Pinocchio, de Carlo Collodi, estreia dia 27 de fevereiro e permanece em cena até 5 de março, no Maria Matos Teatro Municipal , em Lisboa. Este é um espetáculo belo e terrível, cujos ritmos e sons das palavras provocam ambientes e lembram formas musicais.

Pinocchio é mais do que um livro para crianças, razão pela qual são incontáveis as adaptações, os ensaios e os estudos dedicados ao seu texto. A história de um boneco, feito de tronco, que se deseja cumprir enquanto pessoa, evoca-se como uma alegoria clássica da condição humana, configurando, por isso, um ritual de passagem do estado de criança ao estado de adulto.

Apesar de não ser uma obra dramática, o texto de Pinocchio transporta elementos teatrais, quer nos signos próprios da infância, no apelo à imaginação como relacionamento com a realidade, na manipulação do próprio protagonista ou na presença do Grande Teatro dos Fantoches.

Assim, continuando o trabalho que tem desenvolvido na adaptação para cena de obras literárias, a companhia Primeiros Sintomas apresenta um espetáculo de terror noturno sobre a exaltação da vida e as dores do crescimento. “Não será a infância o tempo mais teatral na formação do ser humano? Onde jogar e brincar se relacionam com aspetos de afirmação, representação, e com a primeira tentativa de organização do mundo?”, declarou o encenador Bruno Bravo em comunicado de imprensa.

Ilustração: Pedro Lourenço

Ilustração: Pedro Lourenço

Com encenação de Bruno Bravo e interpretação de António Mortágua (Gepeto), Carolina Salles (Pinocchio), Ivo Marçal (Palito), Ana Brandão, Eduardo Breda, Inês Pereira, João Pedro Dantas, Miguel Sopas e Salomé Marques (coro), Pinocchio estará em cena até 5 de março, de segunda a sábado às 21h30 (excepto segunda dia 29) e domingos às 18h30, na sala principal com bancada, no Maria Matos Teatro Municipal, em Lisboa. O espetáculo é para maiores de 12 anos, tem uma duração de 60 minutos e o valor do bilhete varia entre 6€ a 12€.