Foi ontem a cerimónia de entrega e revelação dos Portugal Festival Awards de 2015, no Cinema São Jorge, em Lisboa, uma cerimónia apresentada por Diogo Dias e Luísa Barbosa e com transmissão em direto na Fuel TV.

Ambiente geral no Cinema São Jorge, durante o intervalo da cerimónia.

Ambiente geral no Cinema São Jorge, durante o intervalo da cerimónia.

O Vodafone Paredes de Coura dominou os resultados – tanto em categorias votadas pelo público, quer pela decisão do júri – ao vencer o prémio de Melhor Festival de Grande Dimensão e de Melhor Cartaz, além de outras categorias como Melhor Campismo e Melhor Festival Não Urbano.

João Carvalho, da Ritmos, a organizadora do festival, disse em palco, ao receber os prémios, que Paredes de Coura tem um “campismo mágico”, que “é sempre mais difícil fazer [um festival] fora dos grandes centros”, classificou como “uma vitória de um grupo de amigos [que organiza o festival há mais de 20 anos]”, e repetiu por diversas vezes quando recebeu os prémios: “É justo”.

João Carvalho recebe o prémio das mãos de Hélio Morais, músico dos Linda Martini e PAUS.

João Carvalho recebe o prémio das mãos de Hélio Morais, músico dos Linda Martini e PAUS.

Ao receber o prémio de Melhor Cartaz, ainda sem estar à espera de vencer o prémio Melhor Festival de Grande Dimensão, João Carvalho dedicou o prémio às vítimas do atentado de Paris no Bataclan, momento em que assistiam a um concerto dos Eagles of Death Metal, uma banda que, recordou o organizador, já passou por Paredes de CouraJoão Carvalho aproveitou ainda para classificar de “péssimo jornalismo” alguns artigos da comunicação social portuguesa sobre a banda norte-americana.

Mas também o NOS Alive foi condecorado com vários prémios: Melhor Festival Urbano, Contribuição para o Turismo, Melhor Comunicação e Melhores WCs foram categorias cujos prémios a Everything is New, promotora do NOS Alive, levou para casa. Além destes, a Melhor Atuação ao Vivo de um Artista Internacional, escolhida pelo júri, foi o concerto dos Muse no NOS Alive deste ano.

No conjunto das três edições dos Portugal Festival Awards, a NOS já arrecadou 18 estatuetas, sendo a marca com mais distinções nesta iniciativa anual. Além do NOS Alive, também o NOS Em D’Bandada recebeu ontem um prémio: Contribuição para a Divulgação da Música Portuguesa.

Pedro Esteves, jornalista do Observador e jurado, a revelar o vencedor de um prémio.

Pedro Esteves, jornalista do Observador e jurado, a revelar o vencedor de um prémio.

Pedro Esteves, jornalista do Observador e membro do júri, em declarações ao Espalha-Factos, diz que “a tendência que se observa de ano para ano é na melhoria das condições de logística dos festivais” portugueses. O jurado dos Portugal Festival Awards considera que os festivais estão a apostar no “detalhe”, na melhoria da alimentação e dos sistemas sanitários, “aquelas coisas pequenas que melhoram a qualidade e a experiência de quem vai ao festival”. “Tu vais para um festival, vais para ouvir música, mas se conseguires comer bem, se circulares bem, se não demorares 2 horas a arranjar um lugar para o carro…”, explica o jornalista do Observador.

Pedro Esteves considera que os “grandes [festivais] são um exemplo para os pequenos” mas que “os grandes também têm muito a aprender com os pequenos”.

Em relação às suas expetativas para os festivais em Portugal em 2016, o jornalista relembra um dado importante: “Em 2016 há Rock in Rio. Vamos ter cá bons artistas, não sei se vêm os [Rolling] Stones ou não, mas eles têm muito dinheiro e trazem sempre bons artistas”. “Acho que cada ano que há Rock in Rio a coisa mexe um bocado”, referindo-se à competitividade com o NOS Alive. “Acho que vamos ter sorte, como eles vão ter de batalhar uns com os outros, vamos ter bons artistas. 2016 vai ser um bom ano nesse aspecto”, acrescenta ainda.

Noutras categorias, mais uma vez, o Melhor Festival Académico, votado pelo público, foi a Queima das Fitas de Coimbra; o Melhor Micro-Festival foi o Indie Music Fest; o Melhor Festival de Pequena Dimensão foi o Milhões de Festa, cujo responsável aproveitou a entrega do prémio para homenagear todos os produtores de pequenos festivais, o que recebeu uma ovação de um Cinema São Jorge esgotado; o Melhor Festival de Média Dimensão foi o Bons Sons, de Cem Soldos; e a Melhor Atuação ao Vivo de um Artista Nacional foi para os Diabo na Cruz.

Diabo na Cruz e a sua equipa técnica recebem o prémio no palco do São Jorge.

Diabo na Cruz e a sua equipa técnica recebem o prémio no palco do São Jorge.

A terceira edição dos Portugal Festival Awards contou uma vez mais com concertos dos nomeados para Artista Revelação Nacional – Atuação ao Vivo. O público, os parceiros e os nomeados assistiram ao vivo a interpretações de temas das Golden Slumbers, Isaura, Thunder & Co, Duquesa e Da Chick, artista que venceu o prémio. A orquestra The West European Symphony Orchestra acompanhou todas as atuações.

Atuação de Da Chick, durante a cerimónia.

Atuação de Da Chick, durante a cerimónia.

Em declarações ao Espalha-Factos, a organização dos Portugal Festival Awards faz um balanço “bastante positivo”, pois “a sala encheu e as pessoas estão satisfeitas”. Para o ano, esperam “continuar a crescer, ter mais festivais a concorrer e mais pessoas a votar”, além de considerarem que este ano de festivais em Portugal “foi incrível, correu muito bem, com muitos festivais a esgotar”.

AMB-1

Lista completa de prémios e vencedores
Votadas pelo público:

Melhor Festival Académico
Queima das Fitas de Coimbra

Melhor Festival Não Urbano
Vodafone Paredes de Coura

Melhor Festival Urbano
NOS Alive

Melhor Micro-Festival
Indie Music Fest

Melhor Festival de Pequena Dimensão
Milhões de Festa

Melhor Festival de Média Dimensão
Bons Sons

Melhor Festival de Grande Dimensão
Vodafone Paredes de Coura

Melhor Campismo
Vodafone Paredes de Coura

Melhor Atuação Ao Vivo – Artista Revelação Nacional
Da Chick

Melhor Atuação ao Vivo – Artista Nacional
Diabo na Cruz

Melhor Atuação Ao Vivo – Artista Internacional
Muse (no NOS Alive)

Melhores WCs
NOS Alive

 

Votadas pelo júri:

Festival mais sustentável
Andanças

Melhor Comunicação
NOS Alive

Melhor Ativação de Marca
Vodafone (no Paredes de Coura)

Contribuição para o Turismo
NOS Alive

Contribuição para a Divulgação da Música Portuguesa
NOS Em D’Bandada

 

Melhor Cartaz
Vodafone Paredes de Coura

Fotografia: Catarina Veiga