Mais de 60 países, cerca de 270 representantes, e, entre eles, um português. Chama-se Adriano Neves e é um dos finalistas do Prémio Mundial de Fotografia da Sony. Conhece a fotografia que o levou ao topo.

Adriano Neves concorre na categoria Open Travelaberta a fotógrafos não-profissionais. No ano passado, já havia concorrido com uma fotografia tirada na Islândia, considerada a melhor entre os concorrentes portugueses, bem como uma das melhores na categoria “panorâmica”.

Apesar de formado em Engenharia Civil, Adriano assume a fotografia como atividade profissional, sobretudo na vertente de paisagem. Segundo o P3, o fotógrafo caracteriza as suas viagens como “pequenos projectos de aprendizagem e construção de portfólio”.

A fotografia com que concorre este ano foi tirada na Pantagónia, Chile, ao início da manhã durante uma viagem feita no ano passado pela América do Sul.  Adriano ficou fascinado com a serenidade e complexidade visual “intrigante” da paisagem. Para conseguir a fotografia, teve de acampar junto ao lago Pehoé e seguir de madrugada para a zona da cascata Salto Grande e do lago Nordenskjöld.

O fotógrafo saberá no dia 29 de março se é, ou não, vencedor na sua categoria. Porém, apenas a 21 de abril saberá se foi eleito Fotógrafo do Ano nas secções abertas a não-profissionais, cujo prémio se traduz no valor de cerca de 4.500€.

De 22 de abril a 8 de maio, a fotografia de Adriano Neves fará parte de uma exposição dos Prémios Mundiais de Fotografia Sony, em Londres. Para além disso, será incluída no livro que contém as melhores fotografias da competição de 2016.