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Dia dos Namorados: Os 5 Casais Mais Disfuncionais do Cinema

O amor é um sentimento magnífico. Eleva o espírito, deleita o corpo e regozija a mente. Exceto quando brota dos corações de indivíduos com instabilidades mentais crónicas… Os resultados nessas especiais situações podem ser catastróficos, podendo roçar o apocalíptico de tão devastadores.

O amor é também um sentimento clássico na 7ª arte. É difícil encontrar um filme que não possua um único vestígio da nobre emoção. Centenas de títulos são lançados todos os anos, tendo a paixão como pano de fundo. E dessas centenas, algumas dezenas são, sem dúvida, sobre casais altamente disfuncionais.

Para esta ocasião, o Espalha-Factos decidiu então compilar 5 desses casais.

Tyler Durden e Marla Singer – Clube de Combate (1999)

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“This isn’t love, it’s sport f***ing !”

O epítome de disfuncional pode muito bem ser este casal que nem coexiste fora do quarto. Ela equilibra-se no fio da navalha, divagando entre tentativas de suicídio e monólogos sobre violações. Ele desequilibra-se em todas as direções, tentando varrer com a sociedade para fora do mapa. Até que uma bela noite, com uma vista destacada para o apocalipse e o clássico dos Pixies, Where is My Mind? a elevar-se das profundezas, encaram-se e, pela primeira vez, entendem-se. Do caos e da anarquia brotou a mais bonita flor da vida destes… Indivíduos com sérios problemas emocionais.

Joel e Clementine – O Despertar da Mente (2004)

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O que é que farias se a tua namorada decidisse apagar todas as memórias que tem de ti?

O Despertar da Mente apresenta-nos Joel (Jim Carrey) e Clementine (Kate Winslet), ele introvertido, ela extrovertida e propensa a a decisões impulsivas. Durante o filme assistimos à evolução desta relação, que lentamente se vai degradando, culminando com Clementine a apagar todas as suas memórias de Joel. Depois de descobrir isto, ele também decide apagar as suas próprias memórias de Clementine.

Alguns dias depois, os dois voltam a encontrar-se e apaixonam-se pela segunda vez, não sabendo da sua prévia relação. Mesmo depois de o descobrirem, e de saberem que não correu nada bem, decidem voltar a estar juntos.

Joel e Clementine poderão estar destinados a repetir os mesmos erros da sua relação anterior. Fica por saber se as suas novas memórias em conjunto permanecerão intactas.

Mal e Cobb – A Origem (2010)

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=iCTAJ00nIlI]

Interpretados por dois dos mais famosos atores da atualidade (Marion Cotillard e Leonardo DiCaprio), a disfunção deste casal atravessou barreiras para lá da própria consciência. Inconscientemente, a ideia de imortalidade, de omnipotência e omnisciência tomou conta das suas mentes. A premissa “não estamos onde estamos” não é nova: mas o argumento do realizador Christopher Nolan apresenta-nos um confronto de vontades tão avassalador, tão trágico e tão irremediável que não é possível escapar-lhe… Tal como um verdadeiro amor.

Sid Vicious e Nancy Spungen – Sid e Nancy (1986)

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É o único casal desta lista que realmente existiu. A relação entre Sid Vicious, baixista dos Sex Pistols, e Nancy Spungen é quase completamente dependente de heroína. Em cerca de um ano, estragam as suas vidas de forma irreparável. A disfuncionalidade desta relação é tão vertiginosa que é como ver um desastre prestes a acontecer. Não dá para parar de olhar e ficar pasmado com o resultado final.

Scarlett O’Hara e Rhett Butler – Tudo o Vento Levou (1939)

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“Frankly, my dear, i don’t give a damn”

Scarlett O’Hara (Vivien Leigh) é uma jovem mimada e aproveitadora cujo pai é dono de uma plantação sulista nos Estados Unidos da América. Rhett Butler (Clark Gable) é um homem rico e esperto que se apaixona por Scarlett devido à “força de vontade” dela. Ambos são aproveitadores por natureza, e é mesmo por isso que são perfeitos um para o outro. Só é pena ela não ter reparado nisso até ao final da história.

Scarlett passa a maior parte do filme atrás de Ashley Wilkes (Leslie Howard), um nobre que luta pela confederação na Guerra Civil Americana. Acaba por se casar com Rhett, mas o casamento é estragado pela sua obsessão por Ashley. Só quando Butler desiste dela é que Scarlett descobre que este sempre foi o seu parceiro perfeito.

Texto redigido por Adriano Ferreira e Diogo Simão

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