Vamos recorrer a clichês: ano novo, vida nova… logo, música nova? Durante os 365 dias deste ano, ouvimos muita música – muitas das nossas preferidas, muitos dos nossos álbuns preferidos, em suma, ouvimos aquilo que nos aquecia o coração. Mas a verdade é que também fomos obrigados a ouvir coisas que, bem, podiam ter passado ao lado sem problema algum. Por isso mesmo, à semelhança daquilo que fizemos às portas de 2015, um pedido sentido para que estas músicas (e outras tantas) ficam em 2015 e que não nos façam tanta companhia no novo ano.

Luís Pereira

OMI – Cheerleader

Quem não se deparou com a Cheerleader a bombar alto no metro com certeza não é utilizador de transportes públicos…

Mark Ronson ft Bruno Mars – Uptown Funk

E quem nunca se deparou com a Uptown Funk a passar nas rádios automóveis com certeza não apanha boleias dos progenitores. Importa realçar que ambas se faziam ouvir a cada meia hora, até nos anúncios do Spotify.

Silento – Watch Me

Enquanto as portas do próximo ano se abrem a novos candidatos para a liderança de pior música, há uma que este ano primou pela coreografia desconcertante. Watch Me Whip. Quem não presenciou um nae-nae ao vivo? Quem não presenciou a um break-your-legs a cores?

Taylor Swift – Blank Space

Por último, nesta lista de coisas que já não se aguenta ouvir, surge Blank Space. Esta música é simplesmente __________.

Taylor Swift - Blank Space

Ficamos assim… (mtv.mtvnimages.com)

Joaquim Pedro Santos

Osmani Garcia ft Pitbull – El Taxi

Cada ano conta com o seu ‘cancro’ musical. Em 2013, foi o sertanejo, 2014 trouxe a Kizomba e 2015 o Reggaeton. Raios, não faz sentido! Se em 2002, com temas como Boooooooooomba, não resultou porque raio iria resultar agora? Nicky Jam e Pitbull foram os grandes culpados desta febre que pode ficar em 2015.

Beatriz Rainha

Adele – Hello

Consciente de que pode ser heresia da minha parte, esta música de Adele caiu do céu algures em outubro deste ano e eu já não a suporto ouvir mais. Nem que seja só por uma vez. Vamos ter calma: eu gosto muito da Adele e, na generalidade, as músicas ouvem-se bastante bem, mas Hello foi repetida ao expoente da loucura e o meu coração já não aguenta. Contudo, façamos o seguinte negócio: pode transitar para 2016, mas toca uma vez no dia dos namorados e acabou.

The Weeknd – Can’t Feel My Face

Quanto a esta, já nem eu consigo sentir a minha cara quando a ouço.

Imagem do videoclip.

Imagem do videoclip.

Pedro Miguel Coelho

Ed Sheeran – Photograph

Não tenho a mínima paciência para este estilinho acústico-meloso e temo que, com a vinda do Ed Sheeran para Portugal no fim deste ano, o fenómeno se intensifique. A música é uma grande seca, além de que é tristíssimo ter um amor que só fica na fotografia, principalmente se tivermos em conta que estamos na era do Snapchat.

Cátia Rocha

Taylor Swift – Wildest Dreams

Confesso aqui que nunca ouvi o 1989 todo, nunca tive coragem. No entanto, moro em Portugal, onde as rádios têm um fascínio com a Tay-tay, como escreve o pessoal do Buzzfeed. Para mal dos meus pecados, de tanto ouvir isto, acabei por decorar a letra. Taylor, não, não quero lembrar-me de ti num vestido bonito, com lábios vermelhos ou bochechas rosadinhas. Quem me dera que a memória desta música fosse um Blank Space

Charlie Puth – Marvin Gaye ft. Meghan Trainor

Quem é que achou que isto era uma boa ideia? Duvido também da possibilidade de Marvin Gaye poder ficar orgulhoso com isto, se se acreditar na vida após a morte. A verdade é que oiço isto e só me lembro de Fiats, porque o product placement é forte neste videoclip.

C4 Pedro – Vamos Ficar Por Aqui

O título diz logo tudo, não é? “Just another track”, como é apanágio de C4 Pedro, mas uma ‘track’ que podia bem ficar em 2015. “A nossa história chegou ao fim”, (…) “mas não é por mal que digo isso”.

Dj Ademar & Boy Teddy – Já Decidi

A vantagem destas kizombas é que dizem logo tudo, já repararam? “Foi bom enquanto durou, mas hoje acabou”. Vamos encarar o ‘bom’ como aquelas festinhas onde ninguém se faz de rogado a uma kizomba e substituir o ‘hoje’ por 2016 e fica tudo certo.

D.A.M.A – Às Vezes

Dá para, só às vezes, não termos de ouvir isto até à exaustão? Que atire a primeira pedra quem nunca gozou com os amigos a responder a tudo com “ok, ’tá bem, eu sei”… Este pedido para ficarem em 2015 também se aplica aos restantes hits da banda portuguesa.

Não Dá - D.A.M.A

Resumindo numa imagem.

João Patrício

Robin Schulz – Sugar

Porque nada grita mais “enfadonho” do que qualquer música do produtor alemão. Por muito boa que a música possa ser, ao fim de a ouvir pela primeira vez, torna-se insuportável escutá-la uma e outra vez. Esta música em especial é um remix do hit de 2003 de Baby Bash que, a meu ver, se deve ficar por aí, nos tesourinhos deprimentes dos anos 2000. Sim, eu quero acreditar que não devo ser o único com memórias terríveis destes tempos!

Qualquer música de Reggaeton

O reggaeton era do melhor em 2002, no Caribe Mix, a pedir mais “gasolina”. Mas estamos em 2015, já com um pé em 2016! Sigam os ensinamentos da Elsa do filme Frozen e “Let it go…”. Já agora, deixemos também o Frozen de uma vez por todas enterrado no passado, que Hans Christian Andersen já deve estar farto de andar em modo de centrifugação no seu túmulo.

Major Lazer & DJ Snake – Lean On (feat. MØ)

A música não é má, mas também já chega! Major Lazer fez coisas muito melhores este ano, que mereciam um maior destaque. Refiro-me, por exemplo, ao tema Powerful, em colaboração com Ellie Goulding.

Kygo – Stole The Show feat. Parson James

Este tema podia juntar-se ao anterior, na categoria de “overdoses musicais do ano”. O refrão fica encravado na cabeça por demasiado tempo. E o pior é que não é assim tão bom. Kygo é capaz de fazer músicas bem melhores… mas sem vozes a acompanhar.

Daniel Dantas

Ellie Goulding – Love Me Like You Do

Love me Like You Do fez parte da banda sonora do filme Fifty Shades of Grey e não passa de um irritante tema eletropop capaz de fazer lavagens cerebrais em tempo recorde.

Fifth Harmony – Worth It feat. Kid Ink

Depois de terem ficado na terceira posição do X Factor norte-americano, o coletivo feminino Fifth Harmony tomou de assalto os tops mundiais de música pop com um “I’m worth it” dito 33 vezes. Acreditem, não vale a pena.

Wiz Khalifa – See You Again feat. Charlie Puth (Furious 7 soundtrack)

Um tema ao nível da saga Fast and Furious. Dispensa comentários adicionais.