Uma Praça em Antuérpia, romance histórico de Luize Valente, é lançado esta sexta-feira em Portugal. A trama decorre durante a Segunda Guerra Mundial e cita o cônsul português Aristides de Sousa Mendes.

Cônsul de Portugal em Bordéus, Sousa Mendes tornou-se conhecido por ter desafiado as ordens de Salazar, concedendo vistos de entrada em Portugal a milhares de pessoas que desejavam fugir de França, na data invadida pela Alemanha Nazi.

O ato heróico, que só se tornou conhecido muito tempo depois do fim da guerra, inspirou a escritora brasileira a escrever este livro, depois de no início dos anos 2000 ter ouvido falar nele pela primeira vez.

Uma Praça em Antuérpia tem como personagens principais duas irmãs gémeas portuguesas, uma casada com um judeu alemão e outra com um brasileiro, que trocam de identidade.

O livro já foi lançado no Brasil, em agosto deste ano, no âmbito das comemorações dos 70 anos do fim da Segunda Grande Guerra. Ironicamente, a obra acaba por tocar num tema atual: os refugiados. Em declarações ao Observador, a autora afirma: “Os refugiados fugiram da Alemanha Nazi desde antes da guerra, e tinham dificuldade de entrar nos outros países da Europa. Atualmente, é como se a história se repetisse, mas noutro contexto”.

Antes dos livros, O segredo do Oratório (2012) e Uma Praça em Antuérpia (2015), a jornalista Luize Valente realizou dois documentários, Caminhos da Memória – A trajetória dos judeus em Portugal (2002) e A estrela oculta do sertão (2005).