Wishlist Natal

Natal 2015: a equipa de Música fez uma wishlist

É Natal e sabemos bem que pedir não custa. Equipa de Música que (obviamente) gosta de música tem sempre mais algum bilhete para concerto ou festival em vista… ou uma mão cheia de álbuns. Com mentes mais sonhadoras e outras mais realistas, lá chegámos a conclusões sobre o que é que queremos mesmo nesta época e fizemos uma wishlist de Natal.

Luís Pereira

  • At Least For Now (Deluxe Edition)Benjamin Clementine

Um dos melhores álbuns dos últimos anos – e atrevo-me a dizer das últimas décadas – faz parte da minha wishlist desde que o ouvi pela primeira vez. Deluxe porque tem a demo da The Movies Never Lie que me arrepia sempre. Sempre.

Benjamin Clementine
At Least For Now
  • Bilhete completo para as próximas dez edições do festival Glastonbury, com viagem e estadia incluída.
  •  O ponto dois também se aplica ao Coachella Paris visto que não será pedir muito.
  • Queria, por último, pedir aos senhores que tratam de convidar artistas que pudessem trazer os Alabama Shakes para o verão de 2016. Era porreiro da vossa parte. Ah, e Daughter. E Novo Amor. E Benjamin Clementine. Ninguém se farta de Benjamin Clementine.

Cátia Rocha

  • The Many Faces of Daft Punk – Um pack de três CDs em que há de tudo um pouco, desde influências da dupla, projetos paralelos e até aparições de alguns dos músicos que foram influenciados pelos Daft Punk? Claro que quero. Necessito, até.
  • Coluna Bluetooth Rapoo A300 – Preciso de actualizar as minhas colunas para algo com menos de dez anos. E que tenha Bluetooth, também, que é para poder ligar ao Spotify sem andar com demasiados fios. E também porque esta tem uma ligeira semelhança com os dispensadores de guardanapos dos cafés (mas isto sou só eu que penso), só vantagens.
Coluna Rapoo
Coluna Rapoo
    • Da Weasel: Ao vivo no Pavilhão Atlântico – Um pack de dois CDs e dois DVD que ando há demasiados anos para comprar. O registo do concerto no (ainda) Pavilhão Atlântico, em 2007, com os temas emblemáticos da Doninha. Tenho saudades, façam uma reunião, sei lá. Enquanto não acontece, contentava-me com esta prendinha.
    • Moleskine Music Journal – Gosto muito de música e de descobrir temas novos, daqueles que oiço até enjoar. Outra coisa de que gosto muito: colecionar cadernos e caderninhos, com mil apontamentos e derivados. Dois gostos juntinhos num só – uma moleskine que permite anotar isso tudo e muito mais, com separadores já preparados para o efeito. Para anotar aquele concerto que entrou para o top10, aquela cover que me apanhou de surpresa ou até o momento em que quase se chora quando a banda que queríamos ver há anos… está em modo serviços mínimos quando finalmente a vemos ao vivo.
    • Bilhete The Cure, no MEO Arena, 22 de novembro de 2016 – Podem esgotar todas as datas de Adele e Florence + the Machine que não me apoquento. Agora, se não houver bilhetes num futuro próximo para este concerto, já sou capaz de começar a indicar níveis de stress. Se bem que é uma lástima calhar numa terça-feira e não numa sexta…

Alexandra Silva

  • Pedir saudinha da boa significa também poder ouvir e descobrir muita música, ir a concertos e festivais e partilhar isso tudo com o mundo. Mas como o Natal é material, segue a lista de presentes que me podem cair no sapatinho que os recebo de bom grado…
  • Juntos de Sérgio Godinho e Jorge Palma: o CD e DVD do espetáculo que têm dado este ano país fora e que foi um dos momentos mais bonitos do último SBSR. Esta gravação, no Theatro Circo em Braga deve merecer bem a pena.
Juntos - Sérgio Godinho e Jorge Palma
Juntos – Sérgio Godinho e Jorge Palma
  • Ukelele: isto de gostar de música dá vontade de também trautear e até agarrar num instrumento jeitosinho com nome bonito e saber dedilhar três ou quatro coisas. O Lidl tinha um a 20 euros com livro e tudo. Acho que ao menos o Silent Night conseguiria sacar, não?
  • Mp3 água: como gosto de nadar, nada melhor que poder fazer piscinas ao som de umas malhas boas ou fazer de golfinho e aninhar-me no fundo do mar (uns 30 segundos) com uma xonice qualquer.
  • As palavras do Punk de Augusto Santos Silva e Paula Guerra: um livro sobre a cena punk tuga que me apetece mesmo ler.
  • Sufjan Stevens Carrie & Lowell: um dos meus discos do ano e que ainda não tive oportunidade de adquirir em formato físico. Ah, de caminho pode ser concerto dele numa sala pequena tipo Aula Magna (quem pede, pede o que quer; quem dá, dá o que pode…)
Sufjan Stevens - Carrie & Lowell
Sufjan Stevens – Carrie & Lowell

Gaspar Ribeiro Lança:

