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7 lugares no mundo capazes de fazer arrepiar a espinha

No ano passado introduzimos-te a vários lugares em Portugal repletos de lendas sobre fantasmas e outros mistérios. Neste ano, o Espalha-Factos resolveu alargar os seus horizontes, trazendo até ti uma lista de lugares no mundo que dizem ser frequentados por almas penadas. Aqui deixamos mais sete sugestões de lugares para visitares caso estejas a planear uma viagem de causar arrepios.

Ilha das Bonecas – México

A ilha de Xochimilco, no México, está localizada no Lago Teshuilo e é mais conhecida pelo nome de Ilha das Bonecas. Reza a lenda que tudo começou quando três meninas brincavam perto das águas do lago e uma delas morreu devido a razões desconhecidas, nos anos 20. Quem vive naquela zona acredita que o seu espírito ainda paira sobre aquela ilha.

Em 1950, o homem chamado Julian Santan Barrera mudou-se para a ilha, abandonando a sua família. Escolheu viver sozinho e não tinha conhecimento da lenda. No entanto, Julian afirmava que a menina tentava comunicar com ele e, por isso, começou a arranjar bonecas para ela, para acalmar o seu espírito. Mas, eventualmente, os desejos da menina começaram a ficar impossíveis de satisfazer – o que resultou na morte de Julian, no mesmo lago, segundo circunstâncias desconhecidas.

Hoje em dia, os turistas da ilha dizem que os olhos das bonecas os perseguem, que as bonecas sussurram ou que se movem. Também se conta histórias de que o espírito de Julian ocupa a ilha, em conjunto com o da menina.

The Warren’s Occult Museum – Connecticut, EUA

Criado em 1952 pelo famoso casal de investigadores paranormais Ed e Lorraine Warren, este museu dedica-se inteiramente à coleção, investigação e exposição de vários objetos intrinsecamente ligados ao ocultismo. Situado na casa do casal, o espaço tem uma variada coleção de itens macabros usados em rituais demoníacos, entre outros objetos ligados ao paranormal. Milhares de pessoas visitam este lugar desde a sua abertura, no entanto, os curiosos não poderão mexer nos objetos em questão. Entre esses objetos estão um espelho usado para envocar espíritos, bem como um caixão que terá pertencido a um vampiro.

De entre os objetos mais famosos em exposição no museu está a boneca Annabelle, que foi a principal inspiração por detrás dos filmes The Conjuring AnnabelleA boneca terá sido um presente de mãe para filha como prenda de aniversário. No entanto, várias coisas estranhas começaram a acontecer pela casa da ex-aluna de enfermagem. A jovem contactou uma médium que revelou que a boneca estava possuída pelo espírito de uma menina de nome Annabelle que havia sido assassinada na mesma casa em que a jovem enfermeira residia.

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No entanto, os acontecimentos paranormais continuaram e pioraram. Após Annabelle alegadamente ter tentado matar um amigo da jovem enfermeira, foi a vez de Ed Lorraine interferirem. O casal revelou uma verdade perturbadora à jovem: o que possuía a boneca não era o espírito de uma criança, mas um demónio. Desde então Annabelle tem-se encontrado fechada numa caixa de vidro dentro do museu. Diz-se que a boneca terá sido responsável pela morte de um visitante que terá gozado com a boneca assombrada.

Ed Lorraine Warren, um demonologista e uma médium, formaram um dos casais mais famosos do mundo tendo fundado quer o museu, quer o New England Society for Psychic Researchgations (N.E.S.P.R.). Ed já faleceu, no entanto Lorraine ainda mora no museu que continua a gerir sozinha. Durante 50 anos o casal já investigou e solucionou cerca de 10.000 casos paranormais famosos, de entre os quais a Mansão do Diabo em Amytiville, onde seis membros da família DeFeo foram assassinados.

O Castelo de Bran – Bran, Romênia

Bastante conhecido pelas suas ligações com o governador Vlad, o Empalador (também conhecido como Conde Drácula), este castelo já existe desde o século XIII, localizando-se na fronteira entre a Transilvânia e a Valáquia. Apesar de o seu governador ter inspirado a história Drácula de Bram Stoker, apenas em crueldade as duas personagens são comparáveis. Vlad III era conhecido por empalar as suas vítimas, e o seu regresso à região, alguns anos após a morte do seu pai, levou a que os aldeões julgassem tratar-se de Vlad II voltando dos mortos, o que criaria a lenda da sua imortalidade.

