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Crítica: O rock ‘n’ roll dos portugueses The Walks

Foi neste pós-Verão de 2015 que os The Walks se estrearam em álbuns de longa-duração com Fool’s Gold.

A banda, com raízes em Coimbra e em Lisboa, apresenta um rock ‘n’ roll puro, com influências de outra era, talvez da década de 70, mas bem gravado e com um toque de modernidade e de ‘garagem’ que bandas estrangeiras como os britânicos The Subways, por exemplo, acrescentaram neste milénio.

Fool’s Gold segue uma linha consistente ao longo das faixas por que é composto e que é especialmente recomendado por quem vos escreve para quem gosta e aprecia um bom álbum de rock ‘n’ roll. Sem meias medidas. Apenas good ol’ rock ‘n’ roll.

O ouvinte dá por si a acompanhar os refrões cantados por John Silva ou a praticar air guitar com os riffs e solos de guitarra enérgicos de Miguel Martins e Nelson Matias.

É um disco de sonoridade alegre, melódico, com um groove positivo e animado, temperado com soul ou música mais funky – oiça-se o saxofone e o trombone – aliado à força e pujança do rock.

Apesar de a sonoridade dos The Walks não ser propriamente nova no mundo, é, sem dúvida, inovadora em Portugal. Apesar de ser considerado um país do rock, pelo menos até há alguns anos, as bandas de rock portuguesas sempre adotaram sonoridades diferentes e alternativas – desde o mais sinfónico ao mais melancólico – a este rock ‘n’ roll clássico que os The Walks resgataram e trouxeram para Portugal.

O single Clockwork tem rodado bastante na Antena 3. A cidade do Porto recebe os The Walks na Cave 45 no próximo sábado, 14 de novembro, dia em que prometem dar tudo em palco com o seu rock ‘n’ roll enérgico.

E recomenda-se. O rock está vivo, e não é só lá fora! Rock ‘n’ roll puro e duro escrito e cantado em inglês mas bem feito em Portugal e por portugueses. São os The Walks.

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