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5 hits que desafiaram as leis da censura

Tão certo como haver liberdade de expressão em (quase) todo o mundo, é existirem artistas e canções capazes de desafiar todas as leis e mais algumas com os seus conteúdos. Neste Dia Mundial da Liberdade, o Espalha-Factos mostra-te cinco êxitos musicais marcados pela censura, que ‘ofenderam’ o mundo (… no mínimo).

Eamon – F*ck It (I Don’t Want You Back)

Por onde começar, é a questão que se impõe relativamente a esta canção. Um ícone das relações falhadas e da população masculina mal-amada, para muita gente, Eamon foi longe de mais na linguagem profana que utilizou (como se verifica facilmente pelo título). Aparentemente, referir-se a uma ex-namorada como ho (uma palavra não muito bonita quando traduzida para português) e burned bitch (igualmente ofensivo) não é apropriado e bem aceite para uma canção, diga-se, digna de vir a público. F*ck It, também conhecida como I Don’t Want You Back pelos mais sensíveis, tem um total de 33 palavras feias que foram silenciadas por rádios e canais de televisão do mundo todo. Não se deixem enganar pelo instrumental fofinho.
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=QYwyaCd8MyI]

Grease – Greased Lightning

Se acham que os meninos de coro não saem da casca, esqueçam. A prova de que nem os musicais se safam de uma repreensão de vez em quando está nesta Greased Lightning, do musical de 1979, Grease: “It ain’t no shit” foi uma frase que não agradou à maior parte das rádios, pelo que foi cortada de todas as vezes que foi passada. Vá, não é grave e perdoa-se. Curiosamente, a canção Look At Me, I’m Sandra Dee continha um pequeno palavrão em italiano que, até hoje, passou sempre despercebido. Se querem passar impunes com palavrões, utilizem outras línguas. Fica a dica.
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=wK63eUyk-iM]

Robin Thicke – Blurred Lines

Talvez uma das canções mais polémicas da década, a primeira versão de Blurred Lines chegou a ser banida do Youtube por conter nudez explicita – mas isto não é, de todo, o pior. Eventualmente, depois de pegar como qualquer moda, o mundo abriu os olhos para a natureza misógina (e… como dizer? Nojenta) da canção. Analisando a letra com algum detalhe, conseguimos perceber o motivo pela qual Blurred Lines é considerada um rape song, chegado a existir correspondências entre versos da música e frases frequentes usadas por violadores: I know you want it/You’re a good girl/Must wanna get nasty. O problema é que, depois de visto o problema, é impossível pensar em sequer ouvir e gostar disto. Robin Thicke conquistou o ódio de milhões de pessoas em todo o mundo e viu o seu único hit ser banido em pelo menos quatro universidades do Reino Unido; well done.
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=yyDUC1LUXSU]

Madonna – Like A Prayer

Off the record, a minha controvérsia musical preferida de sempre, que muito se deve à incrível ousadia de Madonna. Nada mais diz “Sou rebelde e adoro” como escrever a música com mais referências sexuais de sempre e fazer o seu videoclip numa igreja, com um coro gospel a ajudar na festa. Há que bater palmas pela jogada de génio: ninguém faz trocadilhos religiosos tão bem como Madonna, a tal ponto que Like A Prayer foi censurada e banida pelo Vaticano pelo seu conteúdo impróprio e blasfémico. O próprio Papa João Paulo II encorajou as pessoas a boicotar os concertos de Madonna no ano de 1990, pouco tempo depois do lançamento da canção. Apesar da polémica, Like A Prayer fica na cabeça e um must em qualquer playlist dos anos 90. Nunca mudes, Madonna.
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=rDnUIXF2ly8]

M.I.A – Paper Planes

Ok, esta é uma das músicas mais fixes de sempre e nem assim escapou à censura. Neste caso, M.I.A não foi mal-educada, não fez referências ao que não devia, o vídeo está totalmente aceitável… então, o que falhou? É só o pormenor mais teatral da canção: o som dos tiros no refrão. Por muito divertido que seja de reproduzir, até em termos coreográficos, Paper Planes foi censurada pela MTV (a mesma que hoje transmite os reality-shows mais impróprios e sem sentido da História) e por vários programas de televisão, nomeadamente o Late Night With David Letterman. We still love you, M.I.A.
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=ewRjZoRtu0Y]

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