Rihanna Anti
Fonte da imagem: vanityfair.com

Crítica a um álbum Anti-Rihanna

A espera de mais de três anos chegou ao fim. Anti já está cá fora e Rihanna celebra assim o lançamento do seu oitavo álbum. Os fãs aguardaram demasiado tempo e as expectativas escalaram para níveis altíssimos. Estará o novo projeto à altura?

Tudo apontava para um grande álbum, um disco quase épico: a longa espera, a música Bitch Better Have My Money, a capa da revista Fader, artwork do álbum e mesmo a selfie quase majestosa de Rihanna a escutá-lo foram alguns dos ingredientes que levaram o entusiasmo de muitos ao mais alto nível.

Ouvindo a primeira faixa, Consideration, deparamo-nos com algo um pouco diferente daquilo a que estamos habituados a ouvir de Rihanna. É uma boa entrada neste Anti, interessante e promissora. Depois de ouvir aquilo que parece ser outra introdução, chegamos a Kiss It Better. RnB puro, com um refrão brutal, graças ao subtil toque de guitarra elétrica que acompanha o timbre da cantora.

Work, ao lado de Drake, foi a primeira faixa a ser revelada. Trata-se de uma música interessante, mas como ainda estamos praticamente no início do disco, espera-se um pouco mais de Rihanna. Desperado, que por breves segundos no refrão relembra a canção What Now, poderá ser uma luz ao fundo do túnel. Woo entra a matar, mas ao fim de pouco mais de um minuto, dá para perceber que a música não vai avançar muito mais. São faixas que apresentam uma aproximação ao trap, com sonoridades um pouco mais suaves. Nada daquilo que se podia esperar de Anti.

Same Ol’ Mistakes. O nome é familiar? Sim, é parte do nome de uma música dos Tame Impala. É preciso chegarmos a este cover para encontrarmos o ponto alto do álbum. Rihanna acerta em cheio nesta música! A voz encaixa na perfeição no arranjo do grupo de Kevin Parker. Mesmo na estrofe em falsete, a cantora consegue arrasar!

Outro ponto forte neste álbum é a balada Love On The Brain. É no mínimo fabuloso este registo de Rihanna. Os seus dotes vocais são verdadeiramente postos à prova e a cantora passa sem problemas. Mas já estamos na 11.ª faixa em 13 e continuamos sem ouvir uma única faixa verdadeiramente épica ou bombástica.

Rihanna despede-se com uma faixa melancólica. Um belíssimo arranjo de piano acompanha-a para o fim de Anti, um álbum que prometeu muito e deu tão pouco.

Longe vão os tempos em que Rihanna ostentava um fumegante cabelo vermelho, perguntava ao lado de Drake qual era o nome dela,  apressava-se a dizer que tinha abatido um homem a tiro, e cantava livremente sobre sadomasoquismo.

Anti não é um péssimo álbum, mas também não é assim tão bom. Está num ponto médio, num limbo onde balançam as expectativas dos ouvintes e o registo demasiado soft que ninguém esperava escutar neste novo projeto discográfico da cantora.

Esta é a tracklist de Anti:

  1. Consideration (feat. SZA)
  2. James Joint 
  3. Kiss It Better 
  4. Work (feat. Drake) 
  5. Desperado 
  6. Woo 
  7. Needed Me 
  8. Yeah, I Said It 
  9. Same Ol’ Mistakes 
  10. Never Ending 
  11. Love On the Brain
  12. Higher
  13. Close to You

Nota Final: 7/10

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