film que encantou os mais novos nas décadas de 60 e 70.

Mas não só de curtas se fez a sessão. Vários foram os convidados que subiram ao palco para falarem um pouco sobre o festival, desde alguns dos principais representantes do cinema ex-jugoslavo até à presidente do ICA. Contudo, os “convidados” que mais divertiram o público acabaram por ser os membros do Ciné Troupe. A equipa francesa foi interrompendo o discurso de Fernando Galrito ao longo de toda a apresentação, surgindo os seus membros mascarados de cavalo, cavaleiro, par amoroso e ainda, num product placement óbvio mas divertido por isso mesmo, um servidor de Vinhos de Lisboa, um dos patrocinadores do festival.

Para fechar as cerca de duas horas da cerimónia de abertura, o público foi presenteado com cinco curtas-metragens da ex-Jugoslávia, que aguçaram o nosso apetite para as inúmeras retrospetivas que preenchem a programação da MONSTRA. De entre a meia dezena de obras, destacou-se Surogat. Assinada por Dušan Vukotić, um dos mais consagrados realizadores de animação croatas, e vencedora do Oscar de Melhor Curta de Animação em 1961, Surogat soltou inúmeras gargalhadas à audiência graças ao seu sentido de humor inteligente e incrivelmente criativo, que originava um sem número de gags apenas a partir da animação em si, não tendo que recorrer uma única vez a diálogos e vozes. Foi o título ideal para fechar com chave de ouro a primeira noite do festival.

A MONSTRA continuará à solta por Lisboa até dia 13 de março, contado com uma programação diária riquíssima onde não faltarão pontos de interesse para miúdos e graúdos. Para mais informações, basta consultarem o seu site oficial.

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