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Comic Con Portugal 2015 – Dia 2: o fã por trás da máscara

O segundo dia da Comic Con Portugal apresentou-se com um ritmo muito mais movimentado em relação ao dia anterior. Apesar do adiamento do painel de Teen Wolf, o dia não deixou de ser animado, com destaque para as presenças de John Noble, Cameron Boyce e algumas das mentes por detrás do filme O Principezinho.

O Principezinho: um filme com uma mensagem intemporal

Com a perspetiva do filme que não só reconta uma das histórias mais amadas de sempre como ainda a expandiu, o Espalha-Factos esteve à conversa com o realizador Mark Osborne, o argumentista Bob Persicheti e com o ator português Paulo Pires, que no filme faz a voz da Raposa. Para o realizador, inicialmente a ideia de fazer do livro um filme era algo “impossível“.

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O EF esteve à conversa com Mark Osborne, Bob Persichetti e Paulo Pires que nos revelaram vários detalhes sobre “O Principezinho”

A história com que o filme começa surgiu da ideia de criar uma algo maior sobre as experiências de uma das personagens, mais especificamente do Aviador. Mark salientou-nos ainda que o filme surgiu da ideia de preservar a história original e partir daí para criar uma adaptação que visasse manter a ideia original e ao mesmo tempo expandi-la.

Por sua vez, Paulo Pires afirmou-nos que o livro foi muito especial para si ao longo do seu crescimento, pelo que o convite para interpretar a Raposa foi uma “honra”, já que a personagem é para o ator como um sinónimo de sabedoria. Revelou-nos que também partilhou a experiência com a sua filha mais velha, que primeiro achava o livro “aborrecido“. No entanto, tanto a sua filha como a esposa já foram ver o filme, tendo a segunda ficado comovida.

Na companhia de: Cameron Boyce, Leonel Vieira e John Noble

O Espalha-Factos teve também a oportunidade de partilhar o mesmo espaço com alguns nomes ilustres da cultura pop nacional e estrangeira. A estrela da Disney Cameron Boyce, o realizador português Leonel Vieira e o ator norte-americano John Noble marcaram presença no segundo dia da Comic Con Portugal.

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Cameron Boyce é Carlos em “Os Descendentes”.

Cameron Boyce tem uma boa parte da sua carreira na Disney, sendo um dos protagonistas do filme Os Descendentes, no qual interpreta Carlos, filho da famosa vilã Cruella De Vil. Sobre a sua personagem, Cameron revelou que até ao momento foi a que mais gostou de fazer, apreciando não só o desenvolvimento dado à sua personagem mas também a ideia de continuar as histórias clássicas. A sua “mãe”, coincidentemente, é uma das suas vilãs favoritas do universo Disney, não descurando de Jaffar, de Aladdin, e da Rainha Má, de Branca de Neve e os Sete Anões.

O basquetebol é uma das suas maiores paixões, sendo Kobe Bryant uma grande inspiração pessoal. No caso de atores, Cameron aprecia Johnny Depp pela sua capacidade de interpretar qualquer papel. Também a Marvel é algo pelo qual o jovem ator mostra ter admiração, admitindo que gostaria de interpretar o Homem-Aranha.

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O realizador Leonel Vieira e o argumentista Tiago Santos são dois dos responsáveis pelo remake de “O Leão da Estrela”

O realizador Leonel Vieira e o argumentista Tiago Santos juntaram-se não só para falar do remake do clássico Leão da Estrela, mas também para dar uma impressão pessoal do cinema português.

Leonel revelou que a intenção não era de fazer uma “nova versão” mas sim fazer uma homenagem ao original, ao mesmo tempo que era feito um filme completamente novo. O realizador salientou que foi necessário comprar os direitos dos três filmes (O Pátio das Cantigas, O Leão da Estrela e A Canção de Lisboa) se quisessem que a trilogia criasse uma “marca” por forma a que o público português soubesse o que estava a ser planeado.

