aquaoir-mira-winery

Vinho da Água está a ser feito nas profundezas do Alqueva

Vem aí o Vinho da Água, o resultado esperado das 30 mil garrafas que a empresa produtora de vinhos Ervideira decidiu submergir nas águas do Alqueva, nas imediações da Amieira Marina, no concelho de Portel, Évora. O produtor inspirou-se na qualidade dos vinhos que são recuperados de barcos naufragados que estariam perdidos nas profundezas oceânicas.

O vinho em questão é o Conde D’Ervideira Reserva Tinto 2014, um dos melhores produtos da empresa, e esteve oito meses em barrica antes de se submeter aos efeitos das profundezas do Alqueva. A ideia é fornecer um envelhecimento ao vinho que não é possível de se obter na superfície terrestre, algo que já foi testado pela empresa. O fator diferencial está ligado às variações de temperatura tanto do dia para a noite como do Inverno para o Verão. No fim, o produto submergirá como Vinho da Água.

“O projeto é recuperar uma história antiga, em que barcos que se afundavam com vinhos revelaram, depois, ter vinhos extraordinários”, explicou esta terça-feira aos jornalistas o diretor executivo da Ervideira, Duarte Leal da Costa.

As condições das águas do Alqueva fazem com que a caixa fique debaixo de água sem qualquer movimento e na ausência total de luz, sendo a temperatura sempre a mesma – 17 graus no Inverno e no Verão. Duarte Leal da Costa julga que estes fatores “dão vinhos de um nível extraordinário e, por isso, promete ser um projeto completamente inovador, quer em Portugal, quer por esses mercados fora”.

Mais Artigos
Maria João Abreu
A Serra. Personagem de Maria João Abreu já tem final definido