O Alkantara Festival celebra este ano a sua 14.ª edição com uma viagem mundial pelas artes performativas da atualidade. Até agora já foram anunciados quatro espetáculos no festival que decorre de 25 de maio a 11 de junho, em vários espaços de Lisboa, como o Alkantara, o Centro Cultural de Belém ou o Teatro Nacional D. Maria II. 

Criado em 2006, o Alkantara Festival é o maior festival de Lisboa, à altura dos congéneres de outras cidades europeias, dedicado às artes performativas. Em formato bienal, ocorre apenas em anos pares, apostando numa programação que abrange propostas artísticas contemporâneas, surpreendentes e inovadoras que, embora as incluam, vão para além do teatro e da dança.

O anúncio da programação completa da 14.ª edição do Alkantara Festival está previsto para dia 14 de abril, mas a organização revela desde já quatro dos espetáculos que acolherá este ano.

'E se elas fossem para Moscou?', de Christiane Jatahy | fotografia: Aline Macedo

‘E se elas fossem para Moscou?’, de Christiane Jatahy |Foto: Aline Macedo

E se elas fossem para Moscou?, da encenadora e cineasta brasileira Christiane Jatahy, trata-se de um premiado espetáculo que já viajou por inúmeros festivais internacionais e que inaugurará o Alkantara Festival a 25 de maio, no São Luiz Teatro Municipal.

Baseada na peça As Três Irmãs de Anton Tchekhov, E se elas fossem para Moscou? é uma experiência não só teatral como cinematográfica em sessão dupla (em contexto de teatral convencional e, numa outra sala, uma versão filmada e editada), que remete para o desejo de mudança das sociedades atuais e para a realidade da emigração.

Sur les traces de Dinozord e The Dialogue Series: IV Moya são dois espetáculos, integrados na bienal Artista na Cidade, do bailarino e coreógrafo congolês Faustin Linyekula. Sur les traces de Dinozord revisita um dos espetáculos mais emblemáticos da companhia Studios Kabako, The Dialogue Series IV: Dinozord, no dia 1 e 2 de junho, na Culturgest.

Por outro lado, The Dialogue Series: IV Moya é um solo acompanhado sobre a relação destes com a história e com o mundo e o lugar que a arte ocupa, que terá lugar no São Luiz Teatro Municipal, nos dias 4 e 5 de junho.

fotografia de Agathe Poupeney

‘The Dialogue Series: IV. Moya’, de Faustin Linyekula | Foto: Agathe Poupeney

Segunda-feira: Atenção à Direita trata-se de uma colaboração entre a portuguesa Cláudia Dias e  o espanhol Pablo Fidalgo Lareo. Ambientado num ringue de boxe, o espetáculo ocorrerá nos dias 3, 4 e 5 de junho, no Maria Matos Teatro Municipal. Produzido no âmbito do projeto Sete Anos, Sete Peças, inicia o lançamento das pontes colaborativas entre Cláudia Dias e outros criadores nacionais e internacionais.

Esta co-produção, entre o Alkantara, o Ghoethe-Institut, o Maria Matos Teatro Municipal e o Teatro Municipal do Porto, terá a sua estreia mundial, no dia 21 de fevereiro, no Münchner Kammerspiele, durante o festival Europoly.

A edição deste ano será, segundo um comunicado à imprensa, “marcada por um questionamento das ligações entre o passado, a atualidade e o futuro; entre a tradição e a modernidade.” Pretende-se ainda, e como sempre, estimular a criação artística portuguesa através de encomendas e co-produções, criar momentos entre artistas e profissionais europeus e outras culturas, aumentar o interesse do público pelas artes perfomativas e, claro, promover o reconhecimento da importância da diversidade e entendimento intercultural.