Apesar do mau tempo no último dia da ModaLisboa, a sua 45ª edição encerrou em grande. O Pátio da Galé iluminou-se com os trabalhos da autoria de criadores tais como Filipe Faísca e Nuno Gama.

No encerramento de mais uma edição do ModaLisboa, o Espalha-Factos não deixou de marcar presença nos desfiles de Nuno Gama, Filipe Faísca, Kolovrat, Nadir Tati e Pedro Pedro.

Nuno Gama

Nuno Gama abriu o terceiro e último dia da ModaLisboa SS16 e convidou-nos a reviver Os Descobrimentos portugueses, numa coleção elegante a que chamou Lusíadas II. Nuno Gama apostou nos fatos com calção acima do joelho.

Visitámos África, que nos cativou com um mix de estampados leopardo e cobra em constante com um padrão axadrezado; e outros tons azul royal e vermelho. Seguimos viagem até à Índia onde dominou o vermelho e o estampado paisley, assim com as riscas verticas e a cor fúcsia.

A viagem à descoberta da sua nova coleção terminou em terras asiáticas onde desfilaram blazers cintados com uma faixa, tudo em tons azuis, vermelhos e pretos. As peças estavam marcadas com a cruz portuguesa, símbolo agregador da coleção.

Filipe Faísca

Filipe Faísca usou o seu desfile para contar a história de determinadas pessoas que se cruzam diariamente nos mais variados transportes públicos. O elemento central são as mulheres que viajam para diferentes destinos e com diferentes objetivos. As temáticas? A crise económica e os tabus sexuais.

Ao som de música característica de cada destino, as modelos desfilaram com peças elegantes e delicadas. Na coleção destacaram-se as peças plissadas, as transparências conseguidas com renda e tule e cores vivas como o verde água e o rosa a contrastar com outras mais sóbrias como o preto, o cinza e os metalizados. Como sempre, também as meias e os sapatos ganharam destaque nesta coleção rica em temática e ambiente.

Kolovrat

Kolovrat apresentou uma coleção de transparências e fluidez, com tecidos texturados e um corte direito. Dominaram o macacão e o calção acima do joelho. As cores escolhidas para representar esta coleção foram o azul, preto, branco e cinzento. O calçado eleito foram os mules e as sandálias rasas de duas tiras.

Nadir Tati

Nadir Tati apostou na decoração dos básicos fatos masculinos e o resultado foi a sobreposição de padrões coloridos numa base preta. Também os vestidos de gala ganharam destaque na coleção. Brilhos, rendas, transparências e tecidos acetinados juntaram-se a cores vivas e diversificadas para criar verdadeiras peças e vestidos volumosos, prontos para uma passadeira vermelha.

Desde vestidos sensuais que marcam as curvas das modelos a outros mais de estilo gótico, nota-se uma clara evolução em relação ao desfile um tanto confuso da edição anterior.

Pedro Pedro

Pedro Pedro optou pelos looks monocromáticos, o tecido tipo rede sobreposto a tecidos acetinados e aos franzidos e nós na parte da frente das peças; que eram azuis, prateadas ou pretas. A sobreposição dos tecidos foi uma escolha que resultou em peças interessantes. De notar os folhos no fim dos vestidos e as semi-transparências.

Texto da autoria de Carolina Branco e Inês Oliveira

Fotografias de Inês da Graça (disponíveis brevemente)