O Halloween é um dos maiores pretextos para juntar os amigos e ver um filme de terror. Todos nós já nos sentámos diante do televisor ou do monitor do computador para, junto de boa companhia, com as luzes apagadas e umas belas pipocas, dar início a um serão assustador cheio de jump scares e arrepios na espinha. Mas e se, em vez de estarmos desta lado do ecrã, estivéssemos dentro dos próprios filmes? Seríamos capazes de sobreviver contra monstros, fantasmas, psicopatas e outros personagens que estamos habituados a ver tantas vezes mas com as quais nunca nos pensámos cruzar?

Foi a pensar na época de Dia das Bruxas e nesta remota possibilidade de, de repente, figurarmos numa película de terror, que o Espalha-Factos fez o 5 desta semana: compilámos os maiores clichés do género de cinema favorito do Halloween, naquele que é um verdadeiro manual de sobrevivência para qualquer protagonista inexperiente e assustadiço. Se seguires rigorosamente os conselhos que aqui te damos, podes crer que não terás problemas em escapar a todos os perigos.

Afasta-te das portas e das janelas

Nos filmes de terror há sempre aqueles momentos em que de repente o silêncio invade o ecrã durante algum tempo, dando a ideia de que o perigo já passou. Quando damos por nós, estamos mesmo à frente de uma janela, de onde salta o assassino de quem estamos a fugir.

A lógica para escapar destas situações não é muito complicada, simplesmente tem cuidado onde te escondes e lembra-te que quase todos os quartos e salas têm janelas. As personagens em Sexta-Feira 13 (2009) e Halloween (1979) provavelmente deviam ter tido mais cuidado. Também há uma outra versão desta situação, mas em que as vitimas se aproximam das portas para dar uma vista de olhos… o assassino Jigsaw soube disso muito bem em Saw II (2005)…

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Não leves para casa aquele artefacto que todos dizem provocar a morte de quem o possui. Leva antes uma peça de fruta

Quando ouves um velhote a descrever, de maneira horripilante, a decapitação dos antigos donos da ventoinha que compraste… Quando uma antiga carta da tua tetravó te aparece em cima da mesa de jantar, avisando-te acerca da gargantilha amaldiçoada que lhe pertencia… Se calhar é melhor deitares tudo fora, ou és capaz de acabar sem pescoço ou respiração.

Para evitar este excruciante tipo de falecimento, o mais fácil talvez seja mesmo evitares velharias e trazer recordações de sítios mais exotéricos (onde potencialmente possas ir passar umas férias inesperadas com os teus amigos adolescentes que pareçam modelos). O exemplo mais clássico deste tipo de parvoíce nos filmes de terror é o filme O Aviso e subsequente sequela: se a cassete mata, porquê levá-la para casa e, ainda por cima, mostrá-la a mais gente?

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Nunca te separes do teu grupo

Estás numa festa com o teu grupo de amigos. Já beberam uns copos, jogaram uma cartada e evoluíram para aqueles jogos já mais característicos que normalmente envolvem pouca roupa e umas beijocas. Já passas Britney Spears nas colunas como se fosse a banda indie mais cool do momento, o ambiente está fantástico na festa, até que tudo se cala para compreender aquele barulho estranho que vem da garagem ou cave mais próxima.

Aqui é a parte determinante, depois de perceberes que aqueles barulhos não podem vir de ratos, ventos ou até humanos, precisas de ir investigar, só naquela de saber se tens de correr ou não. Neste momento nunca te separes do teu grupo. Não sugiras que é melhor dividir em pares ou trios, e cala quem sugerir. Vão todos unidos, de mãos dadas e, se possível, com utensílios potencialmente letais nas mãos desocupadas. Com esta regra evita-se a primeira morte cliché daquele amigo bêbado que vai ao frigorífico da cave para ir buscar mais uma cerveja e acaba empalado no portão automático da casa da tua sogra (sim, estou a falar contigo Scream).

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Leva o carro à revisão antes do teu fim-de-semana no bosque

Quem não gosta de passar um bom fim-de-semana no bosque? O ambiente calmo, a comunhão com a natureza e a fuga à algazarra da grande cidade são sempre convidativos. O único inconveniente em ir para uma casa na floresta é a falta de transportes até lá. Na melhor das hipóteses, apanhas um comboio que te leve até à aldeia mais próxima, mas depois terás que andar a pé para chegares à tua cabana de madeira no meio do nada. Por isso mesmo, o melhor é levares o teu carro, gastas um bocadinho mais na gasolina, mas ao menos não andas carregado com malas.

Contudo, é importante teres a certeza de que o teu automóvel está nas melhores condições. O melhor que tens a fazer é levá-lo à oficina para uma pequena revisão, só para teres a certeza de que está tudo bem, não vás ser perseguido por psicopatas ou espíritos malignos que te querem arruinar as mini férias. Se tal acontecer, é de supor que queiras correr até ao teu carro e conduzir dali para fora, o que é, à primeira vista, a maneira mais eficaz de escapar a quem te estiver, eventualmente, a perseguir. Mas o que muitas vezes acontece é o inconveniente dele não arrancar nem à primeira, nem à segunda, nem à terceira… e pela altura em que o carro decidir funcionar, corres o risco de já estares a derramar sangue no assento do condutor.

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Anda sempre com uns trocos no bolso, caso precises de uma cabine telefónica

Por estranho que pareça, rede de telemóvel é o que nunca falta quando há que participar em conversas corriqueiras com os amigos ou trocar uns snaps sobre os novos disfarces de Halloween; mas se precisares de ligar à polícia a meio da noite porque estás em verdadeiro perigo de vida, então boa sorte: tanto o teu smartphone como o telefone lá de casa vai ser tão úteis para fazer um telefonema quanto um tijolo.

Porquê? Não se sabe ao certo. Pode ter sido o Michael Myers a cortar-te o fio do teu telefone, uma força do além que impediu que tivesses qualquer recepção de sinal ou então o Freddy Krueger quis-te pregar uma partida. O que quer que seja, o melhor é andares prevenido. Umas moedinhas de 10, 20 ou 50 cêntimos não carregam nada e dão sempre jeito numa situação destas, caso tenhas junto de tua casa uma cabine telefónica.

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A rubrica “5”, iniciada em Fevereiro de 2014, pretende trazer aos leitores cinco factos cinematográficos de quinze em quinze dias. O tema varia em todos os artigos e a abrangência do mesmo é quase inesgotável.

Artigo redigido por: Adriano Ferreira, Diogo Simão, Ricardo Rodrigues e Sebastião Barata