Maquina del Amor
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Máquina del Amor: Fuzz que xamã por nós

São de Braga, juntam elementos dos peixe:avião e dos Smix Smox Smux, e fazem post-rock industrial. Os Máquina del Amor lançaram o disco de estreia que está a ser muito bem recebido pela crítica.

À primeira vista, o nome não apela. Não é um disco que nos chamaria a atenção numa estante de uma loja de discos.  Mas se os discos fossem julgados pela capa – ou pelo nome – os LCD Soundsystem não teriam a sua fama, por nos remontarem a televisores de quarenta polegadas. É preciso ouvir. Até mais do que uma vez.

Máquina del Amor não é um disco para os fracos de coração. A batida pulsante não encaixa à primeira rodada mas, fazendo uso do cliché proverbial, quem insiste persiste. São oito faixas de post-rock industrial profundo e que arrepia. São oito faixas que se unem de tal forma que todo o disco soa uno. Um one-track-album de 42 minutos intensos.

O álbum tem tanto de fuzz, como de psicadélico, como de sessão individual com um xamã polinésio – tal é a capacidade de nos transportar até um outro mundo que não é terreno. Somos levados a andar numa montanha russa repleta de loops que nos prendem até ao fim da viagem. Pelo meio ainda levantamos os braços tal a adrenalina.

Quando o disco acaba somos atirados borda fora de volta para o mundo real.

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