Vitals

“Vitals”, o novo e estonteante álbum dos Mutemath

Nem sempre temos a oportunidade de assistir ao lançamento de um novo álbum dos Mutemath, mas quando isso acontece, sabemos que algo de muito bom está a caminho. Vitals foi lançado no passado dia 13 de novembro pela sua própria editora, Wojtek Records. Neste disco, o grupo de Paul Meany subiu a parada mostrando uma autêntica revolução no registo musical da banda. A mudança nem sempre pode ser vista como positiva quando a banda mantém uma certa sonoridade durante alguns anos, mas esta renovação é, sem dúvida, muito bem-vinda.

Os Mutemath não poupam os seus fãs e arrancam em grande com o tema Joy Rides. Numa explosão de sintetizadores e um ritmo que não deixa ninguém indiferente, Vitals começa da melhor forma! É o suficiente para deixar o ouvinte agarrado por mais alguns minutos. Se o disco começa desta forma, certamente que trará muito mais deste novo género synthpop.

Basta ouvir a faixa seguinte para reparar que os Mutemath procederam a uma autêntica mudança no seu registo. Os apontamentos eletrónicos e o refrão num estilo indietrónico de Light Up são sem dúvida grandes novidades.

Eis que chegamos ao primeiro single deste VitalsMonument é provavelmente uma espécie de regresso às raízes, com o tom do rock mais aguçado. A este ponto os Mutemath demonstram inovação sem esquecer de onde vêm. É um tema que, por momentos, faz lembrar o tom alegre dos We Trust.

All I See retoma o psicadelismo dos Mutemath em registos anteriores. É a faixa mais calma do alinhamento, ao lado de Composed, que conta com um arranjo de sintetizadores bem 80’s style. Ao fim de dois minutos a música entra num crescendo e transporta o ouvinte para um local algures no universo, onde o tempo e o espaço já não importam.

https://youtu.be/IssA04rI6LQ

A faixa homónima é aquela que se destaca por duas razões: ou por ser muito boa, ou por ser muito má. Felizmente, ao som de Vitals, pode-se afirmar que estamos perante um ponto alto do disco. O rock alternativo entrelaçado com o synth pop faz centrar as atenções e o favoritismo do ouvinte nestes magníficos três minutos e 58 segundos.

Depois da calma de Composed Used To, os Mutemath voltam a atacar com Best Of Intentions. O ritmo dançante ao estilo Daft Punk tem tanto de bom como de entediante.

Ao som de Bulletproof ouvi um pouco de Ratatat, Jupiter e The Dø. Esta é provavelmente a faixa instrumental que serve de interlúdio à reta final de Vitalscomposta por Safe If We Don’t Look DownRemain.

A palavra de ordem neste Vitals é mesmo Inovação. Os Mutemath conseguiram superar-se e fazer qualquer ouvinte render-se ao seu encanto musical. É sem dúvida um disco que se destaca nos lançamentos de 2015. Melhor não seria de esperar.

Ouve já Vitals na íntegra:

Nota Final: 9,5/10

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