O terceiro episódio de Hotel, a quinta instalação de American Horror Story, intitulado Mommy, estreou no canal FX no dia 21 de outubro e, para além de trazer uma panóplia de dramas familiares, veio finalmente introduzir o tão aguardado regresso de Angela Bessett.

Will Drake (Cheynne Jackson) planeia destruir o andar do hotel onde James March (Evan Peters) e a sua fiel empregada vivem como fantasmas. Tentando evitar a situação, March convence Tristan (Finn Wittrock) a seduzir e matar Will.

Quando este está prestes a cometer o homicídio, é interrompido pela Condessa (Lady Gaga), que lhe explica que está na bancarrota e que planeia casar com Will e matá-lo posteriormente, de modo a ficar com o seu dinheiro.

A1

Iris (Kathy Bates) e Donovan (Matt Bomer) entram em mais um conflito familiar, com a primeira a achar que o filho não a valoriza, enquanto Donovan diz que Iris nunca foi uma boa mãe. Sob pressão do filho, Iris decide cometer suicídio, injetando substâncias ilícitas no organismo. Mais tarde, Donovan encontra Iris deitada numa cama às portas da morte e decide ressuscitá-la com o seu sangue, tornando-a também num vampiro.

Donovan é raptado por Ramona Royale (a tão adorada Angela Bessett), uma ex-amante da Condessa. Ramona era uma estrela de Hollywood que se apaixonou pela mulher e se tornou numa das suas criações vampirescas.

No entanto, ao conhecer um cantor na década de 90, os seus sentimentos mudaram, e a Condessa, em jeito de vingança, matou o cantor. Ramona regressou agora à procura de justiça, planeando matar as crianças vampiras que a Condessa tem vindo a criar no seu hotel.

A2

Alex (Chloë Sevigny) reflete sobre os seus sentimentos pelo filho perdido, Holden, concluindo que o seu casamento com John (Wes Bentley) apenas lhe traz más memórias e dificulta o processo de luto. Assim, Alex decide apresentar os papéis do divórcio.

À saída do hotel, a mulher depara-se com o fantasma sangrento de Claudia (Naomi Campbell), que fora assassinada por Gabriel (Max Greenfield). Assustada, Alex decide mudar de rumo e acaba por encontrar, nada mais nada menos, Holden.

Chloë Sevigny e Angela Bessett foram, sem dúvida, as estrelas do episódio. Com prestações magníficas, as atrizes são das poucas que apresentam narrativas que prometem alguma coisa para o futuro. A personagem de Lady Gaga é construída de forma demasiado divina, como uma criatura intocável – isto pode ser um defeito quando comparada às personagens que Jessica Lange interpretava, que apresentavam sempre uma vertente mais humana e com os pés no chão.

Lady Gaga está demasiado formatada e o seu papel é demasiado… ela. Os criadores de American Horror Story têm de cortar um pouco as cenas de sexo e sangue, preocupando-se mais em criar uma narrativa minimamente estruturada – algo que Freak Show, apesar da má qualidade, ainda conseguiu ter.

NOTA: 6/10