É Carnaval e ninguém leva a… mal? Errado. Se o cinema nos ensinou alguma coisa é que nunca devemos voltar costas a um individuo com a cara pintada de branco e um sorriso de “plástico”. Os danos podem ir desde o falecimento precoce à perda da sanidade mental. Em casos mais positivos podem trazer alguma espécie de catarse pessoal ou, quiçá, um sorriso.

Habitantes regulares do grande ecrã desde os seus primórdios, os palhaços são utilizados, predominantemente, como instigadores de fobias e tensão. Se todos os anos continuam a estrear longas-metragens com palhaços no papel de vilão é porque a fórmula ainda resulta.

Escrito isto, e uma vez que o Espalha-Factos zela pela vida e bem-estar dos seus leitores, o 5 desta semana apresenta-te os palhaços mais emblemáticos da história do cinema. Cuidado: eles andam aí!

 

Buttons – O Maior Espetáculo do Mundo – 1952

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Buttons é um palhaço misterioso que nunca tira o seu disfarce devido a ser procurado pela polícia. O seu crime? Ter morto a própria mulher num ato de misericórdia. O Maior Espetáculo do Mundo pode não ser um filme tão conhecido como os outros que constam nesta lista, mas foi o primeiro e único filme de Cecil B. DeMille (Os Dez Mandamentos) a arrecadar o Oscar para Melhor Filme.

Ao longo da narrativa, Buttons  apresenta-se como a “voz da razão”, dando conselhos aos seus colegas do circo e ajudando-os nas alturas mais complicadas, mesmo quando isto põe em risco o seu segredo.

 

Palhaço de Poltergeist, o Fenómeno– 1982

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Um dos brinquedos das crianças Freeling, este palhaço constrange desde o princípio da película. Surgindo, ocasionalmente, como barreira entre o espectador e a acção, a câmara do realizador Tobe Hooper fixa-se no rosto do boneco. O objetivo é, sem dúvida, colocar-nos no lugar do filho, Robbie, e, à boa maneira de Spielberg (que foi produtor e argumentista), fazer-nos temer como crianças num quarto escuro. E como seria de esperar, as sementes desta discórdia não são irreflectidamente plantadas, levando a um momento que certamente provocou muitas noites sem dormir.

O Joker – Batman – 1989

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Jack Nicholson pode não ter sido o primeiro Joker do cinema (esse foi César Romero), mas foi quem trouxe pela primeira vez o lado mais psicopático e mortal do vilão ao grande ecrã.

Nicholson foi o ator perfeito para o papel, com o nível certo de insanidade e imprevisibilidade. “Já dançaste com o diabo ao luar?” – é o que o personagem pergunta a todas as suas vítimas. A pergunta não tem qualquer significado, ele admite que só a faz devido a “gostar da entoação“. Todos os seus outros crimes seguem o mesmo padrão, não tendo um objetivo final para além da sua própria diversão.

Há outros atores que interpretaram o vilão após Jack Nicholson, mas esta foi a “performance” que o introduziu devidamente no cinema e é ainda uma das versões mais icónicas do personagem.

 

Palhaço de O Jogo – 1997

The Game

O próximo palhaço pode ser apenas uma marioneta, mas fez parte de uma das cenas mais memoráveis de O Jogo. Inicialmente, o filme segue só a vida de Nicholas Van Orton (Michael Douglas), um banqueiro bem sucedido que se tem afastado da sua família. Este palhaço é introduzido no momento em que a narrativa se torna mais bizarra, ao aparecer inesperadamente à entrada da casa de Van Orton. Assim começa um misterioso “jogo” que mudará a vida do protagonista para sempre.

Pode não ter uma personalidade, mas o palhaço certamente causa uma forte impressão.

 

Palhaço Zombie – Bem-vindo à Zombieland – 2009

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A aparição mais curta desta lista é também a mais recente. Numa comédia negra com um quarteto principal inesquecível (Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Emma Stone e Abigail Breslin) é a personagem de Eisenberg que se vê deparada com um dos maiores terrores da história do cinema: o temido palhaço zombie. Sofrendo de uma terrível fobia por palhaços e estando condenado a subsistir num mundo repleto de mortos-vivos, resta ao protagonista enfrentar o maior medo de todos: exibir coragem perante a rapariga de que gosta.

Embora sirva apenas como pretexto para desenvolvimento de personagem, a cena do palhaço zombie é das mais memoráveis do filme inteiro.

Texto redigido por Adriano Ferreira e Diogo Simão