  • Vinil, Vinil, Vinil: depois de, no Natal passado, me ter sido oferecido um ‘gira-discos’, não largo a ideia de ouvir a voz de Lana Del Rey ecoar por todos os cantos do meu quarto enquanto o Vinil gira e gira e gira…
  • Bilhete Kodaline: estive a trabalhar no NOS Alive e, por isso, não pude acompanhar os concertos das primeiras horas, mas durante uma das pequenas pausas decidi deambular pelo recinto e… Apaixonei-me. Cheguei ao Palco Heineken na melhor altura possível, ouvi uma banda que não acompanhava de forma alguma (eu sei…) e fiquei apaixonado. Pela sonoridade, pelo ambiente fantástico, enfim, por tudo. Agora quero mais e de forma consciente. Quero estar no Coliseu dos Recreios quando tocarem a 6 de março.
  • Bilhete The National: tenho uma história com os Muse que, felizmente, ficou resolvida na última ida ao Passeio Marítimo de Algés (e será ainda mais remediada com o concerto em nome próprio). A dos National seria em tudo idêntica se não fosse mais recente. Resumindo: foram e são a banda que mais me acompanha ao longo dos semestres da licenciatura e vão voltar a Portugal. Desta vez, ainda que em forma de festival e no não adorado Atlântico, não posso perdê-los.

Ricardo Farinha

  • Kendrick Lamar – To Pimp A Butterfly marcou o ano musical (e não só) de 2015 e a sua versão em CD assentaria perfeitamente na estante onde guardo a coleção. O rapper está nomeado para 11 categorias nos Grammys, com um disco pouco ortodoxo e sem fórmula comercial, com (supostamente) arriscados instrumentais free-jazz e uma mensagem de consciência social e de luta pelos direitos e contra a injustiça social. Até o Presidente Obama considerou o tema How Much A Dollar Cost como o seu preferido de 2015. Um álbum de extrema importância nos tempos em que vivemos, com sonoridades clássicas mas mais atual do que nunca. Um must-have. O disco do ano.
  • Pearl Jam no NOS Alive 2016 (?): Eu sei, ainda não foi confirmado oficialmente pela Everything is New, mas tudo indica que a banda de Eddie Vedder regresse ao nosso país no festival que os viu partir em 2010, no mesmo Passeio Marítimo de Algés. E eu também estive lá a ver e a ouvir. Posso, sem dúvida, afirmar que foi um dos melhores concertos da minha (ainda jovem) vida, pelo que seria absurdo perder o retorno dos Pearl Jam a Portugal, meia dúzia de anos depois. Esperemos que sejam oficialmente confirmados brevemente!

  • Sublime Everything Under The Sun: Para quem desconhece, os Sublime foram/são uma banda da Califórnia que marcou os anos 90 e que fundia sonoridades como o reggae e o ska com o punk rock, passando pelo funk, pelo hip-hop, e pelo puro rock ‘n’ roll. Enfim, um caldeirão de sons que gosto de pensar que reflete o meu gosto musical q.b. eclético. O carismático frontman da banda, Bradley Nowell, faleceu em 1996, mas os outros membros da banda prosseguiram recentemente o grupo com uma nova digressão com um novo vocalista – daí a renomeação para Sublime with Rome (Ramirez) – e um novo álbum. O que eu desejaria para o Natal não é este recente disco, mas sim o sentimento nostálgico que advirá de Everything Under The Sun, uma compilação imensa de raridades, versões alternativas de músicas, e temas inéditos, dos originais Sublime, a minha banda favorita de sempre.

Daniel Dantas

    • Fã Pack Fnac Vodafone Paredes de Coura: A minha primeira vez no festival Paredes de Coura foi em 2011 e, desde então, não consegui falhar qualquer outra edição. Aquela semana do mês de agosto é sempre a mais feliz do ano. Quando recordo a beleza do rio Taboão, as subidas até à vila, as decidas até ao campismo, a relva do recinto, a boa música, os reencontros entre amigos e a agradável aragem que, em dias quentes, sopra ao cair da tarde, fico sempre nostálgico e ansioso pela próxima edição.
    • Radiohead em Portugal: Já passaram três anos desde a última passagem da banda de Thom Yorke por terras lusas, no Optimus Alive. Segundo Jonny Greenwood, a banda britânica já tem o sucessor de The King of Limbs praticamente acabado, restando apenas afiná-lo para o apresentar na tour mundial agendada para 2016. Estamos todos com saudades.

Beatriz Rainha

  • Crystal Fighters no NOS Primavera Sound: toda a gente sabe que ver a banda preferida apenas uma vez na vida não chega, portanto acho que não será pedir demais que os Crystal Fighters voltem a Portugal e, desta vez, à minha cidade – Lisboa é gira, mas o Porto é melhor!
  • Colunas: para todos aqueles que conduzem carros antigos e sem rádio, estamos juntos. Para todos aqueles que me querem dar uma prenda de Natal e não sabem o quê, umas colunas para ouvir a bela da playlist no carro são a chave. Por favor, façam-me feliz e deixem-me ouvir Capitão Fausto enquanto volto do supermercado.
  • Passe geral para o NOS Primavera Sound e o NOS Alive: sei que do primeiro festival ainda nem há confirmações, mas caso se mantenha na mesma onda da edição anterior, preciso desesperadamente; relativamente ao Alive, o cartaz deste ano é um sonho e como sou uma rapariga ambiciosa, quero logo dois festivais inteiros. Festivaleiro sonha (mas nem sempre concretiza)!

Photo credit: katerha via Visual hunt / CC BY

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