Les Crazy Coconuts

Crítica: “Les Crazy Coconuts”, o álbum de estreia que dá nome à banda

Isto NÃO É um erro de formatação: Os Les Crazy Coconuts têm concertos agendados para as Caldas da Rainha (ESAD), Leiria (Beat Club) e Porto (Armazém do Chá) nos dias 6, 7 e 27 de novembro, respetivamente. Se há concerto de apresentação de um álbum de estreia que não querem perder nos próximos tempos, está nesta pequena lista. Garantam presença antes de lerem as próximas linhas.

De tropical, só a capa, porque Les Crazy Coconuts, o álbum que recebe o nome da banda, acolhe na perfeição todas as propriedades características do indie rock e cativa ao primeiro play. É uma miscelânea de textos, ritmos e sensações que articula nas dez (nove sem a introdução) faixas que o compõem.

Com Belong, a verdadeira primeira música do álbum, ficamos presos à primeira batida e ganhamos embalo para aquilo que se começa a construir. Ou pensamos ganhar, porque à sonoridade atrevida segue-se a sedução nostálgica de Words Unsaid, um dos melhores trabalhos e a grande afirmação da banda portuguesa composta por Adriana Jaulino, Gil Jerónimo e Tiago Domingues. O ritmo discreto prepara a combinação vocal perfeita e assim se passam três minutos e meio que inevitavelmente terão de ser repetidos.

Mas um álbum não se faz (ou não se deve fazer) só das músicas que o compõem e os Les Crazy Coconuts tiveram bem presente a noção de trabalho completo. 1, 2, 3. Speed Shoes é o single que conta com Michel, há 35 anos a viver em Portugal e considerado por muitos como o pai do sapateado no país, surge no single Speed Shoes à medida que frame se sobrepõe a frame e complementa o trabalho como nada mais o poderia fazer. O ritmo muda (de intensidade e importância) e toma as rédeas do andamento.

E, em Myself, a história repete-se e o talento confirma-se. Se uma vez pode ser exceção, à segunda, à terceira não resta margem para dúvidas. A consistência e encanto de Words Unsaid estão mais uma vez à vista numa composição harmoniosa e cativante.

Depois de Define chegam Party Dancer e Sailormoon (isso mesmo), responsáveis pelo adeus digno que este primeiro trabalho merece. Se Belong e Words Unsaid cativam até ao final, as duas últimas faixas dão-nos uma certeza: o disco girará não uma, mas muitas vezes.

Les Crazy Coconuts:

Hello
Belong
Words Unsaid
Speed Shoes
Myself
Define
Human Radio Station
Party Dancer
Sailormoon
Closing Credits

Mais Artigos
Sónia Araujo e Jorge Gabriel em Praça da Alegria
‘Praça da Alegria’ cresce com ‘Dia de Cristina’ e ‘Casa Feliz’ em mínimos