Jamie xx - In Colour

E os nossos álbuns do ano são…

Andamos, escolhemos, reviramos todos os apontamentos de 2015 e tudo aquilo que nos encheu o coração durante estes 365 dias. Algumas estreias, outras nem tanto, com mais ou menos álbuns portugueses à mistura, este ano deu frutos.  Uma seleção de álbuns feita pelos redactores de Música do Espalha-Factos, com os registos que não conseguiram largar, com uma ordem de importância ou dispostos de forma aleatória. Navega pelos slideshows e descobre os preferidos do ano.

Luís Pereira

O ano de 2015 foi muito produtivo para a (nova) música portuguesa. Moullinex tem vindo a ganhar fama internacional e leva o bem merecido primeiro lugar. Francis Dale não teve o reconhecimento que merece. O James Blake português lançou um dos melhores álbuns portugueses dos últimos anos. A fechar o pódio temos Benjamim, que deixou de ser Walter e regressou de Londres. Um top 10 do melhor que se fez em Portugal em 2015.

Menções honrosas:

GANSOGANSO

GalgoEP5

Modernos#2

Beatriz Rainha

Comecemos pela música nacional: a meu ver, quem ganhou o ano foi Márcia, com o melancólico e suave Quarto Crescente, um álbum mais introspetivo e uma pérola para os ouvidos. Num tom menos sério, A Viagem dos Capitães da Areia a Bordo do Apolo 70off record, o meu preferido desta lista – é a sorte grande d’Os Capitães da Areia e a narrativa cantada mais genial que alguma vez ouvi. Recomendo, sobretudo se tiverem saudades de um inspirador José Cid. Em suma, excelente contribuição para a música portuguesa.

Internacionalmente, a minha veia pop não me deixa de desligar de Marina and The Diamonds e o seu último álbum, Froot, que tantas vezes toca em loop no meu iPod. Destaque também para os Of Monsters and Men e para Beneath the Skin, o segundo álbum da banda que, na minha opinião, não tem tido a atenção que devia ter. As minhas descobertas do ano foram, sem dúvida, Patrick Watson comLove Songs for Robots e o magnífico Benjamin Clementine, com At Least For Now. É absolutamente imperativo ouvir estes dois senhores e não os perder de vista, especialmente nas próximas visitas a Portugal (quem espera desespera, como é o meu caso).

Telmo Romeu

O ano de 2015 foi sem dúvida bastante curioso em termos musicais com um misto de revelações e confirmações a chamar a atenção. De novos nomes destaca-se Magnifique dos Ratatat onde podemos ouvir o melhor estilo experimental que foi publicado nos últimos tempos. Sem surpresas foi a qualidade do novo álbum dos Tame Impala, Currents, que veio provar a capacidade de Kevin Parker em produzir excelente música independentemente do estilo escolhido. Uma incógnita que correu melhor do que quase todos estávamos à espera foi The Magic Whip dos Blur. É normal ficar reticente quando se trata de reuniões de bandas, mas este álbum bem maduro e fundamentado parece excelente mesmo comparado com os melhores trabalhos da mítica banda. Por fim, é necessário destacar as músicas de Natal lançadas pelos Radiohead e pelos LCD Soundsystem e que provam que muitas vezes não é preciso muito para nos deixar elétricos com as músicas de certos artistas. Feliz Natal, disseram eles!

João Patrício

2015 trouxe-nos imensos álbuns de qualidade, o que torna difícil a tarefa de escolher o melhor, o tal que me marcou. Por isso o melhor é mesmo ir por partes. No âmbito nacional, o primeiro álbum que me vem logo à cabeça é Voyager, o disco de estreia de Mirror People. Trata-se do mais recente projeto musical de Rui Maia, dos X-Wife. O disco oferece uma coleção de temas que se encontram num registo que de desdobra entredisco e o synthpop, relembrando os anos 80. A meu ver, é sem sombra de dúvida um dos melhores álbuns nacionais deste ano, senão o melhor.

No panorama musical assistimos ao lançamento do disco In Colour, deJamie xx. Um álbum tão bom quanto aquilo que todos esperavam. Os Disclosure mostraram que não são um “one-album wonder”. Caracal veio partir a loiça toda, com parcerias variadas e algumas até inesperadas! Por falar em inesperado, os Mutemath também deram que falar com Vitals. Com temas como Joy Rides ou Best of Intentions é impossível não ficar agarrado a este trabalho do grupo norte-americano.

Mesmo no remate deste ano, os The Dø mostram que ShakeShook Shaken, álbum lançado no ano passado, também deveria constar nalistagem de melhores álbuns deste ano. A 11 de dezembro, o grupo francês lançou um pequeno EP com o lado B do seu último disco. São apenas três faixas, mas se não fossem tão boas, não estariam obviamente aqui referidas.

Ricardo Silva

Pedro Miranda

Num ano que pertenceu inegavelmente a Kendrick Lamar, vale a pena destacar as estrelas que, por comparação, acabaram por empalidecer. Father John Misty proporcionou-nos um dos mais magnificamente orquestrados e expressivos momentos do ano, enquanto que Panda Bear mostrou-nos mais uma vez que vale a pena perder-se nas brumas do psicadelismo e, dos recantos mais extremos da música, os Death Grips continuam a desafiar o ouvinte do modo mais esdrúxulo concebível. Em território nacional, uma palavra de apreço por Tó Trips, sempre gracioso nas suas deambulações por influências tradicionais; às Pega Monstro, por um álbum de longa duração em iguais partes feroz e carinhoso; e ainda aos Galgo, pela enorme promessa que mostraram no seu EP de estreia.

Alexandra Silva

Isto das escolhas dos melhores discos ou disto ou aquilo é muito complicado, yada yada, toda a gente sabe. Opto por selecionar os discos que mais companhia me fizeram no ano que termina e em que muito claramente Benjamim Clementine será recordado aos netos-sobrinhos como aquele disco do ano de 2015. De resto, as coisas são mais ou menos óbvias e constam até das listas das publicações mui conceituadas, merecendo um lugar de destaque também a obra-prima puxa-lágrima de Sufjan Stevens. Chorar a morte com ele foi/é bonito e marcante demais. Resta-me sublinhar que a cena tuga esteve em grande mas estes foram os registos que me acompanharam mais vezes.

Daniel Dantas

Num ano que se avizinhava fértil em lançamentos de peso e que foi inexoravelmente liderado por Kendrick Lamar, também Grimes, Sufjan Stevens e Tame Impala  acabaram por não desiludir, solidificando as suas posições enquanto incontornáveis focos de interesse do panorama musical da atualidade.

Assistimos igualmente às agradáveis estreias de Jamie xx, depois do lançamento de We’re New Here e de diversos singles, Tobias Jesso Jr., com uma sonoridade capaz de nos remeter para o final dos anos 60 e os inícios da década de 70, e Ghost Culture, uma mescla dançável do britânico James Greenwood.

Falando de lançamentos portugueses em 2015, o álbum que mais apreciei foi o irrequieto HyperText, dos portuenses Holy Nothing.

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