Damos início a um novo ano: 2016. 2015 foi um ano recheado de bons espetáculos e de verdadeiros artistas que foram conquistando vitórias, tornando-se no orgulho dos adeptos da dança e do teatro em Portugal. Hoje o Espalha-Factos quer mostrar-te aquilo que podes esperar de 2016 no que toca a palcos, por isso aqui fica a nossa previsão em algumas categorias.

Bailarinos a não perder de vista

Miguel Pinheiro

Este ano Miguel Pinheiro, de 17 anos, aluno da Escola de Dança do Conservatório Nacional, e outros três colegas, tentaram a sua sorte no Prix de Lausanne, na Suíça. Apesar de não ter ganho o grande prémio da mais prestigiada competição de dança do Mundo, Miguel foi o vencedor na categoria de dança contemporânea e ganhou ainda uma das seis bolsas de estudos atribuídas pela organização.

Depois desta conquista, o jovem bailarino português tem todas as ferramentas que necessita para ser um profissional de sucesso. Será 2016 mais um grande ano na sua carreira? Nós achamos que sim.

Miguel Pinheiro

Foto: Divulgação

Lourenço Ferreira

Lourenço Ferreira formou-se na Escola de Dança do Conservatório Nacional e tem dado que falar na Companhia Nacional de Bailado. Entrou para a companhia em 2012 e já interpretou peças de coreógrafas como Olga Roriz ou Anne Teresa de Keersmaeker . Mais recentemente deu nas vistas em A Bela Adormecida, no Teatro Nacional de São Carlos. Aguardamos por vê-lo em projetos futuros e apreciar o seu percurso em 2016.

O Pássaro Azul - Fotografia de Bruno Simão

Lourenço como Pássaro Azul em A Bela Adormecida. Foto: Bruno Simão

Atores a não perder de vista

Guilherme Gomes

Primeiro criou um site de poesia, depois surpreendeu com o seu talento num concurso da SIC. A junho de 2015, apenas com 22 anos, subiu ao palco do Festival de Teatro de Almada com a companhia de Teatro da Cornucópia, onde interpretou o papel de Hamlet, dirigido por Luis Miguel Cintra. Falamos de Guilherme Gomes, um jovem apaixonado por teatro e cujo talento ultrapassa as paredes de um teatro.

Para o próximo ano, aguardamos por mais performances do Hamlet mais jovem do teatro português que promete dar ainda muito que falar.

Guilherme Gomes em Hamlet. Foto: Luis Santos

Guilherme Gomes em Hamlet. Foto: Luis Santos

João Didelet

Depois do sucesso da adaptação para teatro de Allo Allo, João Didelet promete continuar a trabalhar em força no teatro. O excelente trabalho na adaptação do texto e na encenação da peça, em conjunto com Paulo Sousa Costa, homenageou da melhor forma a série de tv britânica que colava famílias inteiras ao ecrã a partir dos anos 80.

Em 2016, quem sabe se João Didelet não continuará a encaminhar em massa o público português ao teatro, seja com tour da peça Allo Allo, seja com um novo trabalho.

Fotografia: Mariana Godet

Foto: Mariana Godet

Um espetáculo que aguardamos

Na dança…

Welcome

A estrear no Dia Mundial da Dança, 29 de abril, está a mais recente criação da Companhia Olga Roriz. Com ensaios previstos já neste início do ano, espetáculo Welcome, da coreógrafa e bailarina portuguesa Olga Roriz, inspira-se na atual crise humanitária na Síria. Carla Ribeiro, Marta Lobato Faria, Raquel Tavares, André de Campo, Bruno Alexandre, Bruno Alves e Francisco Rolo serão os intérpretes deste bailado contemporâneo que promete rasgar corações em 2016.

Fotografia: Companhia Olga Roriz

Foto: Companhia Olga Roriz no Facebook

No teatro…

Mamma Mia!

Depois do filme, agora o musical. Estreia já dia 12 de janeiro no Campo Pequeno, em Lisboa, o Mamma Mia!. Esta é mais uma produção do musical que estreou em 1999 no West End e em 2001 na Broadway. Mamma Mia! Conta uma divertida história sobre o amor e a amizade numa ilha paradisíaca na Grécia e imortaliza as inesquecíveis canções dos ABBA, o grupo sueco de música pop rock que teve um enorme sucesso durante os anos 70/80.

Fotografia: Divulgação

Foto: Divulgação

Uma comemoração importante

170 anos de teatro em português

A 13 de abril de 2016, o Teatro D. Maria II celebra 170 anos de atividade. Para comemorar e marcar esta importante data, o teatro promete a estreia de um clássico do reportório universal, a inauguração de duas grandes exposições e o lançamento de diversas edições ligadas à história do D. Maria II e do teatro português.

O Teatro Nacional D. Maria II abriu as portas a 13 de abril de 1846, após o 27.º aniversário da rainha D. Maria II. No entanto, a sua história inicia-se quando Almeida Garrett, 10 anos antes, é encarregue de criar um teatro no qual pudessem ser apresentadas as peças de produção nacional. Nas comemorações dos 170 anos deste lugar repleto de história e de arte, recorda-se o seu papel essencial na vida cultural em Portugal e celebra-se a existência de um teatro que não envelhece.

Fotografia: Teatro D. Maria II

Foto: Divulgação

Um evento que não queremos perder

E claro que as danças urbanas não podiam faltar. Em 2016, o Dance Project Tour traz-nos a possibilidade de participar num workshop de várias horas, com quatro grandes bailarinos portugueses e quatro estilos de dança diferentes. Rita Spider, Carina Russo, Filipe Rico e Blaya mostram-nos tudo sobre House Fusion, Dancehall, Hip-Hop Fusion e Kudafro (kuduro/afrohouse/urbanmoves) no dia 22 de janeiro na I art, em Lisboa. Se como nós estás mortinho por participar, podes aceder à página de facebook da I art e saber mais informações.

Fotografia: Divulgação

Foto: Divulgação

O que queremos ver mais

E como esperamos sempre que o melhor do ano que finda seja o pior do ano que vai chegar, assim também contamos que aconteça com as artes em Portugal. Muitas conquistas, muitos e muitos artistas a ajudarem o talento no nosso país a crescer.

Em 2016, esperamos grandes espetáculos, esperamos muita dança e muito teatro. Novas companhias de dança clássica e contemporânea, novas criações em ballet clássico, mais danças urbanas e outros estilos. Esperamos mais teatro, mais atores a lutar pelo teatro, mais peças que convençam o público a ir ao teatro e a alimentar-se de cultura. E porque não também mais espetáculos diferentes, diferentes na sua fisicalidade e nas suas formas de interagir com o público. Mais espetáculos cheios de boas piadas e mais artistas com coragem para mostrarem o seu talento e saírem do anonimato.

Sobretudo, esperamos mais apoios para a arte em Portugal, seja das entidades responsáveis, seja do público. Que o público português continue, cada vez mais, a dedicar um bocadinho do seu tempo a uma cadeira de um auditório/sala de teatro e a observar o que mágico e fantástico a arte pode ensinar.