A 58.ª edição dos Grammy Awards decorreu esta madrugada no Los Angeles Staples Center. Os mais prestigiados prémios da indústria musical contaram com a presença de algumas das maiores estrelas mundiais. Porém, nesta noite nem só a música foi rainha e por isso, também estivemos atentos aos movimentos nas atuações na cerimónia. A verdade é que nesta gala foram poucos os momentos de dança a destacar, mas dos existentes destacamos os melhores e os piores. 

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Os Melhores

Elenco de Hamilton

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Hamilton foi um sucesso na Broadway e acabou por conquistar o Grammy de Melhor Álbum de Teatro Musical. Da nossa parte leva também o título de uma das melhores performances na gala. Não é fácil transportar o conceito do teatro musical para uma cerimónia como a dos Grammy e o elenco de Hamilton lançou a essência da história de Alexander Hamilton para palco.

Diretamente transmitido do Richard Rodgers Theater, em Nova Iorque, o elenco praticamente mostrou em escassos minutos o que é o musical. Em palco estiveram as influências de hip-hop e R&B e um movimento que condiz com o estilo musical, contudo não se esqueceram também que a peça se passa no século XVIII. Os bailarinos souberam preencher o palco, não exageraram nos movimentos e deram espaço aos atores principais para contar a história.

Kendrick Lamar em The Blacker The Berry e Alright

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Kendrick Lamar sabe mesmo marcar a diferença e desta vez também foi ajudado pelos bailarinos em palco! Na atuação podemos distinguir três momentos distintos: o início numa prisão, depois uma dança africana e por fim um solo que não fez perder o ritmo dos restantes momentos.

No que toca a dança, se antes de sair da prisão Lamar se misturou com uma ‘crew’ de bailarinos iluminados, onde já se destacavam fatos africanos, foi o segundo momento que marcou a atuação na dança. Uma dança africana invadiu o palco para mostrar quem Lamar é. O músico gritou em palco: “Sou afro-americano, sou africano” e os bailarinos criaram o ambiente.  Sem dúvida uma atuação memorável e com significado político.

Lady Gaga com o tributo a David Bowie

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Para surpresa de todos, Lady Gaga subiu ao palco e interpretou como ninguém alguns dos temas que marcaram a carreira de um dos maiores ícones da música rock. Este sim, considerado um dos melhores momentos da noite, foi nem mais nem menos que um grande tributo a David Bowie, falecido no passado dia 10 de janeiro. Gaga dançou, tocou e cantou um medley com alguns dos temas mais populares do cantor inglês, como Space Oddity, Ziggy Stardust, Under Pressure ou Heroes.

Recorrendo a um teclado, a efeitos visuais, a uma caracterização perfeita (maquilhagem, cabelo e vestuário) e à ajuda de Nile Rodgers, guitarrista e colaborador de David Bowie, a cantora encarnou de forma brilhante este papel.

Gaga não descurou nem os próprios movimentos ao caprichar nas coreografias que nos pudessem fazer recordar Bowie da forma mais real possível. Apesar de não ter sido nomeada para os Grammy deste ano, Lady Gaga comprovou, mais uma vez, ser uma das artistas mais versáteis dos últimos anos.

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Os Piores

Taylor Swift em Out of the Woods

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Taylor Swift foi uma das vencedoras da noite nas principais categorias dos Grammy 2016. Numa noite ideal para quebrar todas as regras, Taylor não saiu muito da linha durante a sua performance. Conhecida pelo seu talento mas também pelos estilos e movimentos que arrebatam múltiplos elogios, nesta noite Taylor não conseguiu surpreender. A sua postura durante toda a performance transmitiu poder e confiança, mas os movimentos foram algo rígidos e pouco eufóricos. Esperava-se um pouco mais da cantora que se tornou na primeira mulher a ganhar duas vezes o principal troféu do evento.

Justin Bieber em Where Are Ü Now

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A parceria com Skrillex e Diplo em Where Are Ü Now resultou na arrecadação do primeiro Grammy para Bieber na categoria Melhor Gravação de Dança de Música Eletrónica. A sua performance foi fervorosamente aguardada e, na verdade, não se viu nada de extraordinário. Muito previsível e com movimentos algo típicos do cantor. A euforia foi talvez uma das características mais marcantes nos seus movimentos, e compreende-se. Múltiplos saltos e saltinhos marcaram a performance de Justin Bieber.

The Weeknd em Can’t Feel My Face

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No primeiro artigo alusivo aos Grammy 2016, referimos o groove e estilo dos movimentos de The Weeknd no videoclip de Can’t Feel My Face. Na gala, no entanto, o cantor deixou os créditos por mãos alheias

O canadiano preferiu algo mais simples e minimalista, pelo que cantou Can’t Feel My Face e In the Night apenas acompanhado por um piano e um violoncelo, não dando espaço para os seus habituais moves enérgicos.

Apesar de não ter deixado de encantar com a sua voz, o que lhe valeu longos aplausos da plateia, na nossa opinião esta foi uma das atuações mais fracas do cantor.

Escrito por Helena Moreira, Sara Bregieira e Teresa Serafim