Prix de Lausanne

Vê o Prix de Lausanne 2016 em números

Depois de sete dias de Prix de Lausanne, há resultados, muitos resultados. Jovens talentosos e que sonham pertencer ao mundo da dança a nível profissional tiveram os olhares de grandes companhias de todo o mundo e de sete jurados nos seus movimentos. Juntámos alguns números que assinalaram esta edição da competição.

Não esquecendo que estes números são compostos por horas de trabalho incalculáveis e talento imensos. Como referiu a meio da competição Laura Andrade, que acompanhou o bailarino português presente na competição: “De toda esta participação do Alexandre, o que salta à vista, independentemente do resultado do concurso, é que ele está feliz e a aproveitar cada minuto desta experiência.”

69 candidatos

Este ano, o  Théâtre de Beaulieu acolheu 69 talentosos jovens bailarinos.

44.ª edição

2016 foi o ano 44 do prestigiado concurso.  O suíço Philippe Braunschweig e a sua mulher Elvire abriram a competição em 1972 e foram muitos os nomes que foram completando o prestigio do Prix de Lausanne, como  Rosella Hightower e Maurice Béjart. A ideia era criar um apoio para jovens bailarinos, principalmente vindos de escolas mais pequenas.

19 nacionalidades

Vindos um pouco de todo o mundo, o Prix de Lausanne faz-se com muitas línguas. Ao todo foram 19 os países representados na cidade de Lausana: África do Sul, Argentina, Austrália, Brasil, China, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos da América, França, Hungria, Itália, Japão, Nova Zelândia, Portugal, Reino Unido, Rússia, Sérvia, Suécia e Suíça

7 jurados

Julio Bocca (Diretor do Ballet Nacional Sodre), Marcelo Gomes (Bailarino Principal do American Ballet Theater), Elizabeth Platel (Diretora da Paris Opera Ballet School), Viviana Durante (ex-Primeira Bailarina do Royal Ballet), Jan Broeckx (Diretor do Ballett-Akademie an der Hochschule für Musik und Theater München), Lucinda Dunn (ex-Primeira Bailarina do Australian Ballet), Luca Masala (Diretor da Princess Grace Academy), Nikolai Tsiskaridze (Diretor da Vaganova Ballet Academy) e Ruheng Zhao (Diretor Artístico do National Center for the Performing Arts) avaliaram esta edição.

7 bolsas

Dos 20 bailarinos selecionados para a final, sete conquistaram as sete bolsas que são atribuídas todos os anos. Este ano Yu Hang, da China, foi a grande vencedora, tendo ganho uma bolsa oferecida pela adveq. Madison Young (EUA), Vincenzo Di Primo (Itália), Leroy Mokgatle (África do Sul), Laura Fernandez (Suíça), Junnosuke Nakamura (Japão) e Bai Dingkai (China), foram merecedores das restantes.

Os vencedores poderão depois escolher a companhia ou escola em que pretendem ingressar.

5 prémios

Foram ainda atribuídos cinco prémios a quatro dos bailarinos finalistas. Dois pelas perfomances de dança contemporânea, entregues a Laura Fernandez, da Suíça, e a Vincenzo Di Primo, da Itália. Ambos podem usufruir de um curso de dança contemporânea durante o verão.

A bailarina suíça foi naturalmente Melhor Candidata Suíça, prémio atribuído todos os anos a um candidado natural ou residente no país onde se realiza a competição.

O bailarino mais aplaudido pelo público nas suas actuações e, por isso, o vencedor do prémio de Favorito do Público, foi Leroy Mokgatle. Por fim, Kim Danbi, da Coreia do Sul, ganhou o prémio Jovem Esperança por ter mostrado um grande potencial.

7 bailarinos lusófonos

Sete foram os bailarinos que dançaram em português. Mesmo alguns deles pertencentes a escolas de outros países, concorrem com nacionalidades lusófonas. Carolyne de Freitas Galvão (Brasil), Davi Ramos (Brasil)  Alexandre Mateus (Portugal), Margarida Trigueiros (Portugal), Erico Figueiredo Amâncio (Brasil), João Pedro De Mattos Menegussi (Brasil) e Marcos Vinicius De Souza Silva (Brasil) estiveram em competição.

2 bailarinos portugueses

Alexandre Mateus, da Companhia de Dança do Algarve, e Margarida Trigueiros, da Tanz Akademie Zürich, foram os portugueses nesta edição do Prix de Lausanne.

Alexandre acabou por receber convites de cinco escolas europeias, Antuérpia, Basel, Cannes, Londres e Zurique, e dos coreógrafos Goyo Montero e Tamas Moricz. Margarida foi convidada a ingressar na companhia júnior do Royal Ballet Flandres.

2 escolas portuguesas

A Escola da Companhia de Dança do Algarve, com Alexandre Mateus, e a Escola de Dança do Conservatório Nacional,com a japonesa Ruika Yokoyama, estiveram representadas no prestigioso concurso.

1 semana de Prix de Lausanne

Ao todo foram sete dias de pura aprendizagem. Entre aulas, provas e momentos de descontração há muito para contar:

Dia 1: A aventura do Alexandre Mateus no Prix de Lausanne já começou

Dia 2: Os bailarinos portugueses já iniciaram oficialmente a competição

Dia 3Os bailarinos já terminaram um quarto das avaliações no Prix de Lausanne

Dia 4: Foi dia de avaliar o contemporâneo no Prix de Lausanne

Dia 5: No quarto dia de provas no Prix de Lausanne a avaliação foi para as raparigas

Dia 6: Não há portugueses na final, mas nem tudo acaba aqui 

Dia 7: Prix de Lausanne 2016: e os vencedores são…

Regressos: Marcelo Gomes e Diana Vishneva

Poderíamos falar de muitos antigos regressos ao Prix de Lausanne, mas Marcelo Gomes, que foi jurado, e Diana Vishneva, que deu aulas de ballet, protagonizaram uma conferência em conjunto no foyer do teatro.

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Conferência com Marcelo Gomes e Diana Vishneva. Foto: Laura Andrade

O momento dos bailarinos portugueses

Escrito por Helena Moreira e Teresa Serafim

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