O novo episódio de American Horror Story Hotel foi bastante diferente dos anteriores desta temporada, concentrado-se nas raízes da Condessa (Lady Gaga) e na forma como ela se tornou aquilo que é hoje. O episódio, intitulado Flicker, estreou no canal FX no dia 18 de Novembro.

A renovação do Hotel Cortez progride a olhos novos sob o comando de Will Drake (Cheynne Jackson). No entanto, o projecto depara-se com um entrave ao encontrar uma parede de ferro. Will ordena que a parede seja demolida. Quando dois trabalhadores se aventuram pelo misterioso corredor, duas criaturas surgem das trevas, matam-nos e alimentam-se do seu sangue.

Rapidamente somos transportados para o universo dos filmes mudos, em Hollywood no ano de 1925. A Condessa, ainda uma criatura frágil e mortal, apaixona-se por Rodolfo Valentino – protagonizado por Finn Wittrock, o qual, como sabemos, também interpreta Tristan. É bom que haja uma explicação plausível para isto e que não seja apenas uma desculpa para manter Finn na série. Os amantes depressa se envolvem numa relação a três com a esposa de Rodolfo, Natacha (Alexandra Daddario).

American Horror Story Hotel x07

A Condessa assiste à abertura do Hotel Cortez e recebe a notícia de que Rodolfo falecera. Prestes a cometer suicídio, a protagonista é salva por James March (Evan Peters). Elizabeth acredita que a única forma de curar o seu luto é tentando encontrar um novo amor, casando então com March e ficando gradualmente atraindo pelos seus fetiches obscenos, os quais envolvem sexo violento e homicídio.

Mas como o destino faz questão de pregar partidas quando menos esperamos, Elizabeth descobre que Rodolfo e Natacha estão ambos vivos. Rodolfo explica que conhecera F.W. Murnau, realizador do filme Nosferatu – tanto o realizador como o filme são entidades verídicas, já agora. Murnau fora o possuidor original do vírus que transforma as pessoas em imortais sedentas de sangue, transmitindo-o a Rodolfo de modo a preservar o seu estatuto de estrela de filmes mudos, o qual por sua vez o transmitiu a Natacha.

Enquanto isso, no tempo presente, John (Wes Bentley) decide registar-se num hospício, acreditando que está a ter um colapso nervoso. Embora ele tenta sublinhar os acontecimentos do Assassino dos Dez Mandamentos, ninguém acredita nele. No hospício, John conhece Wren, umas da crianças vampirescas que pertence ao grupo de “filhos” da Condessa. Wren explica que Elizabeth a transformara em 1986, após ter sido abandonada pelo pai.

American Horror Story Hotel x07

De volta a 1925, James March descobre que Elizabeth se envolvera novamente com Rodolfo e Natacha, tendo recebido o vírus através deste. Como forma de vingança, decide prender as duas estrelas de cinema no seu hotel – daí os cadáveres que vimos no início. Rodolfo e Natacha, agora soltos, recuperam a sua juventude bebendo sangue até não conseguirem mais e dão o seu primeiro passo no mundo moderno.

No final do episódio, Wren explica que estivera presente em vários dos homicídios do Assassino dos Dez Mandamentos, tendo ajudado o culpado por estar, de alguma forma, relacionada a ele. John tenta salvar a criança, convencendo-a de que não possui qualquer culpa, mas esta entrega-se aos remorsos e comete suicídio, atirando-se para a frente de um camião em andamento.

O novo episódio de American Horror Story teve de bom tanto quanto teve de confuso. Foi interessante perceber a história inicial da Condessa e a sua relação com James March, ao mesmo tempo que é prestado um tributo à época dos filmes mudos de Hollywood. Mas como raio está Finn Wittrock a interpretar duas personagens completamente opostas? E porque razão é que Wren, no meio de tantas crianças vampirescas, seria responsável pelos homicídios actuais? Quando pensamos que recebemos respostas, apenas ficamos com mais perguntas.

NOTA: 6/10