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Flemming Bo Jensen

Alo Wala, a menina-bonita de Enchufada

Alo Wala é uma artista do mundo com influências indianas, que vive em Copenhaga, mas cuja editora é a portuguesa Enchufada, de Branko e Kalaf Ângelo dos Buraka Som Sistema. Esquisito? Nem por isso.

O meu primeiro contacto com Alo Wala e os seus companheiros aconteceu, precisamente, no último disco dos seus mentores, Buraka, onde participa na música In A Minute – uma música com uma batida cativante e estrondosa e uma sonoridade muito exótica.

Vi este projeto ao vivo, numa sessão organizada pelos Buraka Som Sistema, no espaço Lux Frágil, em Lisboa, em outubro de 2014. A presença de Alo Wala e da sua banda é incrível, sem deixar de ser excêntrica e interessante. Tem uma presença de palco muito quente e intensa, ninguém fica indiferente à musicalidade que cresce em nós.

Conhecer Alo Wala, passa por conhecer também o seu EP City Boy, que também dá nome a um título de uma das cinco canções – fortemente marcado pela electrónica e nuances mais futuristas, onde se podem ouvir ritmos mais latinos em sintonia com a sua herança indiana e colorida.

Já o seu segundo trabalho é mais pequeno. Com três canções, o EP Vibrate to Win é mais vibrante, não tem medo de explorar componentes mais tradicionais do mundo oriental, revelando uma maturidade transcendente e um claro crescimento musical, onde não é estranho misturar ideias como ritmos tropicais ou liberdade cultural.

A música de Alo Wala é robusta e intensa, onde as batidas fortes e os ritmos quentes são linhas claras no seu trabalho que reflete a pluralidade da nossa sociedade onde todos somos cidadãos de um mundo multicultural.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=yie-J6b7UbQ]

Soube-se que Alo Wala esteve, há uns dias, por terras lusas em estúdio com Branko. A questão que se impõe é… Quando chega o primeiro álbum?

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