O novo episódio da quinta temporada de Once Upon a Time – em português Era Uma Vez, exibida no AXN White -, intitulado The Price, foi exibido na ABC no passado dia 4 de outubro, e vem mais uma vez sublinhar a inversão de papéis que esta temporada se dispõe a explorar.

O episódio, à semelhança dos próximos, apresentará os eventos atuais e aqueles que decorreram durante as últimas seis semanas em Camelot, das quais as personagens não têm qualquer memória. Algo muito típico de Once Upon a Time é apresentar simultaneamente duas linhas temporais em dois mundos diferentes.

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Em Camelot, o Rei Artur (Liam Garrigan) anuncia que Merlin está preso numa árvore e que apenas a Salvadora o conseguirá libertar. De modo a não revelar que Emma (Jennifer Morrison) é a nova Dark One, a equipa finge que Regina (Lana Parilla) é a dita Salvadora. O reino decide dar um baile em honra dos recém-chegados, mas o pior acontece quando um dos soldados revela saber que Regina é, na verdade, a Bruxa Má. Um conflito desenrola-se e Robin Hood (Sean Maguire) sai ferido, sendo Emma a sua única esperança. A protagonista acaba por salvar Robin usando a sua magia negra, aproximando-se cada vez mais do momento em que será totalmente consumida pela escuridão.

De volta a Storybrooke, seis semanas mais tarde, Emma – agora completamente engolida pela escuridão – anuncia que a cidade enfrentará brevemente um desafio que apenas um Salvador será capaz de resolver. Regina assume estar dedicada a cumprir esse papel, mas as coisas tornam-se difíceis quando surge uma criatura chamada Fúria. Esta criatura tem como única e exclusiva função tirar a vida de alguém, decidindo ir atrás de Robin (deem uma pausa ao homem, por que é que há de ser sempre ele o coitado?).

Regina, em conjunto com Mary Margaret/Branca de Neve (Ginnifer Goodwin), David/Príncipe Encantado (Josh Dallas) e o resto da equipa, acaba por salvar Robin, provando que talvez tenha o que é necessário para se tornar a nova Salvadora. Uma cena que tinha tudo para correr bem, não fossem os efeitos especiais a computador parecerem saídos de um videojogo barato dos anos 90.

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O episódio termina com Rumplestiltskin (Robert Carlyle) revisitando Emma como a voz da sua consciência. Ambos descem à cave da nova casa da protagonista, onde ela revela esconder Excalibur. Rumplestilstkin confirma que a adaga de Dark One é a peça restante de Excalibur e, quando unidas, terão o poder de extinguir a réstia de bem que ainda resiste dentro de qualquer Dark One. Emma tenta extrair Excalibur da pedra mas falha, apercebendo-se que também ela terá um longo desafio pela frente.

Em suma, o episódio vem mais uma vez acentuar a premissa que a estreia da quinta temporada dera aos fãs, explorando uma interessante inversão de papéis dentro dos personagens principais. Emma como vilã e Regina como a heroína é um cenário pelo qual os fãs esperavam há imenso tempo. Para além disso, é fascinante acompanhar essa transição gradual ao sermos apresentados a dois universos temporais em simultâneo. Once Upon a Time tem tido uma temporada exemplar até agora. O único problema é os efeitos especiais gerados a computador, que são vergonhosos e acabam por tirar um pouco de credibilidade à série.

NOTA: 8/10