Se há lotaria que todo o amante de Música segue atentamente é o Discovery Weekly do Spotify. A equipa do Espalha-Factos não é excepção e, mais uma vez, esta semana, apresenta-nos as escolhas do acaso do algoritmo do Spotify. Para diversificar um pouco, calhou-me a mim, mente musical dos Recursos Humanos do EF, partilhar as minhas escolhas.

Capicua – Sereia Louca (2014)

Logo para começar, o Spotify presenteou-me com Capicua. Hip Hop não é a minha primeira escolha de género musical, mas existe qualquer coisa na voz característica dela que me deixa rendida. Goste ou não se goste, é impossível negar o talento evidenciado em Sereia Louca, por exemplo, por versos como “Eu tenho um búzio que me diz coisas estranhas ao ouvido“. Mais do que música, são as palavras que a tornam tão especial.

Bosco Rogers – The Middle (2014)

Bosco Rogers é daquelas banda que ainda nem entrada na Wikipedia tem, mas que já conseguem marcar pela diferença. The Middle tem uma sonoridade que faz lembrar facilmente uma cena de um filme numa praia. Toda a canção é soalheira e remete-nos rapidamente para férias.

Blues Pills – High Class Woman (2014)

Sabem aquelas bandas de que vocês nunca ouviram e dão graças por existirem coisas como o Discover Weekly? Obrigada, a sério. Ouvir bandas a fazer rock psicadélico e blues à anos 60 e 70, em 2015, é igualmente refrescante e nostálgico. Fiquei fã! Fui espreitar mais um pouco, e, do mesmo álbum, recomendo também Jupiter e River. Não querendo ser spoiler, mas a High Class Woman esconde um solozinho na guitarra que vai agradar bastante aos fãs do género.

São a minha descoberta da semana.

Nine Inch Nails – Somewhat Damaged (1999)

Não diria que esta escolha seja uma descoberta, mas Nine Inch Nails é Nine Inch Nails. E The Fragile tem um lugar especial guardado em mim. Somewhat damaged é, não tendo melhor descrição possível, colocar Álvaro de Campos em música.

S.C.U.M. – Whitechapel (2011)

Na primeira vez que a ouvi nem gostei muito, mas estou rendida à terceira vez, principalmente com o trabalho de Huw com o baixo. Esta música em particular relembrou-me Moby, mas S.C.U.M. tem influências no Art Rock e no psicadélico que lhes dão uma sonoridade muito singular.