O novo episódio de Heroes Reborn – exibido original no canal NBC e em Portugal no SyFy -, intitulado June 13th Part Two, estreou no dia 5 de novembro e veio concluir os eventos do famoso dia 13 de junho em Odessa, dando ao público as respostas às perguntas que temos tido desde o início da série.

O episódio começa após a explosão na convenção de Evos, onde Erica (Rya Kihlstedt) faz uma declaração pública atribuindo as culpas a Mohinder Suresh (Sendhil Ramamurthy) e aos Evos em geral (humanos com habilidades especiais).

O Noah do futuro (Jack Coleman) dá um tiro na perna de Erica, sendo interrompido pelo Noah do passado, bem como por Quentin (Henry Zebrowski), que interroga Erica acerca do paradeiro da sua irmã, Phoebe (Aislinn Paul).

Em 1999, Angela (Cristine Rose) e Hiro (Masi Oka) estão presos com os gémeos recém-nascidos de Claire. Angela apercebe-se que um dos bebés, Nathan, herdou a habilidade da família Petrelli de absorver os poderes dos outros – tendo absorvido primeiro o de Claire, causando a sua morte, e agora o de Hiro. No entanto, a criança apenas pode ter um poder de cada vez. Assim, Angela decide que os bebés devem ser criados em separado, encarregando-se ela própria de Malina e deixando Hiro a tomar conta de Nathan.

Hiro

O Noah do passado é raptado por Harris (Cle Bennett) e assistimos ao regresso de mais um antigo herói: Matt Parkman (Greg Grunberg)! Matt trabalha para Erica e utiliza a sua habilidade de ler as mentes das pessoas para obter respostas de Noah. Ainda assim, Caspar (Pruitt Taylor Vince) surge e salva o dia – Caspar é daquelas personagens que parece andar lá a passear de um lado para o outro e, sinceramente, ainda não percebi a sua relevância na história.

Carlos (Ryan Guzman) torna-se um herói de graça, tomando os lucros pelas ações da sua namorada, Farah (Nazneen Contractor), que decide abandoná-lo e mudar de cidade de forma a esconder os seus poderes. Dirige-se então a Angela e agora percebemos o porquê de ela, no início da série, estar encarregue de Malina.

Hachiro Otomo (Hiro Kanagawa), após prender Hiro no jogo Evernow, apercebe-se do erro que cometeu e cria uma personagem capaz de o salvar, de modo a travar o plano de Erica – e é daí que nasce a adorada Miko (Kiki Sukezane). Agora que já estamos esclarecidos em relação a este ponto, quero dizer que, ou eu muito me engano, ou Miko já deu o que tinha a dar na série.

O Noah do presente, com a ajuda de Molly (Francesca Eastwood), consegue localizar Hiro e encontra-o 16 anos mais velho e pai adotivo do jovem Nathan (agora um adolescente). Heroes Reborn está a começar a criar umas narrativas e umas árvores genealógicas complicadas de acompanhar. Nathan é filho de Claire e filho adotivo de Hiro? Acho que ninguém previu isto.

Heroes-Reborn-June-13-Part-Two-Joanne

Nathan e Noah viajam até Angela e esta diz que o jovem não pode conhecer a sua irmã para não absorver o poder dele – o que é estranho, porque ele esteve ao pé de Angela e de Molly e não aconteceu nada. Uma falha que salta ao olho. Angela avisa Noah que teve um sonho acerca de uma catástrofe em Odessa, onde os gémeos estarão presentes perto de uma torre de relógio que marca exatamente 11:53. Este evento parece ser importante, já que o título do décimo episódio é 11:53 To Odessa.

Nathan envia Noah de volta ao seu tempo e separa-se de Hiro. Caspar apaga-lhe as memórias, daí o jovem até agora não se lembrar de nada acerca da sua família. Enquanto isso Quentin encontra Phoebe, e Luke (Zachari Levi) e Joanne (Judith Shekoni) começam o seu reinado de terror a matar Evos – mais dois que não fazem nada senão assassinar, acrescentando pouco ou nada à série.

O episódio termina com Noah voltando ao tempo presente, onde encontra Quentin vivo, contando-lhe tudo acerca dos gémeos. Tanto Noah como o público levam uma facada nas costas ao ver que Quentin trabalha agora para Erica e decide transmitir-lhe a preciosa informação.

O novo episódio de Heroes Reborn foi uma dor de cabeça, na medida em que apresentou uma montanha russa de histórias, explicações e emoções. Finalmente foram limadas todas as arestas que a série criara até agora e foi um prazer ver os novos heróis reunidos com os antigos da série original.

Há personagens que, de facto, já tiveram o seu tempo de antena e precisam urgentemente de abandonar o palco, tal como Luke, Joanne e Caspar. Mas posso dizer que se os próximos episódios forem como os dois últimos, a série está num bom caminho.

NOTA: 8/10