O próximo dia 18 de fevereiro marca o regresso de Vikings, uma das apostas mais bem sucedidas do canal History nos últimos tempos. Se és um dos fiéis seguidores da série de Michael Hirst, mas já não tens bem em mente em que ponto ficou a história, estás no sítio certo: o Espalha-Factos ajuda-te a relembrar o que de mais importante aconteceu na temporada passada.

Tendo estreado em 2013, Vikings conta já com três temporadas completas no currículo, a primeira das quais composta por nove episódios e as duas seguintes por dez. Este ano, contudo, a série prossegue a sua história com um quarto capítulo bem mais longo do que o que tem sido habitual, repartido em vinte novos episódios. Assim, para disfrutares ao máximo do enredo de Vikings em 2016, passemos a uma recapitulação das ocorrências mais relevantes da terceira temporada.

Vikings

A expansão gradual da narrativa da série tem sido notória, já que Vikings tem vindo a presentear-nos com enredos cada vez mais complexos e ambiciosos, envolvendo cada vez mais personagens e localizações. Naturalmente, o plot principal da terceira temporada focou-se em Ragnar Lothbrok (Travis Fimmel), o agora Rei do povo nórdico cujas vidas temos vindo a acompanhar.

O ataque a Paris ocupou grande parte da temporada, tendo-se revelado bem mais complicado do que Ragnar estava à espera. De facto, foi apenas no último episódio que os nórdicos conseguiram saquear a cidade, e tudo graças ao plano absolutamente maquiavélico orquestrado pelo seu Rei. Depois de ter sido gravemente ferido, pede para ser batizado segundo as tradições cristãs, em troca prometendo aos franceses parar com os ataques à sua cidade; contudo, simula posteriormente a sua própria morte, sendo carregado dentro de um caixão para o interior das muralhas de Paris, onde acaba por se reerguer e tomar a filha do Imperador Carlos II de França (Lothaire Bloteau) como refém. Assim, exigindo a abertura das portas da cidade, Ragnar possibilita, finalmente, a pilhagem da mesma por parte dos seus homens.

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Satisfeitos, os vikings regressam a casa, deixando Rollo (Clive Sanden) na liderança de um pequeno contingente nas imediações de Paris. Talvez atendendo à velha máxima de que “se não os podes vencer, junta-te a eles”, Carlos II acaba por oferecer terras e títulos ao viking, bem como a mão da sua filha Gisla (Morgane Polanski) em casamento – algo que poderá voltar a pôr em causa a lealdade de Rollo para com o seu irmão.

Por sua vez, Floki (Gustaf Skarsgård) teve igualmente uma temporada atribulada. Cada vez mais imerso nas suas inabaláveis crenças, convencido de que era impossível que as suas previsões estivessem erradas, assume a responsabilidade do primeiro ataque à cidade parisiense, no qual dezenas de vikings acabam por perder a vida. No rescaldo dessa batalha, Helga (Maude Hirst), a sua mulher, decide abandoná-lo. Como se tudo isto não bastasse, mata impiedosamente Athelstan (George Blagden), mais uma vez acreditando que tal era o que os deuses pretendiam que fizesse. A terceira temporada termina com Ragnar dizendo a Floki que sabe que foi ele quem matou o seu amigo cristão, não se lhe adivinhando, portanto, vida fácil no futuro próximo.

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Nos territórios anglo-saxónicos, as intrigas e artimanhas políticas continuaram incessantemente. Durante os primeiros episódios do ano, o Rei Ecbert (Linus Roache) e a Princesa Kwenthrith (Amy Bailey) conseguem convencer Ragnar e Lagertha (Kathern Winnick) a ajudarem-nos a derrotar o exército comandado pelo tio e pelo irmão da referida princesa, em troca de terras nas ilhas britânicas. Contudo, e apesar do sucesso do acordo feito entre ingleses e nórdicos, era expectável que tais negociações não terminassem de forma tão simples. Querendo assumir a regência de Mercia, Kwenthrith envenena publicamente o irmão, Burgred (Aaron Monaghan), apesar de anteriormente ter pedido a Ragnar que lhe poupasse a vida.

Por seu lado, Aethelwulf (Moe Dunford), filho do Rei Ecbert, descobre que a sua mulher Judith (Jennie Jacques) o traiu com Athelstan, estando inclusivamente à espera de um filho do ex-monge. Assim, depois de Ragnar e os seus homens deixarem Wessex, o príncipe decide liderar um ataque às terras concedidas ao povo escandinavo, matando todos os seus ocupantes. Inicialmente, somos tentados a achar que se tratou de um ato de vingança e de fúria, tendo Aethelwulf agido sem o conhecimento do pai. Contudo, mais tarde, é-nos mostrado que, na verdade, se tratou de um plano do próprio Rei Ecbert – resta saber o que fará Ragnar quando tomar conhecimento desse pormenor.

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Já em Hedeby, cuja posição de Earl fora recentemente conquistada por Lagertha, também houve lugar a ocorrências relevantes. De facto, enquanto a guerreira viking batalhava por terras inglesas, ao lado do seu ex-marido, Kalf (Ben Robson) aproveitou para lhe usurpar a posição de chefia daquele território. Contudo, mais tarde, o Rei Ragnar consegue convencer ambos a acompanhá-lo nos já mencionados raides a Paris, optando por não interferir diretamente naquela disputa interna, que ficou, assim, por resolver.

Finalmente, abordem-se sucintamente os principais acontecimentos que tiveram lugar em Kattegat: depois de ter sido gravemente ferida numa das batalhas em Wessex, Þórunn (Gaia Weiss) não acompanha os restantes guerreiros nos ataques a Paris, permanecendo em terras nórdicas e dando à luz a filha de Björn (Alexander Ludwig); Aslaug (Alyssa Sutherland) e Siggy (Jessalyn Gilsig) acolhem em Kattegat o misterioso Harbard (Kevin Durand), um viajante que acaba por seduzir a agora mulher de Ragnar, levando-a a traí-lo; por fim, mas não menos importante, Siggy acaba por morrer ao impedir que os dois filhos mais velhos de Aslaug, Ubbe (Cormac Melia) e Hvitserk (Cathal O’Hallin), se afoguem num lago gelado.

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Como já foi referido, Vikings regressa ao canal History já no próximo dia 18 de fevereiro. Em Portugal, a quarta temporada tem estreia marcada para o dia 1 de março, na TV Séries.