A quinta instalação de American Horror Story estreou o seu quinto episódio no dia 4 de novembro, no canal FX, intitulado Room Service, e, à semelhança do que tem vindo a acontecer ao longo de toda a temporada, foi uma hora repleta de sangue e clichés onde a história pareceu ser pouca ou nenhuma.

O episódio começa começa com Alex (Chloë Sevigny) no hospital, sedenta de sangue e encarregue do caso de Max Ellison, um rapaz que se encontra às portas da morte. A médica decide salvá-lo, alimentado-o com o seu sangue e transformando-o igualmente num vampiro. Tal não foi o seu erro.

No dia seguinte, durante uma festa de Halloween na sua escola primária, Max – agora completamente recuperado – decide transformar os seus colegas de turma em vampiros e as crianças lançam um reinado de terror na escola ao matar professores e funcionários. A polícia é chamada ao local e convence-se de que o ataque foi obra de um maníaco que entretanto escapou. O novo clã de jovens vampiros sai ileso da situação.

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Iris

Há que apreciar o facto de esta temporada de American Horror Story se concentrar bastante num elenco infantil, algo que raramente vemos em séries, mas toda esta cena foi simplesmente ridícula. A moda de vampiros já passou há muito e os criadores – Ryan Murphy e Brad Falchuk – deviam sabê-lo. Um bando de crianças a assassinar uma escola inteira? A sério? Uma cena desnecessária que não acrescentou nada ao enredo.

Entretanto, Donovan (Matt Bomer) e Ramona (Angela Bessett) encarregam Iris (Kathy Bates) de volta para o hotel e se tornar na nova espia, com o objetivo de derrubar a Condessa (Lady Gaga). De volta ao Cortez, Iris recebe dois novos hóspedes: Justin (protagonizado pela famosa estrela da série Glee, Darren Criss) e a sua namorada. Os hóspedes mostram-se rudes e exigentes, insultando e criticando o trabalho de Iris.

Liz Taylor (Denis O’Hare) tenta incentivar Iris ao contar-lhe a sua história – e este foi, sem dúvida, um dos melhores momentos do episódio. Regressamos ao ano de 1984, em que Liz era Nick Pryor, um homem casado. Durante uma viagem de negócios, ficou instalado no Hotel Cortez, onde conheceu a Condessa, a qual o convenceu a aceitar o facto de ser transexual, transformando-o na mulher que ele sempre quis ser. Explorar uma narrativa transexual é algo já bastante gasto, mas as prestações de Denis O’Hare e Lady Gaga foram inigualáveis nesta cena.

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Condessa

Iris agradece a Liz por lhe dar uma nova coragem e decide vingar-se dos novos hóspedes, matando-os e bebendo o seu sangue – já que também ela é agora vampira. Sim, mais uma.

Próximo do final, o episódio dá-nos uns minutos em que John (Wes Bentley) e Hypodermic Sally (Sarah Paulson) acordam juntos numa cama. John ficara bêbedo na noite anterior e ambos dormiram juntos, mas aparentemente o homem não se lembra de nada. Sally proclama a sua crença de que estão destinados a ficar juntos e retira-se do quarto, ofendida. Tudo isto pareceu simplesmente uma desculpa para ter estes dois atores no episódio, porque foi mais uma daquelas cenas que de pouco ou nada serviu.

Este episódio de American Horror Story foi, em grande parte, um desperdício de tempo. Explorar narrativas vampirescas é algo que devia ter acabado antes sequer de o Crepúsculo ter sido lançado. Já não é original nem cativante. Sarah Paulson parte-me o coração, pois o talento da atriz está a ser completamente ofuscado pela insignificância da sua personagem.

O episódio ganhou apenas pelo trio Kathy Bates, Denis O’Hare e Lady Gaga, que apresentaram uma química interessante e prestações irrepreensíveis. Infelizmente, à semelhança do que tenho vindo a dizer, isso não é suficiente para criar uma história.

NOTA: 5/10