Hoje, o castelo alberga um museu aberto ao público, e o mercado em seu redor vende artigos sobre vampiros, como máscaras, vinho tinto cor de sangue ou mesmo estacas de madeira. No interior da fortaleza, longas escadarias em espiral e caminhos cavernosos aumentam a sensação de perigo e inquietude.

A Floresta de Aokigahara – Noroeste do Monte Fuji, Japão

Também conhecida como Mar de Árvores, Aokigahara é uma floresta com uma extensão de 35km, localizada no sopé do Monte Fuji. A densidade das árvores e a ausência de vida selvagem tornam todo o local desconfortavelmente silencioso. Já há algum tempo que este lugar possui uma associação com a mitologia japonesa, sendo conhecido como o segundo lugar mais popular do mundo no que toca a suicídios, ficando apenas atrás da Golden Gate, em São Francisco.

Em 2010, mais de 50 pessoas suicidaram-se, e já inúmeros corpos foram encontrados, grande parte em decomposição. Devido à enorme densidade da floresta, é aconselhável a quem a explore que marque os lugares por onde passa, de forma a evitar perder-se.

Cidade Fantasma de Pripyat – Pripyat, Ucrânia

Pripyat situa-se no norte da Ucrânia, não muito longe da fronteira que separa este país da Bielorússia. A cidade ficou abandonada devido ao desastre nuclear de Chernobyl. Pripyat foi construída em 1970 para servir como lar para os trabalhadores da infame central nuclear e suas respetivas famílias.

Cerca de 50.000 pessoas residiam aí. Após o desastre, a cidade foi evacuada apesar de muitos se terem recusado a ir embora, expondo-se aos perigos de radiação que permanecem nessa zona até hoje.

A cidade tornou-se deserta em 1986. Hoje as imagens deste lugar revelam um cenário pós apocalíptico que quase parece estar congelado no tempo. A foto mais reconhecida deste lugar é a da roda gigante de um parque de atrações que na altura era bastante popular entre a população jovem. A cidade permanecerá desertificada por várias centenas de anos, tendo em conta que a explosão em Chernobyl libertou níveis de radiação superiores aos das explosões de Hiroshima e Nagasaki juntas.

Torre de Londres – Londres, Reino Unido

Depósito de armas, tesouraria, sede da Real Casa da Moeda e escritório dos registos públicos. Estas são algumas das funções que a Torre de Londres já desempenhou desde a sua construção em 1078 a mando de Guilherme I. No entanto, foi durante os seus tempos de prisão entre o século XVI e XVII que teoricamente a torre ficou assombrada e, desde então, os relatos da presença de fantasmas não pararam.

O espírito mais famoso da Torre de Londres é o de Ana Bolena, a segunda mulher de Henrique VIII, que antes de ser condenada a morte por decapitação após ter sido acusada de adultério em 1536, já foi avistada por diversas vezes no edifício.

Relatos posicionam também os fantasmas de Henrique VI, Margarida Pole, Eduardo V e de outra habituéJane Grey. Esta foi vista, entre outras vezes, em 1957 por um guarda e segundo o mesmo Jane Grey estava à janela da Torre Branca.

A torre está aberta ao público e podes saber mais sobre as visitas aqui.

Catacumbas de Paris – Paris, França

Uma atração desconhecida por muitos turistas que passam pela “cidade do amor”, as Catacumbas de Paris tratam-se de um ossário localizado nos subterrâneos da cidade. A história deste local remonta até ao século XVIII, numa altura em que os cemitérios e as igrejas estavam cheios de mortos lá enterrados. Com uma série de epidemias, fomes e guerras que assolavam a cidade na altura, os cemitérios começaram a ser locais potenciais para doenças e infeções.

Algum tempo depois, as ossadas foram sendo transferidas para um local, na altura denominado “Tombe-Issoire”, no qual funcionavam as antigas pedreiras de calcário. De 1786 a 1860 era para aí que os restos mortais dos cemitérios lotados eram transferidos.

Apesar de nem todos os turistas saberem da existência deste lugar, este já foi denominado como “o maior túmulo do mundo”. Os visitantes corajosos descerão 20 metros abaixo do solo e percorrerão 20 quilómetros de corredores nos quais repousam os restos mortais de mais de seis milhões de parisienses.

Texto da autoria de Helena Santos, Inês Chaíça, Sara Sampaio e Tiago Costa.

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