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Real Estate, a banda que soa a verão

É estranho associar um som de uma banda a um momento sensorial, mas Real Estate são a confirmação de que o «verão é quando o Homem quiser», co-habitando com o conforto que o verão me transmite e nas indissociáveis (longas) viagens de carro de janela aberta a sentir a aragem quente mas reconfortante que as memórias nos trazem.

Sim, o provérbio não é bem aquele mas, a beleza da comunicação permite que nos adaptemos sempre que quisermos e, a simplicidade melódica dos Real Estate fazem-me acreditar que vivemos num mundo que precisa de menos tecnologia e redes sociais e mais viagens de carro e fotografias analógicas, com um calor sufocantemente agradável a fazer-nos lembrar que devemos aproveitar o lado bom da vida.

Conheci este Atlas em pleno inverno, numa manhã fria e cinzenta nada característica de uma cidade que vive da luz e do mar. Mas, foram precisamente as associações ao verão e às longas – mas agradáveis – viagens de carro que me fizeram ficar agarrada ao disco.

Admito. Vivo muito das sensações e memórias que um disco cria ou que me faz recordar e o álbum Atlas, de 2014, vive muito bem com este meu lado memorial e sensorial. Com sons simples mas melódicos, que se aproveitam do ritmo suave de uma percussão não exagerada, um som silly-but-cool de uma simpática guitarra rítmica e pequenos apontamentos de voz, com letras dotadas de um simbolismo inocente.

São discos como este que me fazem acreditar que existem músicas para cada momento da nossa vida. Depois de Atlas, tenho a certeza de todos os futuros junhos passarão a ser celebrados ao som deste álbum country que resalva na minha memória a alegria da juventude “rebelde” e dos eternos e longos dias de calor a celebrar o “porque sim” que é a vida. Um disco que vejo perfeitamente a fazer parte de um filme indie gravado na calmaria da natureza, onde o sol se põe às 9 da noite – e que vive de sonhos, melodias “de pôr no bolso” e cantorias pela noite dentro.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=aTxGOyqKe30]

Porque a música é isto: são as memórias imaginadas, são os momentos que nos fazem acreditar em algo que nos transcende. Para mim, a música é a simplicidade dos momentos e da magia com que nos recordamos deles.

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