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“Caracal”: O Upgrade dos Disclosure

A 25 de setembro, o mundo viria a conhecer o segundo álbum da dupla Guy Howard LawrenceCaracal demonstra uma evolução q.b. da dupla, que apostou em fortes e improváveis colaborações no seu novo projeto discográfico, com um resultado que é bastante positivo. Trata-se de um disco que praticamente não apresenta falhas e que muito surpreende o ouvinte, que há já algum tempo esperava por escutar Caracal na íntegra.

A primeira parceria surpreendente abre o alinhamento do álbum. O RnB misturado com a nova roupagem eletrónica e futurista dos Disclosure faz de Nocturnal um dos pontos mais fortes. The Weeknd foi uma escolha feliz para iniciar o álbum e, aquilo que possivelmente se pode considerar como uma extensão da música aos 04:10 minutos, é sem dúvida brilhante e imprevisível.

Holding On, o primeiro single do disco, é praticamente o “Grito do Ipiranga” do alinhamento. Foi o tema que trouxe imensa esperança aos fãs e que fez valer a pena o tempo de espera até ao lançamento deste novo álbum. Mal eles sabiam aquilo que os esperava…

Magnets desperta um lado mais sensual de Lorde. A percussão,o ritmo e a letra do refrão são argumentos suficientes para ouvir vezes sem conta este que é o mais recente single do álbum. O videoclip não fica nada atrás da música. Aliás, os vídeos que têm sido lançados têm sido uma aposta bastante interessante dos Disclosure.

Na mesma onda de sensualidade, destaca-se também o tema Masterpiece, com a presença do londrino Jordan Rakei. É sem dúvida uma música que delicia os ouvidos de qualquer um.

Ao lado de Miguel, os Disclosure dão a conhecer um tema que, ao início, parece ter vindo dos anos 80. Good Intentions é mais uma colaboração feliz neste Caracal. A voz do cantor encaixa na perfeição no arranjo musical dos irmãos Lawrence.

Omen tinha algumas razões para não dar certo: o contributo de Sam Smith no tema Latch tivera imenso sucesso no passado, o que acarreta uma autêntica overdose em tudo o que é estação de rádio; e ainda há pouco tempo paramos de escutar vezes sem conta hits do cantor como Stay With Me I’m Not The Only One, entre outras. Mesmo assim, os Disclosure souberam dar a volta por cima e conseguiram elevar ainda mais a fasquia, apresentando um tema que enaltece ainda mais a qualidade musical de ambas as partes. O resultado está à vista:

Superego foi uma das colaborações que, pessoalmente, gerou uma maior expectativa. Olhando para a promoção do álbum e olhando para o trabalho de NAO, esta era, a meu ver, a participação mais promissora. Talvez por ter colocado as expetativas demasiado altas, devo concluir que esta está longe de ser a melhor faixa do álbum. Deixo ao critério do leitor ajuizar acerca deste Superego:

Moving Mountains, a misteriosa faixa que caiu na Internet e subitamente desapareceu durante semanas, é um tema mais calmo, pelo qual os fãs mal podiam esperar para poder voltar a ouvir. Será esta uma tentativa de “balada eletrónica” por parte do duo britânico?

Deixamos agora as parcerias de lado e passamos agora para algumas das restantes faixas de Caracal. Molecules é um autêntico convite de Guy Howard para bater um pezinho de dança. É algo que se distancia imenso daquilo a que estamos habituamos quando ouvimos Disclosure. Jaded é das melhores faixas não-colaborativas. O refrão fica na cabeça e é impossível não querer ouvi-la até à exaustão.

Aquele que poderá ser um eventual ponto fraco do álbum será a faixa Bang That (disponível na versão deluxe do álbum). Acredito que os Disclosure quisessem incluir no seu novo álbum um álbum uma faixa menos comercial e mais virada para um estilo mais house. Dado o estilo das restantes faixas, a música destoa um bocado no alinhamento, porém, oferece o equilíbrio que o álbum bem precisava.

Sem quebrar a onda de boa música, os Disclosure encerram o seu Caracal da melhor forma. Afterthought é uma canção fantástica, com refrões fortes, marcantes, apaixonantes. Sem dúvida uma das músicas que mais se destaca pela positiva neste alinhamento.

Aquilo que poderia ser visto como uma espécie de “Disclosure 2.0″, acabou por se revelar um trabalho bastante surpreendente e original. Podemos estar longe do fim de 2015, mas é com alguma certeza que afirmo que Caracal é um dos álbuns do ano!

Ouve aqui Caracal na íntegra:

Nota Final: 9,5/10

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