Arrow

Arrow 4×12: Regressos atrás de regressos

Era já sabido que este Unchained estaria marcado pelo regresso de Roy Harper (Colton Haynes) e de Nyssa (Katrina Law) a Arrow. Aquilo para que ninguém nos preparou foi tudo o resto que aconteceu no episódio que, por tantas vezes, nos conseguiu deixar de coração nas mãos.

“A vida é dela. A escolha é dela.”

Thea Queen (Willa Holland) esteve no centro deste episódio mas não pelos melhores motivos. No decorrer de uma perseguição feita pela Team Arrow a um ladrão de dispositivos tecnológicos  (que mais tarde se vem a saber que é Roy), a jovem sente-se mal e acaba mesmo por desmaiar, tudo devido a efeitos secundários do Lazarus Pit.

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Quando Thea foi salva ficou diferente, com uma vontade incontrolável de matar pessoas, e aprender a lidar com isso já ocupou uns bons minutos da segunda temporada. Agora que aprendeu a controlar esta sede há outro problema: se não matar, a magia do Lazarus Pit consumirá Thea até que esta morra.

Isto dá origem a momentos bastante interessantes durante o episódio pois vemos Oliver (Stephen Amell) e Malcolm (John Barrowman), que têm maneiras bem diferentes de resolver as situações, a debaterem sobre como podem ajudar aquela que é a pessoa mais importante na vida de ambos. Pensam inclusive em trazer alguém que mereça morrer para que Thea sobreviva, mas decidem deixar que a vontade desta (de não fazer nada por se recusar a tirar outra vida) prevaleça.

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No final do episódio, Thea entra em coma e Nyssa apresenta a solução para os problemas de Thea – lothus – mas diz a Oliver que só lhe dará a mesma se este matar Malcolm. Esta intervenção de Nyssa fez pouco ou nenhum sentido. Depois de ter escapado da sede da Liga dos Assassinos, dispôs-se a lutar até à morte contra Tatsu (que caiu aqui do nada) e deu-se a todo este trabalho para oferecer a Oliver a morte de Malcolm, o seu maior inimigo?

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Isto vai completamente contra a personalidade vingativa da personagem e honestamente, se era para isto, os cinco minutos em que aparece no início e os cinco segundos no final que constituem toda a sua ação no episódio, bem que podiam ter ficado de fora.

O passado e o futuro de Felicity

Foi revigorante ver Felicity (Emily Bett Rickards) de volta a ela mesma, demonstrando que o facto de estar numa cadeira de rodas não a impede de fazer tudo aquilo que pretende nem de usar o seu humor tão característico em todas as situações.

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Vê-la digladiar-se com os problemas financeiros da Palmer Tech, com a forma como pode afirmar-se enquanto líder mesmo estando numa cadeira de rodas a ainda com todos os problemas levantados pelo novo vilão – The Calculator (Tom Amandes) – à Team Arrow foi sem dúvida alguma um dos pontos altos do episódio. Apesar da forma para lá de ridícula como os criadores resolveram a aceitação de Felicity à sua nova condição no episódio anterior, o resultado faz com que tudo esteja perdoado.

Por falar em The Calculator, é bom falar sobre esta personagem uma vez que se revelou tão importante no passado de Felicity e certamente para o futuro da série no geral. Este vilão utilizou o passado de Roy Harper e o facto de este ter fingido a sua morte para proteger a identidade secreta de Oliver para o obrigar a roubar diversos dispositivos para ser capaz de destruir uma cidade inteira através da internet.

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Felicity consegue perceber que The Calculator tinha colocado algo no olho de Roy para controlar os seus movimentos, o que explicou o facto de este ter inclusive lutado contra os seus próprios amigos.

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Roy acaba por fingir mais uma vez a sua morte e é assim liberto da chantagem de The Calculator. Ao longo do episódio consegue ajudar a Team Arrow a parar o vilão, mas este não vai ficar por aqui, até porque no final ficamos a saber que é nada mais nada menos do que o pai de Felicity.

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Este é certamente um facto que dará pano para mangas nos próximos episódios e que, apesar de não ter sido muito surpreendente para quem lê as teorias dos fãs da série na internet, promete trazer muitas surpresas.

O que é demais enjoa

Apesar de este ter sido um episódio bastante completo, na minha opinião há certas coisas que de alguma forma tornam a série repetitiva ou que a fazem contradizer-se a si mesma por não ser dada a devida importância aos subplots introduzidos. Estes são alguns deles que aproveito para destacar.

Os flashbacks estão-se a tornar num handicap cada vez maior para a série. De cada vez que algo parece que vai conseguir devolver-lhes o sentido que outrora tiveram, no episódio seguinte essa esperança é dissolvida. O facto de nesta temporada estes estarem envoltos numa espécie de espiritismo nunca me aprouve, mas ultimamente já nem sentido fazem. Por que carga de água é que Oliver se pôs a delirar com Shadow? São minutos de vida em cada episódio que sinto que nunca vou ter de volta. arrow-s04e12-unchained-1080p-mkv_001050843

É verdade que a luta interior de Oliver entre o seu passado assassino e a paz de espírito que procura alcançar é algo bastante importante na série, mas não entendo qual a necessidade de a cada decisão que tem que tomar isso ser trazido à tona. Está a acabar por fazer com que a personagem se contradiga em demasia para quem está a procurar dar um rumo à sua vida.arrow-s04e12-unchained-1080p-mkv_002384176Thea e Roy voltaram a protagonizar alguns dos momentos mais bonitos da série. São um casal que dá gosto de ver no pequeno ecrã e que simplesmente faz sentido existir. Será que é possível que Roy não esteja constantemente a aparecer e a desaparecer da série e que cada vez que vai embora não exista uma declaração de amor com um toque de adeus final? Teve piada nas primeiras vezes, mas honestamente agora começa a ser desrespeitoso até para a própria relação das personagens.

 

Nota final: 8/10

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