Após Heroes, criada por Tim Kring e exibida na NBC, ter sido cancelada em 2010 por falta de audiências, a produtora e o criador decidiram ressuscitar a série num novo capítulo intitulado Heroes Reborn. O primeiro episódio (o qual foi duplo) estreou no passado dia 24 de setembro e o Espalha-Factos teve o prazer de assistir à antestreia portuguesa no dia 28.

A primeira cena mostra-nos Noah Bennet (Jack Coleman), quatro anos após a sua filha Claire (Hayden Panettiere) ter revelado os seus poderes ao mundo. Em Odessa (Texas) ocorre uma convenção em que humanos e sobre-humanos (agora apelidados de Evos) celebram a paz, dizendo que os poderes são algo bem-vindo neste mundo. Noah espera encontrar Claire na convenção, mas o pior acontece quando um ataque terrorista destrói o recinto.
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Um ano mais tarde, a culpa do ataque parece ter sido atribuída aos Evos e estes têm sido perseguidos desde então. Os poucos que restam encontram-se escondidos. Noah, agora o protagonista do reboot, muda de nome e decide começar uma vida nova após saber que Claire morreu no ataque – uma jogada irreal, pois, para aqueles que se lembram, Claire tem a habilidade de regeneração instantânea, sendo portanto imortal. Esperemos que os criadores não se tenham esquecido deste pequeno (grande) pormenor e decidam incluí-la na série mais tarde.

Quentin Frady (Henry Zebrowski) aborda Noah, dizendo que o reconhece, acrescentando que trabalha para uma organização chamada Renautas e que o ataque terrorista foi apenas o início. Segundo o jovem, o mundo precisa do regresso dos heróis, pois o pior ainda está para vir. No que parece ser um regresso à primeira temporada de Heroes original, em que indivíduos comuns descobrem aos poucos que possuem habilidades, Reborn arruina essa atmosfera ao introduzir um leque de personagens altamente desinteressante.

Primeiramente conhecemos Luke e Joanne (Zachary Levi Judi Shekoni), um casal que perdeu o filho no desastre há um ano e tem agora como missão perseguir e matar todos os Evos. Perder um filho deve ser algo verdadeiramente terrível, mas Luke e Joanne já pensaram que matar esses “monstros” os torna igualmente em criaturas horriveis? O casal acaba por encontrar Tommy (Robbie Kay), um jovem que é teletransportador e que acaba para usar o seu poder para os fazer desaparecer. Ao contrário das personagens que o público já conhece e adora, Tommy não descobre ter um poder – ele já sabe e apenas finge não saber.

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Em Los Angeles, conhecemos Carlos (Ryan Guzman), que assume o papel de El Vengador, um mascarado que ajuda pessoas em perigo. O sobrinho de Carlos revela ter o poder de atravessar objetos, o que nos remete imediatamente para D.L. Hawkins – originalidade é algo que não se verificou nesta narrativa. Carlos decide então ajudar os Evos a escapar para o Canadá, para que eles possam ter um abrigo seguro.

No Japão somos introduzidos a Miko (Kiki Sukezane), uma jovem que descobre ter o poder mais ridículo e inútil de sempre: após pegar numa espada, Miko é transportada para um videjogo e lá torn-sea numa heroína, tendo como objetivo salvar o pai, que se encontra preso no videojogo. Com tantas habilidades à disposição, o público fica sem palavras ao ver que foi esta a escolha que os criadores tomaram.

Na companhia de Quentin, Noah regressa à Primatech e lá descobre que um grupo de indivíduos desenvolveu uma mecanismo capaz de localizar Evos, de modo a contactá-los e reuni-los para impedir a catástrofe mundial que Reunatas planeia. A chave do plano parece ser Molly Walker. Regressemos à segunda temporada de Heroes: Molly era uma jovem com o poder de localizar qualquer pessoa no mundo apenas pensando nela.

Heroes: Reborn - Season 1

A última personagem que conhecemos é Zoe (Francesca Eastwood), uma jovem adulta que entra em confronto com dois Evos que a raptam. Este é o momento fulcral e definitivamente o mais surpreendente de todo o episódio, pois descobrimos que Zoe não é quem diz ser. Um final perfeito para um episódio não tão bom, não fosse o facto de Miko decidir tomar o palco para a última cena, em mais um momento desinteressante com a sua espada.

Em suma, Heroes Reborn não foi um regresso propriamente agradável, mas a narrativa exposta tem potencial e lança as sementes para o que podem vir a ser episódios verdadeiramente melhores. As novas personagens falham em fazer jus ao elenco original, mas a história de Renautas e o regresso de antigas personagens definitivamente prometem uma evolução interessante. Sabemos que caras conhecidas irão aparecer, tais como Hiro Nakamura (Masi Oka), Angela Petrelli (Cristine Rose), Mohinder Suresh (Rendhil Ramamurthy), entre outras. Resta esperar para ver.

NOTA: 6/10