Scream Queens

Scream Queens 1×12 e 13: um final pouco surpreendente

A série de Ryan Murphy, Ian Brennan e Brad Falchuck que conquistou milhões por todo o mundo chegou final ao final da sua primeira temporada, com dois episódios no dia 8 de dezembro, intitulados Dorkus e The Final Girl(s). Scream Queens deu ao público um final que vai de encontro à série como um todo: uma miragem de tudo aquilo que poderia ter sido.

Durante a primeira hora, Pete (Diego Boneta) explica a Grace (Skyler Samuels) que fora chantageado pela equipa de assassinos, tendo então morto Roger (um dos gémeos da fraternidade The Dickie Dollar Scholars). Numa tentativa de pôr fim ao reinado de terror, Pete matou também Boone (Nick Jonas). O rapaz acrescenta que a verdadeira culpada é uma das jovens da irmandade Kappa Kappa Tau e, quando está prestes a revelar o seu nome, é assassinado pelo Red Devil. Já seria de esperar! Grace, por seu turno, consegue escapar.

Scream Queens

Após ter enviado um e-mail insultuoso a todos os estudantes, Chanel (Emma Roberts) é considerada a pior pessoa do mundo e perseguida pelos meios de comunicação social. A protagonista tenta cometer suicídio mas é encontrada por Zayday (Keke Palmer). As duas, por seu turno, são também atacadas pelo Red Devil, mas este revela ser apenas um entregador de pizzas contratado pela verdadeira assassina. O homem possui uma bomba e explode no meio da irmandade, à medida que as jovens se tentam salvar a si próprias.

Entretanto, Zayday e Grace convencem Wes (Oliver Hudson) a seduzir a directora Munsch (Jamie Lee Curtis), de modo a que elas possam assaltar o seu computador e descobrir informações acerca dos estudantes, numa tentativa de desmascarar a assassina. Enquanto isso, Chanel – acompanhada pelas suas duas serviçais – decide dirigir-se a casa de Melanie Dorkus (a antiga presidente da KKT, protagonizada por Brianne Howey) e pedir-lhe desculpa pelo acidente do bronzeador.

Os últimos minutos são uma montanha russa de acontecimentos. Chanel tenta, na verdade, matar Melanie, achando que ela é a assassina. Zayday e Grace interrompem o sucedido, dizendo que possuem provas de que a culpada é Hester (Lea Michele). No entanto, ao regressarem a casa, as jovens encontram Hester estendida no chão, com um salto alto espetado no olho, a qual aponta para Chanel nº5 (Abigail Breslin), acusando-a de ser o Red Devil.

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As explicações vêm então no último episódio, o qual nos revela a tão aguardada entidade. Num monólogo interior, Hester admite de facto ser a assassina. A jovem explica a sua estadia no manicómio, crescendo ao lado de Boone e de Gigi (Nesim Pedrad), planeando a sua vingança à KKT. Após roubar um colar cervical e falsificar os seus documentos, Hester entra na universidade e adopta o fato de Red Devil, dando início ao seu reinado de terror.

Hester espetou o salto alto no seu próprio olho e, após ser tratada no hospital, regressa à irmandade com o intuito de atirar as culpas para outra pessoa. Denise (Niecy Nash), agora chefe da polícia, assiste ao desenrolar acção, à medida que Hester apresenta provas aparentemente convincentes que indicam que Chanel, Chanel nº3 (Billie Lourd) e Chanel nº5 trabalharam juntas nos homicídios. As nossas três protagonistas favoritas são então presas.

Seis meses depois, em maio de 2016, a universidade está novamente em paz. Wes e Munsch decidiram apostar numa relação séria, bem como Chad (Glen Powell) e Denise. A directora Munsch confessa a Hester que sabe que ela é a culpada, mas quando a jovem exerce chantagem, ameaçando revelar o facto de que ela cobrira a morte de 1995 e assassinara o seu ex-marido, ambas decidem enterrar o assunto.

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Zayday, Grace e Hester reabram a irmandade e aceitam novas jovens para a KKT. As três Chanels, por seu turno, são condenadas a passar o resto da vida no manicómio, o qual elas descobrem ser o sítio indicado para si. Chanel torna-se presidente do manicómio (há que continuar o legado!), Chanel nº3 inicia uma relação homossexual e Chanel nº5 torna-se emocionalmente estável. A temporada é fechada com Chanel na sua cama, sendo atacada uma última vez pelo Red Devil. Uma cena, no mínimo, confusa.

Há muito a dizer sobre este final de Scream Queens e temo que sejam poucas as coisas boas. Em primeiro lugar, a escolha de Hester para o papel de Red Devil foi mais do que óbvia. Após matarem 80% do elenco ao longo da temporada, os criadores cometeram o erro de afunilarem as suas possibilidades e não seria então difícil chegar a esta conclusão. Para além disso, metendo Boone, Gigi e Pete na equipa de assassinos, Hester pareceu ser apenas “só mais uma“. Não é possível ter impacto enquanto serial killer se entretanto já foram revelados outros três assassinos.

De um modo geral, estes últimos episódios foram extremamente mal executados. A forma como Hester se revelou (em monólogo) e conseguiu atirar as culpas para as outras três foi ridícula, e conseguiu diminuir ainda mais o seu estatuto enquanto serial killer. Teria sido mais interessante ver, de facto, a jovem ser desmascarada perante os estantes protagonistas.

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As combinações Wes/Munsch e Chad/Denise, tal como muitas outras coisas na série, não fazem qualquer sentido. A única coisa boa a retirar no meio de isto tudo é o desenlace das três Chanels, as quais se mantiveram íntegras e acabaram como começaram: unidas e hilariantes. Elas as três são o único aspecto para o qual os fãs podem olhar, recapitulando toda a temporada, e ver que toda a sua história foi bem construída.

Em suma, o final de Scream Queens, tal como o resto da temporada, pouco surpreendeu. Uma revelação altamente previsível e um episódio mal construído equivalem ao que a série representou desde o início: desilusão. Resta saber se aquela última cena com Chanel e o Red Devil serviu apenas para despedida ou se significa algo para uma possível segunda temporada.

NOTA: 5/10

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