Durante a conferência também se discutiu a situação relativa ao cinema português. Do ponto de vista do realizador, um dos principais problemas é o facto de existir uma grande parte da audiência que acha que o cinema português “deve ser apenas um género“. No entanto, esta arte em Portugal começa a revelar uma maior pluralidade desde o ano passado. Leonel relembra também que o nosso país não precisa de se comparar com os Estados Unidos nessa indústria, sendo a função do cinema a de “revelar uma sociedade como cultura”. Por sua vez, Tiago Santos também deixou o seu ponto de vista relativamente ao tema, achando que o cinema português não deve ser “visto como uma peça de museu na qual não se pode tocar“.

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John Noble é reconhecido pela sua participação no terceiro filme da saga “O Senhor dos Anéis”, bem como pela sua participação em Fringe

Por fim, não podíamos deixar de referir o ator John Noble, cujo carisma é um contraste com várias das personagens que interpreta. O ator participou em vários projetos dentro dos géneros de fantasia e sci fi, tendo revelado que aquilo que o atrai para um determinado papel é a sua história. John também admitiu preferir representar em séries televisivas pelo ritmo mais “rápido” que se nota em relação ao de um filme.

John descreveu-se como sendo um homem muito “prático” e pouco “nerd“, apesar de admitir não gostar de rotular pessoas. Além disso, o ator admitiu que compreende as suas personagens de um ponto de vista humano, entre as quais Denethor, de O Senhor dos Anéis, uma personagem que descreveu como sendo “trágica“. Além de referir a complexidade da relação “pai-filho” entre Denethor e Faramir, também aludiu à mesma relação visível em Elementar (mais especificamente entre Sherlock Holmes e o seu pai, interpretado por John).

Várias das questões focaram-se na série Fringe, que, segundo o próprio ator, está a ter um impacto e popularidade maiores agora em relação à altura na qual a série estava a ser feita. Relativamente a projetos em que gostaria de entrar, John admitiu interessar-lhe a possibilidade de trabalhar em Homeland.

Comics e autores portugueses

Também os artistas envolvidos no campo da banda desenhada e da literatura marcaram presença ao longo deste segundo dia. No painel da “Comics e literatura“, estiveram o ilustrador Eduardo Risso e o argumentista Brian Azzarello. No que toca à literatura, vários fãs do género fantástico tiveram oportunidade de conhecer e conversar com os autores portugueses Filipe Faria e Sandra Carvalho.

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Eduardo Risso e Brian Azzarello lançaram recentemente a banda desenhada “Batman Noir”

Eduardo Risso, um ilustrador argentino prestigiado que já deu forma a muitas obras de banda desenhada como o premiado 100 Bullets, juntou-se este ano no painel com o argumentista Brian Azzarello que, para além de ter colaborado na mesma, também participou na elaboração de algumas histórias da DC Comics e Vertigo. Neste painel, ambos apresentaram o seu mais recente trabalho, Batman Noir, uma produção a preto-e-branco, cujo traço e apresentação poderão lembrar a obra de Frank Miller, Sin City.

O dia de hoje foi também marcado com a sessão de autógrafos dos autores Filipe Faria e Sandra Carvalho, dois escritores de literatura fantástica que aproveitaram para promover as suas mais recentes obras, A Alvorada dos Deuses (Filipe Faria) e O Olhar do Açor (Sandra Carvalho).

Cosplay: “Be Whatever you Want”

Durante o segundo dia, algo que se notou em peso foi a enorme quantidade de cosplayers que desde cedo começaram a percorrer o recinto. Filmes, comics, animes e séries são algumas das inspirações por detrás de muitos dos fatos com que nos fomos cruzando. Alguns verdadeiramente impressionantes, outos optando pela simplicidade. O Espalha-Factos reuniu para ti uma compilação com alguns dos fatos que encontrámos ao longo do dia.

Artigo elaborado por Sara Sampaio e Tiago Costa

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