Parece que foi ontem que American Horror Story nos presenteou com a sua quinta instalação e ontem, dia 6 de janeiro, já chegámos ao seu penúltimo episódio, intitulado Battle Royale, que estreou no canal FX. A série de terror de Ryan Murphy e Brad Falchuck aproxima-se cada vez mais de um final glorioso.

Como vimos no último episódio, Iris (Kathy Bates) e Liz (Denis O’Hare) disparam múltiplos tiros em direção à Condessa (Lady Gaga) e Donovan (Matt Bomer). A dona do hotel consegue escapar ferida, enquanto Iris e Liz levam Donovan para fora do edifício, para que ele não morra lá dentro e fique preso em forma de fantasma.American Horror Story Hotel

Sally (Sarah Paulson) cuida das feridas da Condessa e relembra a sua vida nos anos 90, quando conheceu um casal de músicos. Os três reservaram um quarto no Cortez e praticaram sexo a três, ao mesmo tempo que consumiam drogas pesadas. Numa tentativa de se sentir cada vez mais próxima deles, Sally coseu-os uns aos outros. O casal acabou por morrer e a toxicodependente não conseguiu deixar o cenário. Só após ter sido violada e torturada pelo Demónio da Adição durante três dias é que decidiu abandonar a cena. Uma parte altamente perturbadora que novamente testou os limites de Sarah Paulson enquanto atriz, que mais uma vez não desiludiu.

Liz e Iris decidem libertar Ramona (Angela Bessett) como uma arma contra a Condessa. Esta encontra-se fraca e diz que precisa de consumir uma vida para retomar as suas energias. No momento em que Liz e Iris tentam arranjar uma vida, são presenteados com uma cara conhecida: Queenie (Gabourey Sidibe), a bruxa da terceira instalação da série, Coven.American Horror Story Hotel

Ramona tenta matar Queenie com uma adaga, mas é incapaz de o fazer pois o poder de Queenie torna-a numa boneca de voodoo humana: todas as suas feridas acontecem aos outros, neste caso, Ramona. A cena é interrompida por James March (Evan Peters), que por ser um fantasma não é afetado pelo poder de Queenie. O construtor do hotel mata a jovem e Ramona alimenta-se do seu sangue.

American Horror Story num combo de mitologias

Esta foi provavelmente uma das melhores cenas de toda a série. Ver um confronto entre as várias mitologias que American Horror Story criou foi uma surpresa altamente entusiasmante. Uma vampira, uma bruxa e um fantasma em guerra no mesmo quarto foi como reviver a primeira, terceira e quinta temporadas da série (Murder House, Coven e Hotel, respetivamente) numa só cena. Os talentos de Angela Bessett, Gabourey Sidibe e Evan Peters estiveram certamente à altura do desafio.

A Condessa diz que precisa de sangue como o seu para se curar e exige a presença de Donovan, mas Sally informa-a de que este já falecera. A mulher decide então usar o sangue das crianças vampiras, para grande desgosto da sua mãe, a Condessa. Ainda assim, a protagonista bebe o remédio e fica como nova.

John (Wes Bentley) regressa a casa, mas a sua família é rapidamente raptada e transportada de volta para o Cortez. Sally informa-o de que James March exige o último assassínio dos Dez Mandamentos em troca da sua família, neste caso, “Não cometerás homicídio”.American Horror Story Hotel

Ramona dirige-se à Condessa com o intuito de a destruir, mas esta última convence-a a partilharem uma última cena de sexo, dizendo que deixará depois o hotel de uma vez por todas. De malas feitas, a Condessa é surpreendida por John, que a mata a tiro, apresentando então a sua cabeça como símbolo do último homicídio e cumprindo a vontade de March. Uma morte altamente banal e inesperada para a grande protagonista desta temporada. Lady Gaga certamente merecia melhor.

March partilha novamente um jantar com a Condessa, agora um fantasma preso no hotel. Após esta lhe dizer que não o entregou à polícia há 90 anos, Miss Evers (Mare Winnigham) confessa que foi ela a culpada, fazendo-o por amor e lealdade a March, querendo-o só para ela própria. Após o homem a banir da sua vida, fica novamente sozinho com a Condessa, à medida que esta chora ao aperceber-se do seu pior pesadelo: viver uma eternidade presa com James March.

Este foi, sem dúvida alguma, um dos melhores episódios desta temporada de American Horror Story. À medida que nos aproximamos do final, a série está finalmente a limar as pontas soltas e a desculpar-se pelo começo atormentado, quando não parecia ter qualquer direção. Sarah Paulson e Angela Bessett tiveram finalmente o tempo de antena que mereciam e, como já referido, o confronto com Queenie foi dos melhores momentos da série.

Embora seja triste ver a facilidade com que os criadores se livraram de uma personagem tão importante da terceira temporada, a cena foi preciosa para sentir a série como um todo. Continuo a achar que a morte da Condessa poderia ter sido muito melhor, mas tal não é suficiente para denegrir um episódio que certamente promete fechar Hotel com chave de ouro.

NOTA: 8.5/10